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RIO WEEKEND - 22 a 24 de Abril de 2016

POR AMOR AO MUNDO - UM ENCONTRO COM HANNAH ARENDT (Teatro Serrador) Ingressos AQUI Discriminada por sua origem judaica, testemunha da ascensão de Hitler em seu país e feita prisioneira em um campo de concentração, de onde escaparia rumo aos Estados Unidos, a filósofa alemã Hannah Arendt (1906-1975) construiu uma consistente teoria política sobre o totalitarismo que, em larga medida, reflete sua própria experiência. Nesse sentido, é feliz a abordagem proposta pela dramaturgia de Marcia Zanelatto no documentário cênico em cartaz no CCBB. O texto não alça voos mais altos no desenvolvimento de dramas pessoais da protagonista, mas alcança notável harmonia entre episódios de sua biografia e a exposição de suas principais ideias. Essas ganham realce na direção sensível de Isaac Bernat, inseridas naturalmente em conversas de Hannah (Kelzy Ecard) — entre os seus interlocutores surgem a escritora e amiga Mary McCarthy, o filósofo Martin Heidegger, com quem teve um envolviment...

A PROGRAMAÇÃO CULTURAL DESTE FIM DE SEMANA NO RIO EM LEVA UM CASAQUINHO

FATAL (Oi Futuro Flamengo) Ingressos AQUI Em 2010, com RockAntígona, Guilherme Leme Garcia deu início a uma pesquisa cuja matéria-prima era a tragédia grega. Trágica.3, de 2014, deu continuidade ao processo. Agora, em Fatal, o diretor investiga a paixão, mas sem abrir mão da mitologia. Na montagem, costura textos de Jô Bilac (sobre o amor dos deuses indianos Kama e Rati), Pedro Kosovski (Eros e Psique vão parar em um dark room romântico) e Márcia Zanelatto (Tristão, Isolda e um toque de voyeurismo). Debora Lamm e Paulo Verlings dão vida aos três casais. No espaço cênico, apenas luz, figurinos e o tom das atuações variam. Ao atualizar mitos tão poderosos, arquétipos que construíram a noção de romantismo, o diretor aborda, por tabela, a ausência de paixão em nosso tempo. A produção despojada valoriza o trabalho forte e seguro dos dois atores. Na sua despretensão, Fatal soa como um necessário hino ao amor em meio à desesperança e a violência dos dias que corre...