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FÁBIO CAMPOS INDICA "TODO O DINHEIRO DO MUNDO", UM DOS GRANDES FILMES DESTE ANO

“Todo o Dinheiro do Mundo” gerou polêmica antes mesmo de ser lançado, quando, às vésperas do lançamento, os produtores resolveram substituir Kevin Spacey, que fazia o papel do bilionário americano Jean Paul Getty, por Christopher Plummer. Como as denúncias contra Spacey se deram próximas ao final do ano e os produtores esperavam indicações ao Oscar, o filme só seria indicado se fosse lançado em algum cinema até 31/12 do ano corrente. Para que isso fosse possível, houve uma corrida para refilmar as cenas das quais Spacey participava. Quando li essa noticia, imaginei que participação de Jean Paul Getty se resumiria a um coadjuvante importante, mas de participação discreta. Ao contrário, Plummer tem, além de um papel importantíssimo, muitas cenas no filme. Imagino o inferno que deve ter sido recrutar todo o elenco novamente após o filme finalizado, filmar e montar novamente tantas cenas com outro ator. Pesadelos à parte, não se percebe essa pressa no filme, Plummer está ...

DUAS OPINIÕES SOBRE O NOVO BLADE RUNNER DE RIDLEY SCOTT E DENIS VILLENEUVE

A CHUVA, A NEVE, O OCEANO, OS PRÉDIOS, OS PERSONAGENS: 30 ANOS DEPOIS DO BLADE RUNNER ORIGINAL, TUDO PERMANECE MÁGICO, QUASE TÓXICO, E DEFINITIVAMENTE ASFIXIANTE por Rui Miguel Tovar (de Lisboa) para NIT Volta e meia (que é como quem diz, umas quantas vezes por semana), vou ao YouTube, escrevo “Blade Runner” e deixo correr uma hora e tal de Vangelis com frases soltas do filme de 1982. Yup, é isso mesmo: enquanto trabalho, ouço Vangelis misturado com as vozes de Harrison Ford e Sean Young. Que pan-ca-da. True. Posto isto, o Blade Runner de Ridley Scott é claramente um dos meus filmes preferidos. O ambiente de 2019, o estilo Lucky Luke de Harrison Ford, a música de Vangelis, a chuva miudinha constante, as piruetas da Daryl Hannah, o emotivo “like tears in rain” do Rutger Hauer, o picante “is this testing whether I’m a Replicant or a lesbian, Mr Deckard” da Sean Young. Tudo é sensorial. Passam-se 35 anos e eis-nos de novo a saltar para um futuro distante, o de 2049. Pe...

THELMA & LOUISE RESISTE BEM AO PASSAR DOS ANOS (Cineclube Pagu, Sexta, 19 horas)

por Lola Aronovich para Escreva Lola Escreva Thelma & Louise está completando vinte anos de vida (trailer aqui), e por isso a Vanity Fair escreveu uma longa reportagem sobre o filme. Infelizmente só dá pra ler um pedacinho (se alguém encontrar tudo, me avise). Mas o que se pode ler é bem mais saboroso que o comentário do diretor Ridley Scott feito pro dvd em 97 (é, eu ouvi inteirinho!). Por exemplo, algumas atrizes que foram pensadas para o papel de Thelma ou Louise antes de Geena Davis (Thelma) e Susan Sarandon (Louise) fecharem: Holly Hunter, Frances McDormand, Jodie Foster (que, diante da demora, foi fazer Silêncio dos Inocentes), Michelle Pfeiffer, Meryl Streep, Goldie Hawn. O papel do Brad Pitt foi originalmente conseguido pelo William Baldwin, só que ele desistiu pra fazer Cortina de Fogo. Levante a mão quem acha que Brad está muito mais bonito hoje que vinte anos atrás. No início, Ridley (Alien, Blade Runner, Gladiador) iria apenas produzir a obra da roteirist...

DE VOLTA AO ESPAÇO, RIDLEY SCOTT ESTÁ EM CASA NOVAMENTE. E EM EXCELENTE FORMA.

de Renato Hermsdorff  para Adoro Cinema Se você, saudoso fã de "Blade Runner, o Caçador de Andróides", vivia cabisbaixo porque há tempos Ridley Scott não entregava um bom trabalho, seus problemas acabaram!  Com "Perdido em Marte", o diretor de "Alien, o 8º Passageiro" volta à melhor forma em termos de entretenimento. Baseado no romance homônimo do escrito Andy Weir, o blockbuster começa no Planeta Vermelho, onde uma equipe de astronautas norte-americanos, chefiada por Melissa Lewis (Jessica Chastain), realiza um trabalho de campo. Até que uma tempestade repentina interrompe as pesquisas e eles têm de voltar imediatamente para a base. Atingido por uma antena, o botânico Mark Watney (Matt Damon) é dado como morto e deixado para trás. Porém, sobrevive. E, até que o resgate chegue, vai demorar um intervalo de quatro anos, e ele tem que dar um jeito de se virar sozinho até lá. Sem o tour de force de "Gravidade" (2013) ou...