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Showing posts with the label "Poemas 1968-2000

NA TOMADA (uma crônica de Marcelo Rayel Correggiari)

Qualquer estabelecimento comercial, como uma modesta Mercearia, precisa ter tomadas ao redor. Com mil perdões ao trocadilho infame e fora de hora, tomadas são precisas, necessitadas, muita eletricidade: não dá para ficar a maior parte do tempo morcegando com o que é dito, o não-dito, o que cada um acha & Cia. Ltda. Nessa véspera de Sexta-Feira Santa, tremendo feriado à vista, cabe reconsiderar certos rumos que são bons de não serem tomados. É difícil dizer o que está certo ou errado (quem somos nós para isso!) quando nos encontramos naquelas sinucas-de-bico com os bolsos completamente vazios. Uma coisa é certa: não interferindo seriamente na vida de mais alguém (coisa rara de se encontrar nos dias de hoje!), de repente, cabe a tentativa. A presença dos famigerados livros eletrônicos (ou ‘e-books’, como queiram) é uma alternativa quando se vive num lugar que se esmera em repetir crises e círculos viciosos. Com as vidas profissionais sendo brutalmente afeta...

CAFÉ E BOM DIA #22 (por Carlos Eduardo Brizolinha)

Dia lindo, dias perfeitos.  Desocupadamente, entre um e outro bate papo abro, leio um texto curto de Bukowski intitulado "Notas de um Candidato a Suicídio" (Charles Bukowski  claro que não tem explicação para quem tem bom gosto e quem não tem) "O que pra um homem é água, pra outro é fogo.  Não consigo atinar com o motivo da popularidade de Faulkner, dos jogos de beisebol, Bob Hope, Henry Miller, Shakespeare, Ibsen, as peças de Tchekov.  G. B. Shaw me faz bocejar do princípio ao fim.  Tolstói, idem, Guerra e Paz, pra mim, é o maior fracasso desde O Capote, de Gogol.  De Mailer, já falei.  Bob Dylan me dá impressão de canastronice, ao passo que Donovan parece ter classe mesmo.  Simplesmente não dá pra entender. boxe, futebol profissional, basquete, são coisas que têm dinamismo.  O Hemingway do início era bom.  Dos foi um garoto danado.  Sherwood Anderson, de cabo a rabo.  O Saroyan do início.  Tênis e óper...

POEMINHA DE DOMINGO (por Francisco Alvim)

A POESIA Houve um tempo em que Schmidt e Vinicius dividiam as preferências como maior poeta do Brasil. Quando, por unanimidade ou quase, nesse jogo tolo de se querer medir tudo, Drummond foi o escolhido,  ele comentou: alguém já mediu com a fita métrica para saber se de fato sou o maior poeta? Estava certo,  Pois a poesia quando ocorre tem mesmo a perfeição do metro - nem mais nem menos - só que de um metro nenhum um metro de nadas FRANCISCO ALVIM nasceu em Araxá, Minas Gerais, em 1938. Diplomata, habituou-se a ser  um cidadão do mundo .  Viveu um período em Brasília  onde participou  de movimentos  de poesia marginal,  tendo sido o organizador  da célebre antologia  "Águas Emendadas" (1977). Seus "Poemas 1968-2000"  foram reunidos num único volume pela Editora Massao Ono.  Seus dois últimos livros de poemas,  "Elefante" (2000)  e "O Metro Nenhum" (2011)...