Sempre que assisto a um espetáculo oficial aonde o Brasil é narrado e explicado, meu estômago revira e minha psique decai; efeito oposto ao pretendido pela direção que seria mostrar a vibração e o milagre da convivência. O espetáculo de abertura das Olimpíadas provocou de novo a sensação de exílio em meu próprio pais, solidão na própria casa. O país do futuro? Sim. Um país que suporta apenas o futuro e joga fora o presente e o passado, cada vez mais sem identidade e cultura.. reduzida agora apenas a bossa nova, aos famosos do momento e da História brasileira, cada vez mais curta. Uma nação de celulares, fibras óticas e uma lata de lixo aonde se joga fora tudo que não aparece na TV porque se não é famoso, não tem valor. Um país de centenas de milhões de pessoas onde apenas meia dúzia de notáveis podem ser lembrados. Desculpem, mas não aguento mais ouvir falar de Niemeyer! Existem outros arquitetos aqui. Existem outros cenógrafos, coreógrafos, fotógrafos, artistas plást...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO