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Showing posts with the label Oscar Niemeyer

WELCOME TO BRAZIL (Impressões sobre a Abertura da Olimpíada 2016 por Flavio Colker)

Sempre que assisto a um espetáculo oficial aonde o Brasil é narrado e explicado, meu estômago revira e minha psique decai; efeito oposto ao pretendido pela direção que seria mostrar a vibração e o milagre da convivência. O espetáculo de abertura das Olimpíadas provocou de novo a sensação de exílio em meu próprio pais, solidão na própria casa. O país do futuro? Sim. Um país que suporta apenas o futuro e joga fora o presente e o passado, cada vez mais sem identidade e cultura.. reduzida agora apenas a bossa nova, aos famosos do momento e da História brasileira, cada vez mais curta. Uma nação de celulares, fibras óticas e uma lata de lixo aonde se joga fora tudo que não aparece na TV porque se não é famoso, não tem valor. Um país de centenas de milhões de pessoas onde apenas meia dúzia de notáveis podem ser lembrados. Desculpem, mas não aguento mais ouvir falar de Niemeyer! Existem outros arquitetos aqui. Existem outros cenógrafos, coreógrafos, fotógrafos, artistas plást...

GISELE BÜNDCHEN DECIDE VIRAR MITO PARA NÃO VIRAR ABÓBORA, E ACERTA NO TIMING.

O barroco continua presente em quase todas as manifestações da cultura brasileira, da arquitetura à pintura, da comida à moda, passando pelo futebol e pelo corpo feminino. Nada mais barroco que os seios de Gisele Bündchen. O rosto, não, é romântico. O bumbum é clássico, as pernas até meio cubistas. Mas, os seios, esses não. Com eles o barroco Oscar Niemeyer teria feito – ah, se tivesse visto antes! – duas rimas ricas para as curvas do Museu de Arte Contemporânea de Niterói." (Zuenir Ventura) Pois é... quem diria 25 anos atrás que o Brasil -- sim, o Brasil das mulatas e das bundas grandes e esculturais --, iria um dia projetar aos quatro cantos do Planeta Terra um padrão de beleza que não é moreno, nem bundudo, nem carioca, e que de brasileiro tem apenas o jeitão moleque e sempre bem-humorado?  É ou não é muita petulância uma modelo loura e branca que não ostenta sobrenomes familiares ao imaginário luso-africano reinante no Brasil -- como Santos, Nascimento ou Gonç...

O BARROCO É ESTILO OU É A ALMA DO BRASIL? (2010) UMA CRÔNICA DE ZUENIR VENTURA

publicado originalmente no Jornal do Brasil Assim como tem sido um programa cultural obrigatório visitar em São Paulo a Mostra do Redescobrimento, também será indispensável ver, a partir de agora, Esplendores de Espanha – de El Greco a Velázquez –, a mais completa exposição internacional sobre o barroco já montada no Rio de Janeiro, talvez no Brasil. Se a tarefa não bastar pelo simples prazer visual, se não valer apenas pelo mero gozo estético, o que dificilmente deixará de acontecer, valerá ao menos pela curiosidade histórica de mergulhar num momento de opulência e glória do qual participamos, ainda que de lambuja e a distância, como sempre. Foi quando a Espanha, depois de se apossar da Coroa vizinha, criou a União Ibérica e incorporou a seu imenso império colonial Portugal e, por extensão, o Brasil, que estava engatinhando. O chamado Século de Ouro, que vai de fins do século XVI a fins do seguinte, é um dos momentos dourados e mais radiantes do barroco, um estilo art...