Quantas personas afinal tem um grande escritor, um inventivo romancista, um fabulador tem quantas faces ao grande público? “Grande público” em literatura é uma concessão quase hiperbólica, mas digamos que João Silvério Trevisan é mesmo um autor renomado mais como militante do que pelas razões que o fazem realmente imenso? Tento distanciamento do quase amigo e referência geracional para chamar atenção nessa altura do campeonato a um tremendo autor ainda por ser melhor dimensionado. Contista antológico que utilizo farol em minhas oficinas, mestre oficineiro pioneiro ele mesmo, dos primeiros a ir além dos muros da academia levar tesão visceral pela escritura, Trevisan é da estirpe dos “escritores absolutos”: entregue a esse ofício até quando cineasta, jornalista, intelectual público, um artesão obsessivo de livros que ficam em pé como dizia Rachel de Queiroz. Obras caudalosas, romances alentados, feito “Ana em Veneza” que deita ao lado de “Tia Júlia” em minha estante: c...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO