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NA TOMADA (uma crônica de Marcelo Rayel Correggiari)

Qualquer estabelecimento comercial, como uma modesta Mercearia, precisa ter tomadas ao redor. Com mil perdões ao trocadilho infame e fora de hora, tomadas são precisas, necessitadas, muita eletricidade: não dá para ficar a maior parte do tempo morcegando com o que é dito, o não-dito, o que cada um acha & Cia. Ltda. Nessa véspera de Sexta-Feira Santa, tremendo feriado à vista, cabe reconsiderar certos rumos que são bons de não serem tomados. É difícil dizer o que está certo ou errado (quem somos nós para isso!) quando nos encontramos naquelas sinucas-de-bico com os bolsos completamente vazios. Uma coisa é certa: não interferindo seriamente na vida de mais alguém (coisa rara de se encontrar nos dias de hoje!), de repente, cabe a tentativa. A presença dos famigerados livros eletrônicos (ou ‘e-books’, como queiram) é uma alternativa quando se vive num lugar que se esmera em repetir crises e círculos viciosos. Com as vidas profissionais sendo brutalmente afeta...

NA TOMADA (uma crônica de Marcelo Rayel Correggiari)

Qualquer estabelecimento comercial, como uma modesta Mercearia, precisa ter tomadas ao redor. Com mil perdões ao trocadilho infame e fora de hora, tomadas são precisas, necessitadas, muita eletricidade: não dá para ficar a maior parte do tempo morcegando com o que é dito, o não-dito, o que cada um acha & Cia. Ltda. Nessa véspera de Sexta-Feira Santa, tremendo feriado à vista, cabe reconsiderar certos rumos que são bons de não serem tomados. É difícil dizer o que está certo ou errado (quem somos nós para isso!) quando nos encontramos naquelas sinucas-de-bico com os bolsos completamente vazios. Uma coisa é certa: não interferindo seriamente na vida de mais alguém (coisa rara de se encontrar nos dias de hoje!), de repente, cabe a tentativa. A presença dos famigerados livros eletrônicos (ou ‘e-books’, como queiram) é uma alternativa quando se vive num lugar que se esmera em repetir crises e círculos viciosos. Com as vidas profissionais sendo brutalmente afeta...

ROLL OVER BEETHOVEN, TELL CITIZEN KANE THE NEWS (Parte 2 A Autocrítica)

Autocrítica, por mais cruel que seja, sempre é algo positivo. Ela ajuda todos nós a não nos levarmos demasiadamente a sério. É um santo remédio para redimensionar egos inflados. Todo jornalista que cague regras e seja metido o suficiente para posar de visionário  -- categoria na qual me incluo --   precisa de tempos em tempos reler suas "profecias" de alguns anos atrás. Só para deixar de ser besta. Eu andei fazendo isso nessa última semana enquanto liberava espaço num HD lotado de arquivos fotográficos gigantescos e inúteis. Sem querer, descobri perdidos numa pasta vários artigos escritos para várias publicações nos primeiros anos do Século 21.  Quando comecei a lê-los de novo, fiquei surpreso positivamente com alguns -- é engraçado como, depois de algum tempo, não conseguimos mais nos reconhecer em nossos próprios textos -- e bastante assustado com outros.  Num deles, em particular, publicado em 2008 num jornal semanal daqui de Santos, fiquei assustado ...