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ÁLVARO CARVALHO JR. DEIXA AS COISAS DO BRASIL UM POUCO DE LADO E VAI AO CINEMA

Um jornal regional, que ainda não participava do jogo dos grandes diante de uma trama que, fatalmente, o colocaria frente a frente contra um adversário enorme, incalculável e, principalmente, vingativo. Além disso, havia ainda o fator econômico: processado e derrotado, o jornal simplesmente fecharia suas portas, colocaria centenas de profissionais na rua e o pior, a verdade seria mais uma vez derrotada. A batalha entre The Washington Post e o governo norte americano liderado por Richard Nixon deixa orgulho àqueles que um dia trabalharam com a bunda quente e, com certeza, servirá de exemplo àqueles que estão começando, ou oriundos de tempos menos complicados. Um grande filme e, merecidamente, indicado ao Oscar. Claro que profissionais jornalistas o enxergam de maneira diferente. Têm uma visão bem mais clara das esquinas de uma redação e do pequenos segredos para se conseguir uma notícia extremante importante, perigosa e explosiva. Para esses, eu no caso, o filme é fascinan...

EDUARDO CAVALCANTI SAÚDA "THE POST" E TODOS OS DEMAIS FILMES SOBRE JORNALISMO INVESTIGATIVO EM "PRÓXIMA PARADA"

Eduardo Rubi Cavalcanti é jornalista desde a década de 80. Trabalhou em A TRIBUNA de Santos e em várias outras publicações.  É Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e leciona Jornalismo na Unisantos, onde cursou sua graduação. Publica domingo sim, domingo não, em A TRIBUNA de Santos, a página PRÓXIMA PARADA, que reproduzimos aqui.

O FILME DA SEMANA É "THE POST", COM A TRINCA DE ASES SPIELBERG-STREEP-HANKS

por Luiz Mendonça de Lisboa par a A construção heróica do jornalismo em “The Post – A Guerra Secreta” (2017) é perto de pífia quando comparada com um filme como “Todos os Homens do Presidente” (1976), a obra-prima de Alan J. Pakula sobre o escândalo Watergate, que encontra aqui uma espécie de prequela. É que no filme de Spielberg toda a intriga gira à volta de uma decisão editorial e administrativa de publicar ou não matéria classificada de altamente confidencial pelo governo norte-americano. A grande aventura do jornalismo, que no filme de Pakula era a procura labiríntica e perigosa da verdade, aparece aqui reduzida à gloriosa decisão de deixar passar ou não material confidencial fornecido por uma fonte secreta – “Garganta Profunda”, no filme como na vida, não havia “feito a papinha toda” aos jornalistas do The Washington Post, ao passo que aqui, o “Whistle Blower”, a quem Spielberg dispensa pouca atenção dramática, e não encontra particular heroísmo, fornece tintim por...