Era um daqueles domingos de verão em que todo mundo diz: "Ontem à noite bebi demais." Podiam-se ouvir os fiéis a sussurra-lo ao sair da igreja, ou da boca do próprio padre, a tentar livrar-se da sotaina na sacristia, podia-se ouvir no golfe e na quadra de tênis, ou na reserva natural onde o chefe do grupo Audubon de observadores de pássaros curtia uma tremenda ressaca. "Bebi demais", disse Donald Westerhazy. "Todos bebemos demais", disse Lucinda Merrill. "Deve ter sido o vinho", disse Helen Westerhazy. "Bebi demais daquele clarete." Passava-se isto na borda da piscina dos Westerhazy. A piscina, alimentada por um poço artesiano com alto teor de ferro, era de um verde pálido. Estava um dia magnífico. A Oeste havia uma densa formação de cúmulos tão parecida com uma cidade vista de longe - da proa de um barco que se aproximasse - que podia ter um nome. Lisboa. Hackensack. O sol estava quente. Neddy Merrill estava sentado junto da piscin...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO