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COUTINHO NA ÁREA (por José Luiz Tahan)

Coutinho na área Futebol é coisa séria. O mundo para quando a bola rola. Aqui na cidade de Santos, de onde escrevo estas indecisas linhas, existe um sentimento especial com respeito ao esporte bretão. Foi aqui que nasceu e de onde partiu para o planeta o esquadrão mais cultuado e vitorioso de que se tem notícia. No Rio se vê, volta e meia, um famoso ator num restaurante, ou na praia. Aqui vemos os boleiros, a maioria com seus cabelos brancos – ou sem, caso do José Macia, o Pepe, apelidado de Pouca Pena – como Coutinho, o apelido mais conhecido de Antonio Wilson Honório. Sua mãe o chamava de Cotinho, de tão miudinho, lá em Piracicaba, sua cidade natal. O menino veio para Santos, foragido, saltando a janela e o muro de sua casa, enfeitiçado pelo time que o transformaria para sempre. Abraçado no alambrado ao lado do campo, o menino de treze anos viu Pagão, Pelé e Pepe, e a partir daí sabia o que queria fazer parte daquele time, daquela vida que se mostrava pela primeira vez...

CHICO NA VILA (por José Luiz Tahan)

O documentário de Miguel Faria Jr. "Chico", sobre o cantor, compositor e romancista Chico Buarque, está em cartaz na cidade no Cinespaço Miramar Shopping.  Fui vê-lo esta semana e lembrei do dia em que tive o privilégio de jogar no Politeama, seu time de futebol. Foi em 2005, num sábado.  Depois de alguns adiamentos, ficou confirmada a vinda do Politeama para uma pelada na Vila Belmiro. Com isso, os sessenta ano s do Chico Buarque foram comemorados no gramado do estádio do Santos, num jogo do esquadrão carioca contra os veteranos da Vila. E lá estava eu, com uma mochila, no meio da pequena multidão, acenando para o Torero, que era meu sócio na livraria e um dos organizadores da festa, e abrindo espaço com os cotovelos, numa clara inspiração ao estilo do Serginho Chulapa. Olhava sem pisca. Torero tinha me dado alguma esperança, quem sabe pintava uma vaga?! Me espremi e quase em impedimento me misturei à delegação com o toque do então sóci...