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AS BOAZUDAS DOS ANOS DE OURO DO CINEMA BRASILEIRO:#39: REGINA DUARTE

por Chico Marques Regina Blois Duarte nasceu em Franca, interior de São Paulo, no dia 5 de fevereiro de 1947.  Sua primeira personagem no Teatro do Estudante, em Campinas, foi o Palhaço de  O Auto da Compadecida , de Ariano Suassuna.  A partir dessa experiência, decidiu ser atriz profissional, procurou uma agência de publicidade e se candidatou para apresentar comerciais na TV.  Um dos filmes de publicidade que fez foi visto por Walter Avancini, que sentiu potencial nela como atriz, e, depois de alguns testes, a escalou para uma novela na TV Excelsior chamada A Deusa Vencida (1965), onde a novata Regina já contracenou com estrelas consagradas como Tarcísio Meira, Glória Menezes e Altair Lima. Na Excelsior foram oito novelas , sempre interpretando jovens doces, meigas e ingênuas. Trouxe essa marca para a TV Globo, onde estreou em 1969 no papel de Andréa, em  Véu de Noiva , de Janete Clair, dando início ao consagrado par românt...

AARRGH, ATORES... (por Odorico Azeitona)

Alan Rickman, ator e diretor inglês recentemente falecido, costumava definir sua categoria profissional como "criaturas insuportáveis que conseguem passar o dia inteiro falando de si próprios sem parar". Alfred Hitchcock, por sua vez, dizia que "atores são gado", e que, por mais talentosos que sejam, não conseguem ir muito longe sem um bom diretor a guiar seus passos. Já Paulo Francis defendia a tese de que um grande ator não pode ser muito inteligente, pois só consegue se expressar artisticamente de forma plena se tiver uma certa "leveza intelectual" que permita a incorporação de personagens. Citava Peter Sellers como exemplo de ator genial com cabeça absolutamente oca. Concorde ou não com essas opiniões, é inegável que, por ingenuidade ou por oportunismo, é extremamente comum ver atores tomados pela vaidade pessoal falando mais do que devem e se envolvendo em assuntos que desconhecem. Política, por exemplo. Quase sempre, esses ato...