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NOSSA ANIVERSARIANTE AMANDA PEET ESTÁ TÃO LINDA AOS 46 QUANTO ERA AOS 26

por Chico Marques Amanda Peet é um furacão. Levou Jack Nicholson ao infarto em “Alguém Tem Que Ceder”, comédia deliciosa de Nancy Meyers. Quase enlouqueceu o pacato Matthew Perry em “Meu Vizinho Mafioso 1” e “Meu Vizinho Mafioso 2”. E brilhou intensamente nas ótimas séries de TV aberta “Jack & Jill” e “Studio 60 On The Sunset Strip”, e mais recentemente na produção HBO “Togetherness”. Apesar de extremamente talentosa, alguma coisa saiu errado em sua carreira no cinema. Talvez tenha apostado demais em comédias românticas e feito filmes independentes de menos. Ou talvez tenha se dividido demais entre o cinema e a TV, e terminado nem exatamente lá e nem cá...   Amanda Louise Peet nasceu em Nova York em 1972, filha de um conhecido advogado nova-iorquino. Sempre teve um bom padrão de vida, estudou nas melhores escolas da cidade, e seguiu para Londres, onde fez o Ensino Médio. Quando voltou de lá, foi estudar História na Columbia, mas nunca ...

O FILME DA SEMANA TRAZ UM TOUR DE FORCE DE GARY OLDMAN COMO WINSTON CHURCHILL

por Manuel Mann, de Lisboa Winston Churchill gostava de cinema. Não só dos filmes cómicos de Chaplin, mas também de melodramas como “Vitória Negra”, com Bette Davis, de grandes produções históricas americanas e inglesas como “E Tudo o Vento Levou” ou “A Batalha de Trafalgar”, com Laurence Olivier no papel de lorde Nelson, e de “westerns”. Mesmo apesar do seu colossal ego, Churchill não deveria fazer ideia que, no futuro, viria a ser interpretado, no cinema e também na televisão, por alguns dos maiores e mais distintos actores britânicos: Richard Burton, Albert Finney, Michael Gambon, Robert Hardy, Brian Cox, Bob Hoskins ou Timothy West. E ter-lhe-ia agradado saber que todos esses filmes, telefilmes e séries seriam apologéticos, elogiosos, lisonjeiros, no essencial conformes ao cliché consagrado do “velho buldogue” que teve a coragem de enfrentar Hitler quando o resto da Europa se submetia a ele ou se agachava. Se queremos encontrar uma visão crítica e contr...

QUASE UMA CRÔNICA (de Flávio Viegas Amoreira)

Sou leitor de crônicas desde os anos 70: comecei lendo adolescente ainda o inesquecível "Jornal da Tarde" que era uma versão pop-juvenil do pesado Estadão. Ali tínhamos a mão crônicas de Drummond, Lourenço Diaféria (alguém se lembra?) e as críticas literárias que soavam quase coloquiais feito crônicas do inesquecível Leo Gilson Ribeiro. Na "Folha de São Paulo" fascinavam-me obviamente Paulo Francis, o poeta e semiólogo Décio Pignatari e a lendária crítica de TV Helena Silveira, irmã da romancista Dinah Silveira de Queiroz e prima do santista Miroel, que foi cunhado de Gilberto Mendes e o descobridor de Cacilda Becker. Incrível como toda cultura brasileira, especialmente paulista, passam por Santos nos anos 40 até os anos 60! Confesso que Drummond cronista estava a léguas da maestria do poeta, mas era Drummond! A crônica claramente foi sempre primeira apresentação da grande literatura através dos jornais, revistas (a Veja tinha um timaço!) e logo uma coleç...

CARTILHINHAS DA VIDA "MUDERNA" II (uma crônica de Marcelo Rayel Correggiari)

“(...) Isso sempre aconteceu porque cinco ou seis obtiveram a confiança do tirano e se aproximaram dele por conta própria, ou foram chamados por ele para serem cúmplices de suas crueldades, companheiros de seus prazeres, favorecedores de suas libidinagens e beneficiários de suas rapinas. (...) Fazem dar a eles o governo das províncias ou a administração do dinheiro público a fim de tê-los na mão por sua avidez ou crueldade, para que as exerçam oportunamente e façam tanto mal que não possam manter-se senão sob sua sombra nem se isentar das leis e das punições senão graças à sua proteção. (...) (...) Todos os vícios têm naturalmente um limite, além do qual não podem passar. Dois homens, e mesmo dez, podem ter medo de um só. Mas que mil, um milhão, mil cidades não se defendam de um só homem certamente não é covardia, pois ela não chega a esse ponto, assim como a valentia não exige que um só homem escale uma fortaleza, ataque um exército, conquiste um reino. Então, que vício mon...

ALEGORIAS DO INTENSO RUMOR QUE SE OUVE (uma crônica de Ademir Demarchi)

O vozerio está intenso, as notícias chegam mudando o sentido das coisas a cada hora, de tal modo que o que se entendia como uma realidade aceitável e possível na semana passada, hoje, visão envelhecida, deixou de valer totalmente ou sofreu uma mudança importante que altera o modo como podemos ver as coisas. Lendo os jornais constatamos que estamos no olho do furacão que está em todos os lugares, e isso vale para aqui, ali, lá e para o Planeta. Trata-se, verdadeiramente, sugere a mídia, de um furacão multifacetado e ambíguo, uma medusa andrógina e colorida de víboras ciclópicas e brilhantes que coloca a todos no limite da angústia e da opressão, a um passo de uma crise de nervosa e estresse. Daí talvez o pendor de muitos de buscar nas religiões das prateleiras de credos um conforto estofado e colorido como um sofá das casas Bahia. Todos odeiam apaixonadamente e amam odiosamente a ponto de alguém já ter constatado que todo esse ódio gerará muitos cânceres prolíficos, cujo tratamen...