publicado originalmente em Colunas & Notas O documentário canadense “Marcas da Água”, de 2013, usa como estrutura para seu desenvolvimento, a preparação de um livro fotográfico, mostrando a interação entre seres humanos, animais e a água do planeta, em seus mais variados estados. Em alguns momentos do filme, a contemplação toma conta do espectador de tal modo, que tem-se a impressão de estar-se assistindo a algum capítulo “perdido” do clássico filme-cabeça de 1982, “Koyaanisqatsi”, ou de sua “sequela”, “Powaqqatsi” (1988), ambos de Godfrey Reggio, tal o envolvimento entre som e imagem, e a força desta união. Mas, na verdade, esta força expressiva tem um reverso, e este é justamente a falta de ritmo destas passagens. O documentário perde-se, em vários pontos, num desfilar sem fim de belas imagens de leitos de rio, ...
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