UM BALLET QUIMIOTERÁPICO ENTRE A VIDA E A MORTE por Alex Gonçalves para Cine Resenhas Talvez pela persona descortês em entrevistas e em aparições públicas, Hector Babenco não é um diretor relembrado com afetuosidade pelo público brasileiro. O que não pode ser dito sobre este argentino naturalizado no Brasil é alguma falta de competência sua como realizador. Enriqueceu a cinematografia de nosso país com ao menos dois clássicos, “Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia” e “Pixote, A Lei do Mais Fraco”, bem como fez uma obra que o lançou internacionalmente, “O Beijo da Mulher-Aranha”, para o qual foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor. Mesmo com o levantamento de todas as suas virtudes, é um exagero Hector Babenco transformar o seu décimo longa-metragem em uma autobiografia não assumida. Em um documentário dirigido por Bárbara Paz, o diretor diz que somente alguns eventos de sua trajetória particular e profissional serviram de inspiração para este retorno aos longas ap...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO