Pode ser que sim, pode ser que não. Sem compassos de espera, sem expectativas. Quem aguentaria? Ninguém, de fato. Em terras sem sonhos, nada floresce muito, nada é verdejante em boa parte do tempo, do ano, do período. Não há ciclos, nem esperanças, nem temores. Tudo sempre parece absolutamente calma. No outro lado do estuário há promessas. Como o próprio nome diz, ‘promessas’. O suor do rosto não é devidamente recompensado, tudo está em falta, a fábula do grande atraso. Para qualquer lado onde se vire o rosto, é isso: uma teia frágil de um devir etéreo. Lutas pessoais pelos ‘protagonismos do desejo’ e uma terra arrasada de dar dó. Entre às 23:59h do dia 31 e a 0:00h do dia primeiro, somente os ponteiros avançarão. O perpétuo modo de se guiar em escuridão permanecerá. Não há de se ter perspectiva acamada de alguma corrosão nascida em fé. É melhor não acreditar, é melhor não crer, é melhor não confiar. Inúmeras histórias: desde que o mun...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO