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Tuesday, July 12, 2016

UM LONGO VERÃO BABADO FORTÍSSIMO - PARTE FINAL (por Jurema Cartwright)



Nesses nossos últimos três dias em que passamos no Costa Pacífica, achei por bem me dedicar mais a Lu e Vesúvia, até porque não via o menor sentido em ficar caçando barangas pelo navio estando acompanhada por duas leitoas tão apetitosas.

Lu estava particularmente gostosíssima naquela manhã usando um maiozão vermelho tipo Baywatch que ela comprou numa boutique do navio. Circular com ela pelo convés com aquela indumentária iria atrair o olhar guloso tanto dos homens quanto das mulheres. Até porque era muita carne saltando para fora daquele escudo de lycra, não dava para ficar indiferente a tamanho banquete carnal. E como se tudo isso não bastasse, Ju ostentava um belo capô de fusca no meio das pernas. Nas palavras de meu amigo portuga Manuel Mann, algo en torno de "cinco quilos e meio de buceta desossada no meio das pernas"

Já Vesúvia era um assunto ainda mais sério. Sabe Angela Bellucci no filme "Malena"? Meio por aí, só que com as axilas devidamente depiladas. Uma fêmea exuberante e arrebatadora. Usando novamente palavras sábias do Manuel, Vesúvia é o que se poderia chamar de "um bucetão com b gótico". Uma mulher para mais de 30 talheres, com certeza.

Acordei um pouco mais cedo do que as duas naquela manhã e abri a varanda para ver o sol nascer em alto mar. Estava completamente nua, trajando apenas meu fone de ouvido conectado ao meu celular, e escutando o disco ao vivo da Stacey Kent com o Marcos Valle, enquanto a brisa do mar soprava por entre as minhas pernas, provocando um efeito "chicken skin" no meu corpo todo.

De repente, sinto o toque dos peitões de Lu e Vesúvia nas minhas costas. Enquanto esfregam os peitos, uma chupa meu pescoço e outra lambe a laterla do seu seio direito. Nem olho para ver quem está fazendo o que. Deixo que as duas façam de mim seu objeto de desejo. E ao fundo, Stacey Kent segue cantando "Samba de Verão" em inglês. Quer maneira mais bacana de iniciar um dia?  

Então, Lu teve uma idéia muito espirituosa. Partindo do pressuposto que o dia ainda estava nascendo, e que todo mundo devia estar dormindo, propôs que saíssemos pelo convés e posássemos nuas nas áreas comuns do navio. Adoramos a ideia. Circulamos por aquele navio e nos deixamos fotografar como viemos ao mundo em vários lugares inusitados. Foi muito divertido.



Quando voltávamos para a cabine, um funcionário do navio apareceu do nada e disse que viu o que estávamos fazendo e exigiu que entregássemos nossos celulares para ele apagar as fotos que havíamos tirado.

Dissemos a ele que não havíamos feito nada demais, mas ele insistiu que entregássemos mesmo assim.

Entregamos, enquanto mostrávamos nossos peitões para ele no corredor -- e Ju, mais ousada, tratou de esticar uma das mãos em direção à jeba do tripulante, e começou a alisá-la carinhosamente.

Ele se manteve aparentemente impávido apesar de nosso assédio, examinou foto por foto, e então, sorrindo, nos disse que se fizéssemos barba, cabelo e bigode nele, liberaria as fotos.

Aceitamos de imediato; Lu e Vesúvia o conduziram prontamente aos conformes em nossa cabine.

As duas me liberaram de acompanhá-las na "ação de graças" que iriam promover no jovem chantagista, e eu agradeci batendo uma siririca bem calorosa para a performance impecável das duas devorando a jeba do rapaz.


Ao final, depois de ter sua jeba sugada até a última gota pelas duas diabinhas, o tripulante se recompôs e saiu da cabine todo pimpão, dizendo: "Olha, na verdade, as fotos de vocês não identificavam o navio e não comprometiam a empresa em coisa alguma, mas foi um prazer mesmo assim..."

Levou um tapa na cara de Lu e um chute no saco de Vesúvia, que disse para ele: "Seu bosta, você estragou tudo, bastava ter pedido que a gente teria feito tudo isso de vontade própria... some daqui, vagabundo".

Abracei as duas, melecadas de esperma do recém-deportado da cabine, e disse: "Esqueçam esse bosta, vamos já para o chuveiro".

Desmelequei as duas com um sabonete Phebo e bati uma siririca no bucetão de cada uma delas para que esquecerem do que aconteceu e voltassem a sorrir.

Uma garrafa de vinho ajudou um pouco na melhora do astral. 


Quando fomos tomar café no salão, encontrei com minha velha amiga Terezinha Sodré, que -- eu não sabia -- estava em lua de mel, e ela nos convidou para sentarmos à mesa com ela e algumas amigas. Para minha surpresa, as amigas de Terezinha eram nada menos que Maria Alcina e Eliana Pittman, que estavam a trabalho, fazendo shows no navio.

Lu e Vesúvia fcearam encantadas com as três. E as três ficaram encantadas com Lu e Vesúvia. E depois do café fomos todas dançar carimbó em nossa cabine. Todas menos Terezinha, que voltou para seu novo maridão, que não dá descanso a ela. Não vou entrar em maiores detalhes sobre o que rolou entre nós na cabine a pedido das nossas convidadas, que são pessoas muito discretas. Só posso dizer que foi tudo muito engraçado.  

Vesti meu biquini, passei bronzeador no corpo todo, e propus a elas quatro que fossemos dar um mergulho na piscina mais próxima. Eliana e Maria declinaram do convite, alegando que não tinham mais corpos para tomar banho de sol em público, e voltaram para suas cabines. Lu e Vesúvia vieram comigo até a piscina. Levei na bolsa o livro da Camille Paglia, Lu levou seu tablet e Vesúvia pôs numa sacolinha a última edição da revista Cláudia.

Nossa primeira hora à beira da piscina foi muito agradável. Pouco barulho, apesar de algumas crianças passarem correndo de um lado para o outro gritando. Vai entender o que vai na cabeça de um infeliz que traz crianças para dentro de um navio para ver um show de Roberto Carlos, mas enfim...

Mas então entrou em cena um instrutor gostosão falando baianês para dar aula de hidroginástica para a mulherada. Luzinete e Vesúvia ficaram vidradas no volume enorme que o instrutor ostentava dentro de sua sunga. Dei o toque para elas: "não se enganem, provavelmente é viado e provavelmente é michê". Não adiantou, elas já estavam irremediavelmente entusiasmadas pela criatura, apesar de terem fodido várias vezes nas últimas horas.

Quando acabou a aula de hidroginástica, o instrutor pirocudo convocou a todas para uma aula de lambaeróbica. Foi a minha deixa para cair fora. Lambaeróbica, ninguém merece!. Disse às meninas que já estava começando a ficar vermelha de sol e que iria voltar à cabine. Elas disseram okay e ficaram por lá, sacodindo seus peitões e seus bundões, que eu me limitava a contemplar de longe.

Na cabine, aproveitei para descansar um pouco, completamente nua, com o ar condicionado ligado bem forte. Mesmo já tendo saído da menopausa há muito tempo, estava sentindo calores terríveis naquela manhã, pois a sensação térmica era algo entre 45ºC e 50ºC. Até eu, que sou magra e tenho pernas relativamente finas, estava meio assada entre as coxas. Presumi que Luzinete e Vesúvia, que são bem mais carnudas, estariam com as coxas em carne viva depois daquela aula de lambaeróbica.

Bom... elas é que sabem da vida delas.



Coloquei o fone de ouvido com o disco da Stacey Kent com Marcos Valle e dormi profundamente.

Sonhei que estava num museu na Europa e as guias eram justamente minhas três atrizes pornô favoritas: Julia Ann, Julia Bond e Brandi Love.

Conforme seguiam apresentando as dependências do museu, as três iam tirando as roupas umas das outras, até ficarem completamente nuas, e começarem com lambidas e carícias mútuas.



A partir deste momento, as obras de arte expostas no museu deixavam de ser a atração principal, e as três tomavam conta da situação com a expertise cênica sexual que lhes é peculiar.

Eu tentava entrar no jogo delas três, mas algo me impedia, e eu permanecia imóvel.

De repente, um guarda que trabalha na segurança do Museu se habilita a entrar na brincadeira, tira a roupa e é completamente devorado pelas três diante de todos, que aplaudem freneticamente.



Então, de repente, os mais de trinta visitantes resolvem ficar nus e embarcam numa suruba numerosa.

Todos começam a esticar suas roupas pelo chão para conseguir deitar sobre o gélido piso de granito do museu, e "la fudelance ça commence!"

 Só eu travo e não consigo entrar na dança.

Então, para minha surpresa, Julia Ann e Brandi Love surgem, uma de cada lado, me arrastam para um canto mais reservado no museu, e aí finalmente começa a nossa brincadeira a três.

Seja você homem ou mulher, pouco importa para elas duas, pois devoram você com o mesmo gosto e o mesmo apetite incansável.

Se foder com essas duas não é o nirvana, então eu juro que não sei o que é.



Dormi tão profundamente que nem escutei a gritaria de Lu e Vesúvia sendo enrabadas pelo baiano pintudo lá da piscina.

Os três dormiam profundamente na cama king-size ao lado da cama onde eu estava.

Deixei-os por lá e saí silenciosamente para comer alguma coisa lá embaixo, e quando voltei para o quarto o baiano pintudo tinha sumido -- Lu e Vesúvia seguiam dormindo profundamente.

Fiquei nua, deitei ao lado delas, e nos dois dias finais do cruzeiro conseguimos comer mais oito homens, dez mulheres e três bichas.

Parecia haver três adolescentes ninfomaníacas completamente desgovernadas apossadas dos corpos de três broacas de meia idade.



Quando finalmente desembarcamos em terra firme, decidimos que precisávamos dar férias para nossas pererecas por uns tempos.

Vesúvia foi embora logo após o Carnaval para acertar os detalhes da partilha decorrente de seu divórcio, mas ficou de voltar assim que estivesse com sua situação já assentada.

Quanto a Lu, prosseguimos trocando fluídos nuas sob o luar de Outono sobre a pedra que avança mar adentro, e que fica diante do prédio onde moro na Ilha Porchat.

Quanto a mim, espero ter até o final do Inverno novas histórias bem safadas e bem cabeludas para contar...

E agora chega, pois essa história já está ficando tão longa quanto esse último verão.

Até a próxima.


Jurema Cartwright é mineira de Muzambinho.
Tem 69 anos de idade, mas não aparenta.
Fã confessa de Oriana Fallaci,
circulou pelo mundo em busca de reportagens bombásticas
e chegou a ter alguma projeção nos anos 70 e 80.
Mas dos Anos 90 para cá
deixou o jornalismo investigativo de lado,
virou executiva de imprensa na Área Portuária
e passou a escrever exclusivamente sobre lesbianismo
e a fotografar profissionalmente.
Vive em São Vicente, SP.



Monday, July 4, 2016

UM LONGO VERÃO BABADO FORTÍSSIMO - PARTE 6 (por Jurema Cartwright)



Quando minhas queridas "companheiras em armas" Vesúvia e Luzinete subiram a bordo do Costa Pacífica para viver "Emoções" com Roberto Carlos, o inevitável aconteceu: elas entraram automaticamente em êxtase.

Quanto a mim, achei que iria entrar em estado de choque.

Como já era de se esperar, o status da peruagem e da cafonice reinantes no navio era de assustar, com um exército de interioranas maquiadíssimas usando camurça em pleno verão e se comportando como adolescentes tardias.

Eu fiz o que sempre faço: ao invés de deprimir, tentei ver o lado divertido da coisa -- e acreditem: não tive a menor dificuldade nisso.

Na verdade, difícil era não dar bandeira do quanto estava me divertindo em meio àquela jecaria triunfante.


Vimos Roberto Carlos fazendo seu jogo de cena habitual na hora do embarque.

As pessoas deliravam.

Claro que Roberto não permanece no navio junto com sua legião de fãs cafonérrimos.

Ele entra, posa para as fotos, e sai, para retornar a bordo via helicóptero pouco antes do seu show.

Roberto é tão chato e cheio de manias que a partir deste ano seu já tradicional show marítimo anual será realizado num mega-resort na Praia do Forte e não mais no navio.

Ou seja: os fãs irão até ele por alto mar, mas ele vai permanecer em terra firme.

Rei tem dessas coisas...


Como o show é o que menos importa -- ao menos, para mim --, vou deixar para falar do show dele agora, antes de tudo mais.

Foi muito chato, e muito pegajoso.

Não há nada mais irritante do que artistas como Roberto, que afagam o público sem parar do início ao fim de suas apresentações, sem se preocupar em momento algum em surpreender ou trazer alguma novidade para este público, naturalmente conservador.

E eu que achei que teríamos um "show intimista" de Roberto, conforme anunciado no material promocional do Cruzeiro Emoções.

Desde quando um show intimista coloca um Cadillac Fleetwood vermelho modelo 1960 bem no meio do palco?

Foi tudo conversa mole.

O que vimos foi apenas o Roberto Carlos de sempre fazendo o "mais do mesmo" de sempre, só que com uma taça de champagne na mão e uma banda sensivelmente menor do que as que ele convoca para os shows em terra firme.


Agora chega de falar de Roberto Carlos e vamos ao que realmente interessa:

As mulheres.

Minhas queridas Luzinete e Vesúvia embarcaram no Costa Pacífica com malas cheias e um enxoval todo novo -- muito mais que o necessário para 5 dias de viagem

Vesúvia deve ter comprado o catálogo completo da Vitoria's Secret antes de viajar. Trouxe na mala uma verdadeira coleção de peças de lingerie e roupas de banho muito provocantes, deixando claro que pretendia trocar de roupa íntima ou de roupa de banho algumas vezes por dia durante a viagem. Fez questão de desfilar para mim mostrando peça por peça que comprou, para tentar me tirar do sério. Fiquei encantada com o que vi, mas achei melhor me segurar para mais tarde. Não é que a capirona tinha bom gosto? Adorei as calcinhas de renda, as calcinhas sem renda, os fios-dentais, as cintas-ligas, as blusas decotadas, as blusas tomara-que-caia, as blusas transparentes, os vestidos com as costas nuas... Tudo o que ela escolheu caiu feito uma pluma em seu corpo violão. Gostosíssima!

Já Luzinete -- vou chamá-la apenas de Lu daqui por diante, ninguém merece um nome desses --  -- optou pelo básico: trouxe apenas dois biquinis minúsculos bem escandalosos para usar na piscina e nenhuma roupa de baixo, alegando que queria que a brisa do mar "soprasse em sua bacurinha cansada de tanto suar" ao longo dos 5 dias de viagem. Os vestidos novos que ela trouxe eram decotadíssimos e deliciosamente escandalosos: um mix de cores primárias capazes de roubar a cena em meio àquelas mulheres com "trajes de gala" que mais lembravam cortinas de salões de festas de clubes ingleses tradicionais.

Lu ficou enciumada com minha reação ao desfile de Vesúvia pela cabine, mas não passou recibo. Simplesmente me advertiu que se eu estivesse pensando em descansar na viagem, seria melhor tirar o cavalinho da chuva, pois uma grande novidade esperava por mim em alto mar, e que eu não perdia por esperar.

Senti firmeza na "ameaça" dela. Coisa de mulher de atitude, que sabe o que quer. Gosto de mulheres assim. Eu sou abelha-rainha e adoro quando desafiam minha "autoridade" com "recados" desse tipo.

Quanto a mim, optei por trazer pouca roupa, mas não abri mão de meu tablet com alguns livros novos, um pen drive com alguns filmes novos que baixei da web e, claro, minha sacolinha de truques revestida em crochê -- coisa de menina moça tardia auto-suficiente em termos sexuais.

Engraçado foi na hora do embarque, quando fui revistada para checar se não trazia armas ou garrafas alcoólicas camufladas. O inspetor da Costa ficou meio encabulado quando viu a sacolinha meu pequeno arsenal de dildos.

Não teve coragem de examiná-los com as mãos, e nem fez perguntas.

Foi engraçado.


A tal surpresa de que Lu falou aconteceu na noite do nosso segundo dia no navio.

Descemos para jantar e seguimos para ver um dos vários shows programados como abre-alas para o show de Roberto.

Para minha surpresa, quem estava no palco era uma velha conhecida: Enza Flori.


Enza foi, em meados dos Anos 60, uma espécie de versão paulistana de Rita Pavone, grande ícone pop adolescente italiana que fazia um sucesso estrondoso aqui no Brasil.

Nascida em Napoles, naturalizada brasileira, Enza chegou a gravar alguns compactos de sucesso, mas, infelizmente, acabou meio perdida na periferia do elenco da Jovem Guarda e sua carreira musical não sobreviveu ao fim do programa da TV Record.

Enza estudou Arquitetura, virou decoradora de ambientes, casou, teve filhos e só 20 anos atrás voltou a cantar, mas anonimamente, à frente de orquestras, com repertório genérico em bailes e festas para a Comunidade Italiana em São Paulo.

Sou fã de verdade, sei tudo sobre ela.

Quem resgatou Enza -- que, diga-se de passagem, está linda aos 60 e poucos anos -- foi o próprio Roberto Carlos, que a chamou para abrir seus shows nesses 12 anos de Cruzeiro Emoções e, com isso, fez com que sua carreira musical fosse reativada.

Pensei em perguntar para Lu como ela sabia que eu conhecia Enza Flori, mas de repente lembrei de uma noite em que escutávamos velhos compactos lá em casa e mostrei para ela alguns de Enza que estavam preservados depois de tanto tempo.

Lu com certeza não esqueceu disso. 


Ao final do show, Enza veio à nossa mesa. Já tinha combinado isso com Lu. Conversamos bastante, lembramos de como era São Paulo na segunda metade dos Anos 60. Enza contou histórias muito divertidas sobre como o showbiz era respeitoso naquele tempo, muito diferente dessa putaria que é hoje.

Ao final da conversa, Enza disse: "Olha, meninas, só não acompanho vocês na farra desta noite porque não tenho o hábito de transar mulheres, mas minha produtora é do babado... posso apresentá-la a vocês?"

Quando a produtora de Enza veio até nós, me engasguei: era uma loira enorme, muito bonita, mas meio desajeitada, chamada Tônia. Sentou-se com a gente e em menos de 15 minutos já estávamos as quatro em nossa cabine, trocando mais óleo que a Casa de Máquinas do Costa Pacífica.

Depois de uma hora de muita festa, Lu e Vesúvia levantaram, se vestiram e nos deixaram a sós, pois tinham combinado encontrar com dois homens que haviam conhecido na piscina durante o dia.

Ficamos Tônia e eu na cama mais algumas horas. Demos muitas risadas. Tônia imitou Enza Flori cantando suas velhas canções. Cantamos juntas. Rolou uma tesourinha bastante intensa em seguida, e depois brincamos com os dildos da minha "sacolinha de truques". Eram poucos, mas davam conta do recado.


Por volta das 4 da manhã, Tônia e eu tomamos um banho juntas e ela se despediu e voltou para sua cabine.

Meia hora mais tarde, Lu e Vesúvia chegam trazendo os dois bofes da piscina para dentro da nossa cabine, e perguntam se eu não toparia um ménage à cinq com eles.

Digo que sim, e a suruba começa.

Como meus dildos estão à mão, aproveito para enfiar um deles no cu de um dos rapazes enquanto ele carca o bucetão aconchegante de Lu.

Ele reage bem à intervenção, e Lu sente a diferença na pegada.

A brincadeira começa a ficar bem interessante, só que o bofe não aguenta tanto tesão e goza abundantemente nos peitos e na barriga de Lu.

Mas então, quando eu aproximo o dildo do cu do sujeito que está socando o bucetão de Vesúvia, ele se levanta aos berros, dizendo "no meu cu, não!" e sai correndo pelado pelo corredor do navio, fugindo de nós.

Seu amigo pega suas roupas e as do amigo e se despede, indo atrás dele e nos deixando rindo sozinhas na cabine.

O jeito, a partir daí, foi começarmos nossa própria brincadeira.

E foi o que fizemos, com gosto, como há tempos não fazíamos.

Ainda tínhamos 3 dias nas dependências daquele navio... 3 dias bem quentes e promissores... pela frente, por trás, por todos os lados. 


(continua na próxima terça...)

Jurema Cartwright é mineira de Muzambinho.
Tem 69 anos de idade, mas não aparenta.
Fã confessa de Oriana Fallaci,
circulou pelo mundo em busca de reportagens bombásticas
e chegou a ter alguma projeção nos anos 70 e 80.
Mas dos Anos 90 para cá
deixou o jornalismo investigativo de lado,
virou executiva de imprensa na Área Portuária
e passou a escrever exclusivamente sobre lesbianismo
e a fotografar profissionalmente.
Vive em São Vicente, SP.


Tuesday, May 31, 2016

UM LONGO VERÃO BABADO FORTÍSSIMO - PARTE 2 (por Jurema Cartwright)


No episódio anterior,
Jurema passeava pela Praia do Itararé
com sua amiga cigana queijeira Luzinete
e sua nova amiga Vesúvia,
uma caipirona encantadora
que estava hospedada em seu apartamento
na Ilha Porchat no final do ano passado,
juntamente com seu marido, Romildo,
ambos de Muzambinho, sua cidade natal.
Juntas, as três ninfas protagonizaram
uma alegre siririca grupal dentro d'água,
e lembraram das safadezas que faziam
no rio que cruzava a fazenda
onde foram criadas.
Com vocês... Jurema Cartwright!



Quando Vesúvia fez menção a meu irmão Jamil -- a quem tive o prazer de escolar sexualmente -- e a minha querida tia Nilde -- que me apresentou o Mundo Encantado do Velcrolândia, de onde nunca mais me destanciei --, mal pude acreditar no que ouvia! Nós duas tínhamos muito mais em comum do que podíamos imaginar em princípio. Nossos passados definitivamente conspiravam a nosso favor.

Foi quando Vesúvia nos disse que Romildo teria que voltar a Muzambinho para resolver questões de trabalho entre o Natal e o Ano Novo, e que retornaria a São Vicente só no Reveillon para levá-la de volta para Muzambinho. Daí, propôs a Luzinete e a mim que não dessemos bandeira dessas nossas brincadeiras diante dele, para que ele viajasse desencanado e sem desconfiar de coisa alguma. O medo dela era que ele não a quisesse naquele "antro de perdição à beira-mar" e a obrigasse a voltar com ele para Muzambinho, por pura desconfiança. 

Então, seguimos o combinado. Não demos a menor bandeira. Tivemos um Natal chato e caretérrimo. Não víamos a hora de chegar logo a manhã de sábado, quando Romildo finalmente cairia na estrada e nos deixaria em paz. Foi só quando isso aconteceu que nossas Festas de Fim de Ano finalmente começaram.



Tivemos uma semana espetacular a três. Vesúvia ficou encantada com meu arsenal de vibradores, dildos e dildo-belts. Disse que nunca havia visto tamanha variedade antes. Contou que possui um pequeno vibrador que comprou pelo Correio de uma sex-shop paulistana, pelo qual pagou por boleto bancário, pois Romildo controla os cartões de crédito e não poderia saber da compra. Atitude típica de um babaca títipo. Com o passar do tempo, e o uso constante, o vibradorzinho deixou de funcionar com a mesma presteza de antes. Seu motorzinho dele cansou. Dei a Vesúvia dois novinhos em folha de presente de Natal. Um para massagear o clitóris. E outro, pequenininho, para usar durante o dia, enterrado no cu. Ela adorou.

Infelizmente, não pudemos levar Vesúvia para a lage de pedra diante do prédio onde moro para tomarmos banho de lua nuas no meio da madrugada. É que esse tipo de coisa só dá para fazer fora da temporada de verão, quando apenas os moradores regulares do prédio estão na área e a privacidade até existe. Agora, no Verão, tudo fica superlotado de veranistas, e é um Deus nos acuda.



Mesmo assim, inventamos alguns programas bem interessantes. Levamos Vesúvia para passear de bonde no centro da cidade e lembrei que, em Muzambinho, sempre que chegava uma putinha nova no único puteiro da cidade, a cafetina a obrigava a passear de charrete pela cidade, para que todos os homens vissem que tinha "carne nova no pedaço" e se habilitassem a conhecer a moça biblicamente. Disse a Luzinete e a Vesúvia que, apesar de meus 69 anos de idade, me sentia uma putinha nova passeando naquele bonde aberto pelos arredores do Porto. De sananagem, começamos a mostrar nossos peitos e nossas bucetinhas para os bêbados e indigentes que habitam as ruas do centro, só para ver como reagiam. Foi muito engraçado. 

Teve um dia em que levamos Vesúvia para passear de escuna pela Orla e pela entrada da Baía de Santos. Ela ficou deslumbrada. Adorou conhecer algumas praias exclusivas do Guarujá, onde só se chega a pé ou de barco. Nadou em mar aberto, algo que jamais sonhara fazer. Desnecessário dizer que, diante de uma emoção tão intensa, Vesúvia gozou novamente dentro d'água.



Quando voltamos para a Ilha Porchat, o porteiro de prédio me deu um recado: minha velha amiga Helô Pinheiro, que possui um apartamento no prédio, pediu que eu fizesse o favor de ceder minha faxineira para dar um trato no apartamento dela tem no prédio, pois uma de suas três filhas, Kiki, viria passar o Reveillon por aqui. Como não consegui localizar a faxineira em lugar algum, decidimos nós mesmas fazer uma grande faxina no apartamento da Helô. Só que a faxina acabou demorando tempo demais, pois tudo que começávamos a fazer acabava eventualmente se transformando em mote para nossas lesbianices. Luzinete não conseguia passar o aspirador na casa sem ser chupada dos pés à cabeça por Vesúvia e por mim. Vesúvia bem que tentou passar cera no chão, mas antes que fosse muito longe em sua empreitada acabou devorada por Luzinete e por mim com nossos dildo belts numa DP sensacional. Eu mesma fui enrabada pelas duas com dildos de vários tamanhos enquanto tentava desentupir um vaso sanitário com um desentupidor e com um arame. Uma pândega! No final das contas, depois de dois dias de faxina, o apartamento de Helô ficou um brinco. E nós, exaustas!

No meio da tarde do dia 31, nós três já estávamos a postos, comportadíssimas, fazendo cara de santinhas, aguardando a chegada de Romildo, que ligou cedo pela manhã dizendo que já estava pegando a estrada. Vesúvia preparou para a ceia um tender, uma farofa com passas e castanha de cajú, uma salada de batatas com salmão defumado, ovos e azeitonas e ainda empadinhas de camarão -- sem contar as rabanadas e o mousse de maracujá. Eu deixei uma peça grande de salmão e outra de atum a postos na geladeira para preparar sashimis.



Enquanto assistíamos à São Silvestre na TV, o telefone tocou. Era Romildo, dizendo que teve um problema com o carro na estrada e teve que voltar para Muzambinho de carona. Enquanto comemorávamos, ouvimos a campainha: era Kiki, filha de Helô, que já estava instalada em seu apartamento e veio agradecer a faxina e nos convidar para almoçar. Saímos no carro de Kiki, descemos a Ilha Porchat e viemos até Santos para almoçar no Restaurante Da Franco, que fica no 20º andar do Hotel Mercure e tem uma vista privilegiada das praias da região. Ao chegarmos no Hotel, Vesúvia olhou para um carro estacionado quase na porta e o reconheceu: era o de Romildo. Olhou para uma casa de sucos logo atrás do hotel e lá estava Romildo acompanhado de sua secretária -- que ele, pelo visto, trouxe lá de Minas para passar o Verão com ele em Santos.

Vesúvia olhou para Luzinete e para mim com muita raiva nos olhos e disse: "Não é um filho da puta? Se faz de miserável, economiza nas férias me hospedando de favor no apartamento de vocês, para depois ficar no bem bom com essa vagabunda num Hotel 4 Estrelas. O que eu faço com esse safado?"

Foi quando Kiki virou-se para nós e disse: "Raiva não ajuda em nada. Tem que agir friamente numa hora dessas. Me dá seu celular e deixa o resto por minha conta". Kiki entrou sozinha no bar onde os dois estavam, sentou-se numa mesa quase ao lado deles e, sem que percebessem, clicou várias fotos do casalzinho apaixonado. Pediu um suco de melão, pagou a conta e voltou até nós. Entregou o celular para Vesúvia, e disse: "Agora fique calma, procure um bom advogado, entregue essas fotos para ele e deixe que ele cuide disso para você. Vamos almoçar que eu estou morrendo de fome."



Foi um almoço delicioso. O Restaurante Da Franco tem uma vista de Santos simplesmente sensacional. Pouco a pouco, Vesúvia começou a se alegrar. E a nossa noite de reveillon foi sensacional. Servi sashimi sobre o corpo nu de Vesúvia, que ficou deitada de pernas abertas sobra a mesa da sala enquanto Luzinete e eu nos serviámos. Cada pedaço de peixe que tirávamos de seu ventre nós molhávamos em sua bucetinha úmida, só para complementar o sabor. Depois repetimos a dose sobre o corpo de Luzinete e, por último, sobre meu corpo. Venúsia nunca tinha provado peixe cru antes. Adorou o molho de baba de buceta. Foi iniciada neste ritual oriental milenar da maneira mais bacana de todas.

Depois de toda essa putaria, fizemos tesourinhas para trocarmos fluídos sexuais intensamente. Depois voltamos a comer. E voltamos a fuder. E seguimos nessa toada até sábado, dia 2, quando decidimos ir para a praia e ficar por lá o dia inteiro. Domingo, dia 3, Romildo ligou dizendo que não poderia vir buscar Vesúvia, e alegou que o carro ainda estava na oficina e de lá não sairia tão cedo. Propôs que ela voltasse a Muzambinho de ônibus. Ela fez que concordou. Só que não voltou. E não atendeu mais os telefonemas dele. E entregou as fotos do celular para um advogado recomendado por meu amigo Manuel Mann, que abriu um processo de divórcio contra Romildo.



Uma semana mais tarde, Eteovaldo, meu irmão de criação, ligou para saber se Vesúvia estava escondida aqui em casa. Respondi que ela estava aqui sim. Não escondida, mas como minha hóspede. Então ele, coitado, veio querendo posar de macho pra cima de mim, exigindo que ela voltasse imediatamente para seu filho e desistisse dessa coisa de divórcio. Foi nesse momento que Vesúvia pediu para colocar a ligação no viva-voz e começou a falar bem alto: "Vai se foder, velho brocha. Não se meta onde não foi chamado. Seu filho quis dar uma de espertalhão e foi pego no flagra porque e burro! E quem é burro tem mais é que se foder! Eu não fiz barraco quando o flagrei para não virar a vilã da história. Agora pega essa rola mole, dobra e enfia no cu, velho filho da puta. E pode avisar o Romildo para se preparar, pois vou tomar essa porra dessa fazendinha de vocês".

E assim começamos 2016. 

Para Luzinete e eu, tem sido um turbilhão de emoções desde que Vesúvia entrou em nossas vidas. Já para Vesúvia, 2016 é o Ano da Revanche. Demorou, mas ela parece ter decidido finalmente fazer juz a seu nome.



Semana que vem, você vai conhecer em detalhes o cruzeiro marítimo babado forte que fizemos no Splendour Of The Ass, nome carinhoso que demos ao navio que nos recebeu tão calorosamente. Até lá.  

(continua na próxima terça...)


Jurema Cartwright é mineira de Muzambinho.
Tem 69 anos de idade, mas não aparenta.
Fã confessa de Oriana Fallaci,
circulou pelo mundo em busca de reportagens bombásticas
e chegou a ter alguma projeção nos anos 70 e 80.
Mas dos Anos 90 para cá
deixou o jornalismo investigativo de lado,
virou executiva de imprensa na Área Portuária
e passou a escrever exclusivamente sobre lesbianismo
e a fotografar profissionalmente.
Vive em São Vicente, SP.