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UM LONGO VERÃO BABADO FORTÍSSIMO - PARTE 2 (por Jurema Cartwright)

No episódio anterior , Jurema passeava pela Praia do Itararé com sua amiga cigana queijeira Luzinete e sua nova amiga Vesúvia, uma caipirona encantadora que estava hospedada em seu apartamento na Ilha Porchat no final do ano passado, juntamente com seu marido, Romildo, ambos de Muzambinho, sua cidade natal. Juntas, as três ninfas protagonizaram uma alegre siririca grupal dentro d'água, e lembraram das safadezas que faziam no rio que cruzava a fazenda onde foram criadas. Com vocês... Jurema Cartwright! Quando Vesúvia fez menção a meu irmão Jamil -- a quem tive o prazer de escolar sexualmente -- e a minha querida tia Nilde -- que me apresentou o Mundo Encantado do Velcrolândia, de onde nunca mais me destanciei --, mal pude acreditar no que ouvia! Nós duas tínhamos muito mais em comum do que podíamos imaginar em princípio. Nossos passados definitivamente conspiravam a nosso favor. Foi quando Vesúvia nos disse que Romildo teria que voltar a Muzambinho para re...

UM LONGO VERÃO BABADO FORTÍSSIMO - PARTE 1 (por Jurema Cartwright)

Desde que vim morar aqui no Litoral de São Paulo dois anos atrás vivo recebendo ameaças de parentes e de amigos de infância de Muzambinho MG, onde nasci e fui criada, do tipo "qualquer hora dessas a gente aparece aí para te visitar".  Mas essas ameaças nunca se concretizaram. N ão até agora. Um pouco antes do Natal, Eteovaldo, uma espécie de irmão de criação, me ligou perguntando se eu teria como receber seu filho e sua nora por uns dias aqui na minha casa. Não tive como dizer não, até porque tinha acabado de me desculpar com meus parentes por não passar o Natal e o Reveillon com eles na fazenda, alegando ter um monte de compromissos de trabalho pendentes por aqui -- tudo mentira, claro, só queria um pouco de sossego. Eteovaldo, esse meu irmão de criação, é filho de Marilda, a cozinheira negra que trabalhou a vida toda para minha família, e que ajudou a me criar lá na fazenda.  Ele é um ano mais novo do que eu.  Marilda o criou sozinha, pois o pai caiu n...

COMO DE TUDO E COMO EM QUALQUER LUGAR, MAS NA MASSENARIA NÃO COMO NUNCA MAIS

Eu odeio cozinhar desde pequenina.  Minha mãe me obrigou a aprender a preparar o básico do dia a dia lá na cozinha de nossa fazenda em Muzambinho, e eu tive que aprender.  Não havia escapatória: todas as mulheres da família tinham a obrigação de saber cozinhar. Família mineira, sabe como é...  Daí, eu aprendi.  Mas, como nunca treinei, e o tempo passou, eu esqueci tudo. Mas não pense que sou do tipo de pessoa que adora frequentar restaurantes. Não me sinto à vontade na maioria deles. Gosto apenas de dois ou três, que conseguem fazer com que eu me sinta em casa.  Ma mesma medida em que não gosto de ser mal-atendida, também não curto ser paparicada, ainda mais por garçons sorridentes capazes de qualquer coisa por uma gorjeta.  Daí, eu evito para não me aborrecer.  Só frequento mesmo só se for por obrigação de trabalho ou família.  E s empre que gosto muito da comida de um deles, já pergunto se tem serviço de delivery. N...