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BILL FLANAGAN E O MELHOR ROMANCE JÁ ESCRITO SOBRE A INDÚSTRIA FONOGRÁFICA

Bill Flanagan, 60 anos, é uma das figuras mais importantes tanto do jornalismo musical quanto do broadcasting musical na América. Integrante do time original de colaboradores da prestigiada da revista MUSICIAN (1976-1999), ao lado dos amigos Lester Bangs e Cameron Crowe, ele ajudou a desenvolver um approach jornalístico diferenciado na Imprensa Musical Americana, mais focado em relatos sobre a experiência musical dos artistas escolhidos para as matérias da revista, deixando de lado o trivial Rolling Stone Magazine com as impressões sobre o cotidiano e as histórias de sucesso de praxe. Paralelo a sua atividade na MUSICIAN, Bill Flanagan foi, durante uns bons anos, Diretor Editorial na MTV Networks. Sua experiência como entrevistador foi vital para a criação e formatação de projetos como "VH1 Storytellers" (onde os artistas convidados contavam no palco as circunstâncias em que cada canção incluída no set-list do programa foi composta) e "CMT Crossroads" (onde...

UM TEXTO CLÁSSICO SOBRE "LONDON CALLING" DO THE CLASH NESTE DIA MUNDIAL DO ROCK

UM SUSTO, UMA PAULADA: CLASH!! E A VIDA CONTINUA (por Ana Maria Bahiana) publicado originalmente na Revista SOMTRÊS #19 em 1980) Aí você vem vindo um dia pela rua achando que talvez não haja futuro mesmo, como diziam os Sex Pistols: "Nooooooooo fuuuuuuuture, noooooooo future for you". Ou que a tal da maturidade chega mesmo e seus ouvidos ficam mais grossos ou que esses samboleros de desencontros amorosos aí no rádio até que não são tão chatos assim ou que, caramba, às vezes é melhor pôr uns patins e comprar umas joelheiras rosadas e uns fones de ouvido pra ficar plugado na Rádio Cidade. Aí você vem pela rua se perguntando aquelas jogadas tipo pra que ?, o que foi feito ?, como é que é ?, quem está sendo enganado ?, e vem pensando que não há mais nada, nada, nada, nada mesmo que faça seu coração bater mais depressa, ou que dê aquele gelado na boca do estômago ou que possa te acordar e, porra, te fazer sair dessa rua ou desse quarto ou te ponha dançando ou te dê ...

COMEMORO OS DEZ ANOS DA ROLLING STONE BRASIL CANCELANDO MINHA ASSINATURA

Quando a primeira edição da Rolling Stone Brasil fui lançada em Outubro de 2006, com Gisele Bundchen na capa e uma entrevista antológica concedida por Bob Dylan, muitos roqueiros brasileiros, que não suportavam o fato da Argentina ter sua edição da Rolling Stone desde meados dos Anos 90 e nós não, respiraram aliviados. O caso é que, desde o fim da Revista BIZZ , nunca mais tivemos uma publicação musical de interesse geral com colaboradores gabaritados e um padrão de qualidade editorial que avalizasse sua leitura.    É sempre bom lembrar que, antes da BIZZ , tivemos a inesquecível Rock, A História e a Glória  na segunda metade dos Anos 70 e, um pouco antes, entre 1972 e 1973, uma efêmera edição  brasileira da Rolling Stone , que tinha colaboradores estelares como Luis Carlos Maciel, Ezequiel Neves, Tárik de Souza, Ana Maria Bahiana, Gabriel O'Meara e Okky de Souza.  Infelizmente, era uma empreitada totalmente perdulária, quiçá suicida em termos comerci...

BILL FLANAGAN E O MELHOR ROMANCE JÁ ESCRITO SOBRE A INDÚSTRIA FONOGRÁFICA

Bill Flanagan, 60 anos, é uma das figuras mais importantes tanto do jornalismo musical quanto do broadcasting musical na América. Integrante do time original de colaboradores da prestigiada da revista MUSICIAN (1976-1999), ao lado dos amigos Lester Bangs e Cameron Crowe, ele ajudou a desenvolver um approach jornalístico diferenciado na Imprensa Musical Americana, mais focado em relatos sobre a experiência musical dos artistas escolhidos para as matérias da revista, deixando de lado o trivial Rolling Stone Magazine com as impressões sobre o cotidiano e as histórias de sucesso de praxe. Paralelo a sua atividade na MUSICIAN, Bill Flanagan foi, durante uns bons anos, Diretor Editorial na MTV Networks. Sua experiência como entrevistador foi vital para a criação e formatação de projetos como "VH1 Storytellers" (onde os artistas convidados contavam no palco as circunstâncias em que cada canção incluída no set-list do programa foi composta) e "CMT Crossroads" (onde...

LOURENÇO MUTARELLI, WILD TIGER (por José Luiz Tahan)

Aqui nos meus armarinhos, revezo os trabalhos de livreiro, produtor de eventos, editor e o que vier pela proa. Um dos trabalhos mais legais é o de produzir encontros com escritores. Gosto tanto que criamos um festival a tarrafa literária. E foi em um desses eventos que conheci Lourenço Mutarelli. O nosso santo “bateu”, como diz o ditado. Figura de enorme talento, do mesmo tamanho de sua sensibilidade, o homem acumula os rótulos de desenhista e ator. É dele “O Cheiro do Ralo”, romance escrito em incríveis cinco dias. Depois adaptado para o cinema, motivado por um de seus leitores, o ator Selton Mello. Nesses dias de festa, passo o máximo de tempo com o convidado. A ideia é conhecê-lo de perto e, a partir daí, ter mais elementos e intimidade para a palestra noturna, na qual enfrento a plateia como mediador do autor. Fomos almoçar num misto de boteco e restaurante português, o Último Gole, que fica numa quase esquina, perto da praia do Gonzaga. Estava um pouco apreens...