por Chico Marques Houve uma época em que eu me aventurei a acompanhar a carreira de Joyce Carol Oates. Foi por volta do final dos Anos 70, quando li e adorei "Casamentos e Infidelidades", uma vigorosa coletânea de contos bem femininos que a Civilização Brasileira lançou em dois volumes, quebrando o ineditismo da autora por aqui. Na época, a Livraria da Universidade de Brasília, onde eu estudava, vivia repleta de paperbacks em Inglês a preços bem camaradas, e eu lembro de ter comprado numa tacada só todos os de Joyce Carol Oates que eu vi por lá -- quatorze romances no total, que resistem na minha estante até hoje. Confesso que não sei dizer quantos deles eu terminei. É que. apesar de aventurescos em termos literários, os romances de Joyce Carol Oates tem um problema sério: pecam pelo excesso, e acabam cansando lá pelas tantas. Difícil reconhecer neles a mão precisa da contista exemplar que escreve com requintes de crueldade nunca antes vistos em nenhuma outra escrit...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO