Skip to main content

Posts

Showing posts with the label Kathryn Bigelow

A GRANDE ESTREIA DA SEMANA É "DETROIT", NOVO FILME DE KATHRYN BIGELOW

por Ricardo Vieira Lisbôa (de Lisboa) para   É a hora por que Larry (Algee Smith) ansiou toda a sua vida. Está a segundos de subir ao palco acompanhado dos seus comparsas de banda. O conjunto chama-se The Dramatics. O drama vai acontecer, de facto, mas não será naquele palco. Detroit está a arder lá fora. A turba enfurecida não tem reservas a expressar o seu ódio pela autoridade branca, a da classe política e a das forças policiais. A multidão destrói vitrinas, incendeia edifícios e grita por sangue. Larry não chega a estrear-se em palco, porque a casa de espectáculos da Motown tem de ser evacuada. A lei marcial impera e, portanto, o espectáculo “mustn’t go on”. A história do filme de Bigelow também é um pouco assim: começa por espraiar-se, cobrindo horizontalmente o território da cidade, aqui representado como campo de combate ou paisagem de um western nocturno convulso (carpenteriano?), mas depois o palco muda. Transitamos da rua para um motel, cenário predilecto de u...

JON STEWART ESTRÉIA NA DIREÇÃO E NÃO CONVENCE (por Sérgio Prior)

(publicado originalmente em  www.setimaarte.iron.com.br ) Jon Stewart, o diretor de "118 Dias", é uma espécie de Jô Soares norte-americano.  Um comediante e apresentador de uma talk-show que iniciou sua carreira atrás das câmeras com este filme que versa sobre a vida do jornalista da revista Newsweek, o iraniano Maziar Bahari (Gael Garcia Bernal).  A primeira parte do filme mostra as influências familiare s de Bahari.  Seu pai foi um comunista, chegando a ser preso na época de Mohammad Reza Pahlavi detinha o poder no Irã, com a ajuda particular dos EUA.  Sua irmã foi a sua mentora intelectual, e foi igualmente presa devido ao regime fundamentalista do Ayatolah Khomeini.  Através de sua irmã Bahari, conhece o cinema de arte (Teorema, de Pasolini) e o bom gosto musical (a obra de Leonard Cohen).  Com os antecedentes contestadores e carcerários dos seus familiares, Bahari deveria ser menos ingênuo ao sair de Londres (ond...