Conheci Marcio Calafiori há 16 anos, por aí. Eu morava em frente à Universidade Santa Cecília, onde ele trabalhava como professor. Eu estava recém-despejado de meu primeiro casamento, e condenado a continuar morando sozinho no mesmo apartamento onde fui casado por alguns anos. Não era uma situação de todo ruim. Mas às vezes a solidão virava um grande incômodo. O jeito era ir para a rua. Passava uma ou duas horas da manhã conversando com meu amigo Paulinho, dono da banca de revistas ao lado da Universidade, e com alguns de seus clientes matinais. Márcio era um deles. Figuraça. Três anos mais velho que nós dois. Jornalista de coração e de alma, com uma longa carreira pelas costas, muitas histórias pitorescas em seu curriculum e passagens por várias cidades onde também morei. Naquela altura da vida, Márcio já estava há tempos longe das redações, e se dedicava a formar novos jornalistas. Memorizei os dias da semana e os horários em que ele tinha “janelas” em sua grade de aulas na ...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO