Skip to main content

Posts

Showing posts with the label LEVA UM CASAQUINHO 586

HOJE, NA SESSÃO DA MEIA-NOITE DO CINEMA 1, O CLÁSSICO DOCUMENTÁRIO DE ROCK "FILLMORE" (sem legendas)

A PARTIR DESTE SÁBADO, LEVA UM CASAQUINHO RELEMBRA BONS MOMENTOS PASSADOS NAS INESQUECÍVEIS SESSÕES DA MEIA-NOITE DO CINEMA 1, QUE FUNCIONOU NA PRAIA DO BOQUEIRÃO DURANTE BOA PARTE DOS ANOS 1970, E RESGATA ALGUNS FILMES QUE BRILHARAM NAQUELAS MADRUGADAS À BEIRA-MAR, E QUE AGORA ESTÃO DANDO SOPA PELA WEB BOM FILME PARA TODOS.

PUXÃO DE ORELHAS (uma crõnica de Alvaro Carvalho Jr)

Palavras são palavras, nada mais do que palavras, dizia aquele personagem de Chico Anísio, numa clara ironia aos políticos que, então, falavam, falavam e não cumpriam nada. Na abertura dos trabalhos do Supremo Tribunal Federal, a Ministra Carmem Lúcia fez questão de dar um puxão de orelhas nas três maiores autoridades públicas do País que compareceram à abertura: o presidente da República, Michel Temer, o presidente do Senado, Eunício Guimarães, ambos do MDB e, finalmente, no não menos famoso presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Em comum, os três têm o péssimo hábito de se envolverem em trapalhadas que acabam nas mãos do Ministério Público Federal. Todos estão sendo investigados. Espero, sinceramente, que Carminha não esteja apenas jogando para a plateia. É preciso que a nossa vida política sofra uma faxina exemplar e que suas palavras não sejam como as do personagem de Chico Anísio. Ela foi dura, pelo menos no papel: "O respeito à Constituição e à Lei para o...

JOÃO e JEREMIAS - A PORRA DA HISTÓRIA (um folhetim beat de JR Fidalgo - 4ª de 16 partes)

CAPÍTULO VI “Olhando para o mar, eu pensei que devia achar algo mais importante pra dizer a respeito da porra daquele mar. Mas não consegui pensar em nada mais importante, além do fato daquela porra daquele mar banhar a porra da cidade onde eu vivi grande parte da porra da minha vida. Contudo, se alguém tinha mesmo que contar a porra daquela história, eu estava disposto a tentar. Por quê?  Eu não fazia idéia. Isso, contudo, não importava. Afinal, era apenas uma porra de uma história. Era preciso, porém, encontrar alguém para escrever a tal história, já que eu mesmo, por uma série de razões que agora não vêm ao caso, nunca farei isso.” A mensagem estava no e-mail. Jeremias também explicava como havia sido difícil localizá-lo. Depois foi direto ao assunto. Queria que ele escrevesse uma história, que, pelo que entendeu, tinha a ver com aquela cidade e com as pessoas que ali conviveram anos atrás. Não tinha notícias de Jeremias há muito tempo, a ponto de às vezes per...

ENTRE ALUNOS E PROFESSORES, O HUMANO (por Marcus Vinícius Batista)

Passei 33 dos meus 42 anos de vida dentro de uma sala de aula. A maior parte do tempo como aluno. 14 anos como professor. Os últimos três, nos dois lados do balcão, dentro da mesma universidade. Voltei à graduação e convivo com colegas com metade da minha idade ou menos. Duas vezes por semana, desço um lance de escadas para trocar de papel. Do Jornalismo à Psicologia. O aprendizado se funde em ambos os papéis. Conheço, infelizmente, uma escola em seus intestinos. Conheço, com alegria, uma escola em sua alma. Por suas almas que passam pelas roletas todos os dias. O tempo, as leituras, as relações humanas, as vivências e o peso da idade derrubaram todas as ilusões. Ilusões diferem de sonhos e desejos. Ilusões se aproximam de fantasias, de delírios e alucinações. Desconfio de datas comemorativas. Elas nos trazem o reconhecimento do instante, mas também nos entregam as convenções sociais. O resto do ano é o único termômetro para medirmos em qual dos dois endereços moram os...

LEITURA DE FIM DE SEMANA: UM GENERAL NA BIBLIOTECA (por Italo Calvino)

Na Panduria, nação ilustre, uma suspeita insinuou-se um dia nas mentes dos oficiais superiores: a de que os livros contivessem opiniões contrárias ao prestígio militar. De fato, a partir de processos e investigações, percebeu-se que esse hábito, agora tão difundido, de considerar os generais como gente que também pode se enganar e organizar desastres, e as guerras como algo às vezes diferente das radiosas cavalgadas para destinos gloriosos, era partilhado por grande quantidade de livros, modernos e antigos, pandurianos e estrangeiros. O Estado-maior da Panduria se reuniu para fazer um balanço da situação. Mas não se sabia por onde começar, porque em matéria bibliográfica ninguém era muito versado. Foi nomeada uma comissão de inquérito, comandada pelo general Fedina, oficial severo e escrupuloso. A comissão iria examinar todos os livros da maior biblioteca da Panduria. Ficava essa biblioteca num antigo palácio cheio de escadas e colunas, descascado e desabando aqui e ali....