Ela estava lá, de sorriso enigmático e privacidade nula. Reconheço que, no Museu do Louvre, em Paris, meu interesse era maior pelas esculturas gregas, pinturas do século 19 e por outras obras do Renascimento. Mas era impossível escapar da aura da Monalisa. Todos os setores tinham placas que indicavam onde o quadro mais famoso do museu estava exposto. A Monalisa é a única obra que possui roteiro próprio. E a quantidade de pessoas nos corredores funciona como as migalhas de pão que te levam à casa de doces. Conforme você se aproxima dela, ainda sem vê-la, você ouve em inúmeros idiomas o nome da Gioconda. O tratamento era de celebridade. Ao entrar no pavilhão dela, inúmeros quadros nas paredes, dois com mais de cinco metros de altura. Chocantes, paralisantes. E a Monalisa no centro! É a única obra com quatro seguranças exclusivos. A única com um vidro à prova de balas. A única com uma grade de proteção, que te coloca, na melhor das hipóteses, a dez metros dela. O problem...
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