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FÁBIO CAMPOS INDICA "TODO O DINHEIRO DO MUNDO", UM DOS GRANDES FILMES DESTE ANO

“Todo o Dinheiro do Mundo” gerou polêmica antes mesmo de ser lançado, quando, às vésperas do lançamento, os produtores resolveram substituir Kevin Spacey, que fazia o papel do bilionário americano Jean Paul Getty, por Christopher Plummer. Como as denúncias contra Spacey se deram próximas ao final do ano e os produtores esperavam indicações ao Oscar, o filme só seria indicado se fosse lançado em algum cinema até 31/12 do ano corrente. Para que isso fosse possível, houve uma corrida para refilmar as cenas das quais Spacey participava. Quando li essa noticia, imaginei que participação de Jean Paul Getty se resumiria a um coadjuvante importante, mas de participação discreta. Ao contrário, Plummer tem, além de um papel importantíssimo, muitas cenas no filme. Imagino o inferno que deve ter sido recrutar todo o elenco novamente após o filme finalizado, filmar e montar novamente tantas cenas com outro ator. Pesadelos à parte, não se percebe essa pressa no filme, Plummer está ...

2 OPINIÕES DE 2 CRÍTICOS SOBRE A NOVA COMÉDIA DE WILL FERRELL E MARK WAHLBERG

WILL FERRELL E MARK WAHLBERG SE REÚNEM EM COMÉDIA-FAMÍLIA PUXADA NA IRONIA por Marcelo Hessel para OMELETE Justo quando o padrasto coxinha cheio de boa vontade consegue a confiança dos filhos da sua mulher perfeita, o atlético e irresponsável ex-marido dela volta para tentar reconquistá-los. É a sinopse típica de um filme-família para o almoço de domingo, estrelado de preferência por Tim Allen e Sinbad (por onde anda Sinbad?), mas em Pai em Dose Dupla (Daddy's Home) a fórmula sofre duas atualizações. A primeira, que vem a reboque da escalação de Will Ferrell e Mark Wahlberg para os papéis principais, é que a comédia se reveste de ironia. Quanto mais sérios os dois atores tentam parecer em cena (e a dinâmica entre os dois só melhora desde que começaram essa parceria em Os Outros Caras), mais Pai em Dose Dupla parece um esquete de humorístico parodiando a correção política da vidinha de subúrbio americano. Até para fazer o merchandising do automóvel eles não perdem a pia...

TED, O URSINHO ESCROTINHO, ESTÁ DE VOLTA.

por Chico Marques para Black & White In Colour Até 2012, Seth MacFarlane era visto pela crítica e pelo público como uma figura genial da TV americana, responsável pelas séries adultas de animação "American dad" e "Family Guy", dono de um senso de humor politicamente incorreto ao extremo que alterna comédia de altíssimo nível com piadas de péssimo gosto, absolutamente escrotas, sem fazer a menor cerimônia. Daí veio "Ted", sua estréia no cinema, sobre um ursinho de pelúcia (dublado por Seth McFarlane) que ganha vida e se transforma no melhor amigo de seu dono John (Mark Wahberg), desde a infância até a vida adulta. Juntos, os dois fumam maconha, bebem muito, assistem filmes pornô juntos, enchem a casa de putas com frequência, e se recusam terminantemente a amadurecer e se comportar como adultos comuns. "Ted" foi um sucesso tão grande que uma sequência era altamente provável. Mas depois do fiasco comercial de seu segundo filme...