Skip to main content

Posts

Showing posts with the label Meryl Streep

O FILME DA SEMANA É "THE POST", COM A TRINCA DE ASES SPIELBERG-STREEP-HANKS

por Luiz Mendonça de Lisboa par a A construção heróica do jornalismo em “The Post – A Guerra Secreta” (2017) é perto de pífia quando comparada com um filme como “Todos os Homens do Presidente” (1976), a obra-prima de Alan J. Pakula sobre o escândalo Watergate, que encontra aqui uma espécie de prequela. É que no filme de Spielberg toda a intriga gira à volta de uma decisão editorial e administrativa de publicar ou não matéria classificada de altamente confidencial pelo governo norte-americano. A grande aventura do jornalismo, que no filme de Pakula era a procura labiríntica e perigosa da verdade, aparece aqui reduzida à gloriosa decisão de deixar passar ou não material confidencial fornecido por uma fonte secreta – “Garganta Profunda”, no filme como na vida, não havia “feito a papinha toda” aos jornalistas do The Washington Post, ao passo que aqui, o “Whistle Blower”, a quem Spielberg dispensa pouca atenção dramática, e não encontra particular heroísmo, fornece tintim por...

QUINTA, 18hs, "JULIA", COM JANE FONDA E VANESSA REDGRAVE, NO CICLO CLÁSSICOS MODERNOS NO CINECLUBE PAGU (Unimonte)

O texto a seguir é da lendária crítica de cinema de The New Yorker e do Village Voice PAULINE KAEL, e encontra-se publicado em seu livro WHEN THE LIGHTS GO DOWN. Se quiserem a tradução, acionem o Google Translator no seu browser.    “It's the dark cloud--Jane Fonda's stubborn strength, in glimpses of her sitting at the typewriter, belting down straight whiskey and puffing out smoke while whacking away at the keys, hard-faced, dissatisfied--that saves the film from being completely pictorial. It's a cloud-of-smoke performance; Bette Davis in all her movies put together couldn't have smoked this much--and Fonda gets away with it. It's in character. She creates a driven, embattled woman--a woman overprepared to fight back. This woman doesn't have much flexibility. You can see that in the stiff-necked carriage, the unyielding waist, even in the tense, muscular wrists, and in her nervous starts when anything unexpected happens.... When she's alone on scr...

2 OPINIÕES MUITO SIMPÁTICAS À PRODUÇÃO DE ÉPOCA BRITÂNICA "AS SUFRAGISTAS"

"AS SUFRAGISTAS" DÁ PERSPECTIVA HISTÓRICA AO FEMINISMO por Bruno Silva  para  Omelete “As Sufragistas” reflete bem o espírito dos tempos atuais, em especial do último ano, que testemunhou o avanço do feminismo nas redes sociais e nas artes. O filme é estrelado, escrito, dirigido e produzido por mulheres, num exemplo claro de que o empoderamento feminino de sua trama não deve ficar só na retórica. De fato, a produção supre uma imensa lacuna, levando até a a questionar por que há tão poucos trabalhos sobre a ascensão histórica do feminismo. Afinal, se a mulher hoje pode votar, exercer o seu direito de cidadania e assumir cargos públicos é por causa do esforço e do sacrifício dessas pioneiras que perderam a família, os empregos e até mesmo a própria vida para que o sonho de uma vida digna fosse materializado. Dirigido por Sarah Gavron (“Brick Lane”) e escrito por Abi Morgan (roteirista de “Shame” e “A Dama de Ferro”), “As Sufragistas” acompanha a jornada de Mau...

MERYL STREEP E JONATHAN DEMME BRILHAM NUM DELICIOSO DRAMA FAMILIAR ROQUEIRO

por Chico Marques para BLACK AND WHITE IN COLOUR Para atrizes como Meryl Streep, não existe papel ruim.  O que existe é roteiro ruim ou diretor inexpressivo.  Por conta disso, ela -- que é conhecida por não medir esforços para compor seus personagens -- nunca embarca num projeto sem antes saber qum vai estar à frente dele.  Verdade seja dita: Meryl é uma das pouquíssimas atrizes de sua geração capaz de protagonizar filmes atualmente, pois possui carisma e apelo de público fortes o suficiente para atrair multidões para as salas de cinema com a simples menção de seu nome no elenco. N inguém tem peito de chegar para ela e dizer: "Desculpe, Meryl, mas esse papel não serve para você, você é uma mulher de 66 anos de idade". Se ela acha que pode fazer, vai e faz. Tem bom senso para saber onde se mete. Todo esse cuidado é para não cair em roubadas, e também para manter sua carreira fora da mira de fogo dos detratores profissionais da "imprensa especializada...

TOMMY LEE JONES BRILHA COMO DIRETOR À FRENTE DE UM SOBERBO ELENCO FEMININO EM "DÍVIDA DE HONRA" (por Carlos Cirne)

publicado originalmente em Colunas & Notas Em meados do século XIX, a vida não era fácil não, no Oeste Selvagem norte-americano. Os homens que iam em busca de terras e riqueza, geralmente, casavam-se antes de viajarem, para garantirem, além de uma companheira, mão de obra barata ao alcance das mãos. E não eram todas as mulheres que sobreviviam sãs a esta realidade tão crua. Este universo é brilhantemente composto por Tommy Lee Jones em seu surpreendente “Dívida de Honra” (The Homesman, 2014), um verdadeiro choque de realidade nas idílicas fábulas de cowboys e pistoleiros que geralmente ilustram a vida no Oeste americano. No filme, três mulheres -- Arabella Sours (Grace Gummer, filha de Meryl Streep, em seu primeiro papel de maior destaque num filme), Theoline Belknap (Miranda Otto) e Gro Svendsen (Sonja Richter) -- que enlouqueceram no brutal cotidiano do território de Nebraska, devem ser escoltadas até o estado de Iowa, onde serão entregues aos cuidados da senhora Alth...