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AS BOAZUDAS DOS ANOS DE OURO DO CINEMA BRASILEIRO:#46: NEILA TAVARES

Neila Tavares é jornalista e também apresentadora de televisão. Nasceu na cidade de Niterói, Rio de Janeiro, em 18 de setembro de 1948. Atua ainda em teatro e em cinema. Sua carreira artística começou quase por acaso. Em 1968, foi chamada às pressas, para substituir Suely Franco, na peça” Inspetor Geral”, de Gogol, no Teatro Opinião. Ela foi e se saiu muito bem. Em 1973, ela convenceu Nelson Rodrigues a escrever a peça “Anti-Nelson Rodrigues” para que ela protagonizasse. E ele escreveu. Na ocasião, Neila era casada com o ator Paulo César Peréio, que também participou da peça, assim como o ator Carlos Gregório. Neila e Peréio tinham a companhia teatral Bléc-Bêrd. Em televisão, Neila trabalhou na Rede Manchete, na Rede Globo, na TVE-Brasil, e até na TV Tupi. Começou na TV Tupi, em 1969, na novela “Enquanto Houver Estrelas”. Em 1972, fez “Tempo de Viver”. A partir de 1975, na TV Globo, atuou em “Gabriela”, “Anjo Mau”, “O Casarão” e “Sinal de Alerta”. Neila Tavares fez...

ONANISMO (uma reminiscência de Carlão Bittencourt)

“O que eu gosto na masturbação é que você não tem de dizer nada depois” (Milos Forman) O redator estava atrasado. Passava da meia noite quando chegou à festa de lançamento do Anuário do Clube de Criação de São Paulo, no Palace. Lotado. Riu. Melhor assim. Antes tarde do que nunca. Afinal, àquela hora, quem precisava ir embora já tinha se escafedido. Quem ficou, foi para meter o pé na jaca. Com tudo. Homens ao bar! No balcão, pediu ao barman um uísque à la Vinicius de Moraes. Sabe como é? Copo alto, gelo cristal e uísque até a boca. Perfeito. Apesar da sede, desértica, ficou mexendo a bebida com o dedo até o copo embaçar. Pronto. Matou o drinque de um longo e delicioso gole. Mais um, por favor. Gêmeo idêntico. Enquanto esperava, tragou o cigarro e espiou o salão. Indócil mulherio. Que agito! Podia ouvir as vozes e gargalhadas de onde estava. A noite prometia. Pegou o segundo copo e entrou na festa. De cabeça. Logo de cara, esbarrou numa mesa amiga. ...

CALLING DOCTOR LOVE #59 (por Odorico Azeitona, MD)

Caro Dr. Love: Sou engenheiro civil mas tenho alma de arquiteto, e tempos atrás decidi reformular o apartamento em que eu e minha mulher vivemos. Perguntei a ela o que ela queria que nossa nova casa tivesse e ela disse: "Uma barra de pole dance... para dançar prá você, meu amor". Criei uma cama especial integrada a um palco com uma barra de pole dance e cercada de espelhos por todos os lados. Ela amou. No início fui abençoado com as melhores preliminares de toda a minha vida. Mas, com o passar dos meses, percebi que minha mulher ficava cada vez mais envolvida numa trip narcisista e passou a viver uma espécie de ardente caso de amor com ela própria. Nem queria mais trepar comigo, o que ela via nos espelhos já a satisfazia plenamente. Estou desolado. E pensando seriamente em chegar em casa um dia desses com um machado e uma marreta e destruir tudo o que projetei -- e que agora me faz tão triste. Faço isso, Dr. Love?   (Gilsandro Gervitzz, Americana SP)     Ca...

A BALZAQUIANA E O MENINO PINTUDO (um conto devasso de Emmanuelle Almada)

Meu nome é Luzinete, há sete anos trabalho numa empresa especializada em limpeza urbana em São Paulo, e acabo de ser promovida a gerente operacional. Com a promoção, ganhei um prêmio: uma viagem com acompanhante para Salvador. Queria convidar minha melhor amiga, Sirlei, para me acompanhar, mas minha filha Camila começou a se insinuar dizendo que queria ir comigo, e eu fiquei na maior saia justa. Deixei de estar ao lado de minha filha em alguns dos momentos mais marcantes de sua vida. Depois que meu marido morreu, tive que arcar com o sustento da casa. Como eu trabalhava de dia e estudava à noite, minha filha acabou sendo criada por minha mãe. Por conta disso, eu não estava por perto quando veio a primeira menstruação dela, quando ela deu o primeiro beijo, quando transou pela primeira vez... A interlocutora dela era sempre minha mãe, que me passava as novidades. Senti muita raiva ao descobrir alguns anos depois da morte de meu marido que ele me traía na cara dura. Teve vária...