‘’Precisa de muita coragem para aceitar a mediocridade aquele que persegue ideais sublimes que não são deste mundo. O tempo passa rápido e as mentalidades mudam lentamente.’’ Luchino Visconti (1906-1976) Se é doce morrer no Mar, a sala de cinema numa matinê tranquila é lugar perfeito quando ‘fim de mundo’. Evadir-se do bulício urbano até sessão ao crepúsculo é a caverna platônica ao avesso: reflexos revelam o Ideal sem irreal estilhaçado das ruas , no sombreado do projetor retemos Ilusão contínua do Absurdo. Cinema e Literatura, artes menos gregárias, prazeres orgiásticos enlevando muito além da solitude. Não assistimos engalanados fitas e livros: o desnudamento que se impõe e seduz. Cineastas de cabeceira: Luchino Visconti e Ingmar Bergman; diretores que escreviam filmando: cada tomada um fraseado, cada close um poema em plano profundo. Visconti, Conde de Milão, aristocrata marxista, mentor de Callas, Magnani e Delon, oferece em livros-imagéticos a dimen...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO