por Luiz Mendonça (de Lisboa) para Estreia-se hoje um filme caseiro de guerrilha, disruptivo e inconformado, que ataca o coração do nosso comodismo tão século XXI. É uma obra que vai à luta, que não tem medo de sujar as mãos e que se apresenta profundamente implicada na realidade que retrata. Visão simultaneamente satírica e horrífica do mundo sentimental. Retrato diabólico de we, the people que nos faz rir e gritar – no seu clímax conseguimos fazer essas duas coisas ao mesmo tempo. Com um riso estampado no rosto, gritamos: socorro! Gritar à gargalhada assim, dando uso à exclamação que Darren Aronofsky colocou no título para assinalar tanto a extensão do gesto – linguagem alegórica de extrema lucidez e bárbara violência – como o alcance deste filme-grito – um vírus áudio/visual que estranha e entranha, não cessando de nos trabalhar por dentro bem para lá das luzes da sala voltarem a acender. Fica já a mensagem neste parágrafo introdutório: apoie o cinema americano, o ...
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