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REQUIEM PARA MÁRCIO CALAFIORI (parte 2)

UM POEMA PÓSTUMO COM O CRIVO DO HOMENAGEADO (por Alex Sakai) O poema a seguir foi escrito para Márcio Calafiori em 2009, quando me disseram q ele tinha falecido. Aí eu soube que era tudo mentira e mandei o poema pra ele. Ele revisou as rimas e me devolveu o poema. Foi a primeira vez em que um poema póstumo foi revisado pelo defunto.  NOITE FRIA DA ALMA (para Márcio Calafiori)                                                                  As noites frias da ilha São tempo de desalento e solidão. O silêncio entre as vagas, Voltando ao continente, São suplícios de insone calar. Nada dos telúricos meneios de outrora. Nenhum son...

SUMIDA DAQUI HÁ VÁRIOS MESES, NOSSA CORRESPONDENTE EM MADRID DÁ SINAIS DE VIDA E DE INDIGNAÇÃO

Madrid, 17 de Março de 2019, Há dois assuntos atuais que me preocupam muitíssimo. Não, não é a destruição do planeta, nem a quantidade de plástico nos mares, nem a reservas mundiais de água e grãos... já sabemos que de uma hora pra outra vai tudo pro vinagre, de um jeito ou de outro... Posso ser egoísta e politicamente incorreta, mas prefiro ocupar-me de assuntos que afetam a mim e às pessoas ao meu redor. E nesse balaio, como disse antes, há dois que me preocupam de especial maneira: o futuro do transporte nas cidades e a gentrificação dos centros urbanos. Sobre o primeiro, depois de quase 14 anos pegando o transporte público em Madrid, estava a ponto de surtar. Já não aguentava mais a corrida diária de casa ao metrô, pagar quase 55 euros de vale-transporte (o que é relativamente barato, se comparado a outras cidades europeias); logo dentro do vagão, aguentar a cara emburrada das pessoas, os olhares, o cheiro de sovaco e de gordura dos casacos alheios às oito da ...