Eu o avistei enquanto esperava na fila do sorvete. O caminhar era lento, balançando para os dois lados, como o faz há 26 anos, quando o conheci no demolido prédio da Comunicação, na Pompéia, em Santos. O andar é compatível com a serenidade que, às vezes, abafa a pressão das redações jornalísticas onde convivemos por mais de 10 anos. Nunca o vi gritar com alguém, mesmo quando as notícias ferviam. Ricardo Goya estava acompanhado de três primos. Como ele não me viu, matei os filtros sociais e gritei: — Goya, vai subir! A Ponte vai subir! Meus filhos me olharam assustados. Minha esposa me cutucou para chamar minha atenção pelo escândalo no meio do shopping center. Goya reagiu com o riso curto de sempre (“hehe”) e veio em minha direção. Não nos encontrávamos há um ano. Desde que sai das redações e passei a militar no Jornalismo de outras formas, nossos encontros ficaram mais esporádicos. Após o abraço, engatamos uma conversa sobre futebol. A Ponte Preta, time de coração dele, pode vol...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO