Modéstia à parte, não foi das minhas melhores noites. A culpa não foi minha: preparei-me para o que desse e viesse, mas nada de excepcional veio nem nada me foi dado -o que é pena. Oficialmente, Rachel Welch vinha fazer uma curta temporada no Brasil. Profissional competente, ela sabia o que valia naquela época. Tinha de ganhar a vida e o fazia com seriedade. Em Las Vegas, seus produtores haviam bolado um enlatado de trânsito internacional e lá foi ela, com 17 acompanhantes e 2 mil quilos de bagagem, requebrar o corpo monumental em Paris, no México e no Brasil. Não se considerava uma atriz, muito menos uma cantora. Definia-se como "entertainer" -- função que o Ratinho também poderia invocar. Tinha consciência de que muita gente pagaria uma nota firme para ser entretida "por" ela. E pagaria muito mais se fosse entretida "com" ela. Foi com sabedoria -- e charme até demais- que ela se esmerou em provar, e sobretudo em mostrar, que é um prod...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO