Nesta ‘pré-carnavalesca’ quinta-feira, onde todos se aprumam para as ‘Folias de Momo’, esta traduzida Mercearia pede passagem para acender as torradeiras de um tema muito, muito distante de boa parte dos(as) fregueses(as), mas que rende uma ‘baticum’ para bem além de cinco noites e três matinês. A tradução, um ofício mais próximo da Arte do que de mera atividade social e econômica, ainda sobrevive no ‘ideário’ de boa parte das pessoas como uma atividade ‘palavra-por-palavra’, quase de copista. A partir dos anos 1980, com a popularização dos CATs (‘Computer Assisted Translation’, ou ‘Tradução Assistida por Computador’) e o surgimento das agências, a atividade virou uma indústria que abarcou não somente o trabalho do ato tradutório, mas igualmente o conceito de ‘localização’. A administração, o gerenciamento, o marketing e uma espécie de ‘relacionamento corporativo’ tomaram contra do ‘trem’. Tradução havia virado produto, quase uma pasta de dente, um automóvel, onde a ...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO