Juventude é um filme sobre a essência do homem, mas de um homem em extinção, aquele que há alguma décadas atrás era o modelo de masculinidade, aquilo que o Don Draper representou tão bem. O homem que vive pra impressionar a sua musa (não necessariamente a mesma), que usa seu talento somente pra que ela o note. Se outros também o notam, é apenas consequência do esforço bem-sucedido. O filme foca no dia a dia de dois amigos de muito tempo num spa na Suiça, Harvey Keitel faz um cineasta e Michael Caine um maestro. A relação com a musa, ou musas, não poderia ser mais antagônica. Um deles passou boa parte da vida ao lado da sua, enquanto o outro foi alternando várias ao longo da vida. As consequências ficam evidentes, em um, temos uma certa apatia, sem a necessidade de impressionar a musa, nada mais vale a pena, enquanto o outro busca desesperadamente continuar relevante, já numa fase decadente. Não à toa, os protagonistas estão idosos, enfatizando a extinção desse perfil, quan...
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