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CAFÉ & BOM DIA #61 (por Carlos Eduardo Brizolinha)

Nunca fui bom aluno de matemática, sou péssimo em lidar com números, razão pela qual ando atrás de Beremiz Samir para poder entender os cálculos, números de projeções, métodos estatísticos et cétera e tal. Como houve um retrocesso na qualidade do jornalismo, salve Claudio Abramo, mantenho DE TI O LEGADO DO CETICISMO RACIONAL, deram de me oferecer números e números que não consigo entender patavina. Beremiz Samir que tive o prazer de conhecer ainda menino me impressionava com seus feitos, um singular personagem, um fabuloso calculista da Pérsia. Hank Tade-Maiá e Beremiz sei que decidiu viajar junto para Bagdá e durante o trajeto Beremiz deu mostras de sua extraordinária habilidade com os cálculos. Em suas viagens, Esse Homem que Calculava resolveu diversos problemas , tais como: dos 35 camelos; dos quatro quatros; do joalheiro; dos 21 vasos; do jogo de xadrez; dos três marinheiros; das abelhas; da metade de x da vida; dos número 142.875; entre outros. assim sendo e sendo assim só...

CAFÉ & BOM DIA #55 (por Carlos Eduardo Brizolinha)

Descobri Roland Barthes através de uma biografia escrita por Louis Jean Calvet, passaram alguns anos até ler " Fragmentos de um discurso amoroso ", texto absolutamente fantástico e imprescindível para que gosta de ler. Não menos importante os livros " Sade, Fourier, Loyola " e " Sobre Racine ". A editora Martins Fontes editou mais de 20 títulos deste mestre, um dos quais li neste sábado de chuvas intensas. Pois então, Barthes reflete sobre o falecimento da mãe. " Diário de Luto " é o sabor amargo que Henriette Binger deixou. Marca nas páginas um livro desejado, a importância de sua mãe no resultado de suas realizações. Quando diz ser estranho, pois a voz de sua mãe que conhecia tão bem, se diz que ela é o próprio grão de lembrança ( " a querida inflexão " ) , não ouve mais. É como uma surdez localizada. ( pag. 14 ). Livros que deixam um gosto amargo, de difícil digestão. Foi assim com " Cartas ao Pai " de Kafka, como ta...

CAFÉ E BOM DIA #34 (por Carlos Eduardo Brizolinha)

Aristóteles disse certa vez que escolher entre suas habilidades aquelas necessárias à sua época é o caráter da vocação. Creio no contrário, e às vezes uma época desperdiça seus melhores espécimes em prol de um declarado programa de castração. Julien Sorel (herói de “O vermelho e o negro”, de Stendhal) é o símbolo do grande homem desperdiçado graças ao caráter mofino de sua época. Todo o romance conta a saga desse desperdício, e a mestria de Stendhal está em justamente fazer a própria época soar anacrônica em relação ao herói. A história se desenvolve inicialmente em uma pequena cidade do interior em que Julien Sorel, filho de carpinteiro, é “um rapaz pobre, e que só é ambicioso porque a delicadeza de seu coração cria a necessidade de alguns dos prazeres fornecidos pelo dinheiro. “O jovem camponês nada via entre si e as mais heroicas ações senão a falta de oportunidade”. As camadas do solo que Julien pisava estavam num processo de ajustamento, de movimento constante, gerando um s...