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MUNDINHO DENOREX (por Marcelo Rayel Correggiari)

Em meados dos anos 1980, um comercial de TV muito popular anunciava um shampoo anti-caspa que parecia remédio, mas era muito mais do que isso. Não era um simples produto, o mais da mesma coisa: esse era diferente, muito melhor. Parecia remédio, mas não era. O bordão do comercial ganhou o imaginário da população geral. O nome Denorex passou a ser utilizado para tudo aquilo que não era o que aparentava ser. “Parece... mas não é”. Se para Nietzsche havia singular diferença entre o que se dizia e a verdade atrás de tanto palavrório, façam as contas nos dias de hoje. Virou profissão. Enfim... ‘abraça’ quem quer. O discurso continua um livre pássaro a desbravar o horizonte azul. Nada mais romântico. Já a crença, ... Num momento onde retornamos à repetição da história, onde a forte impressão é a de involução, não há como deixar de lembrar de certos alfarrábios. É o caso da obra máxima de Guy Debord, “A Sociedade do Espetáculo”, datada de 1967. Ainda que não haja nada muit...