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Showing posts with the label Ruy Castro

A BOSSA NOVA E SEUS JOVIAIS 59 ANOS SÃO COMEMORADOS NO RIO SANTOS BOSSA FEST

por Cássio Laranja  Em 10 de julho de 1958, na cidade do Rio de Janeiro, mais precisamente nos estúdios da gravadora Odeon, localizado na Cinelândia, o genial violonista e cantor João Gilberto revolucionou a Música Popular Brasileira. Neste dia, ele gravou o seu primeiro 78 rotações, acompanhado pela Orquestra liderada por Antonio Carlos Jobim, cantando, com seu violão, "Chega de Saudade", no lado A, e "Bim Bom", no lado B. Como muito bem fundamenta meu querido amigo Carlos Alberto Afonso, dono da Toca do Vinicius, localizada no bairro de Ipanema, "está aí o primeiro documento fonográfico com o quadro estético da Bossa Nova, em gravação de seu próprio formulador, João Gilberto, acompanhado de seu coarquiteto Tom Jobim, materializado pela canção". O disco foi lançado em agosto de 1958 e, sem dúvida alguma, esta gravação de "Chega de Saudade", deu origem ao que chamamos de Bossa Nova, hoje de caráter universal, portanto patrimôni...

CAFÉ E BOM DIA #20 (por Carlos Eduardo Brizolinha)

E por falar em saudades onde anda você Dorothy? Confesso ter recorrido a Dominique Saint Pern para ouvir dela os passos da tua estrada.  Aqui na terra parece que o mundaréu te engavetou. Eu não! Eu e o Marcelo Pestana Não engavetamos. Dorothy foi dessas pessoas que faz as pessoas pararem, passou cada dia se reinventando trazendo sempre a graça maliciosa de um humor fatal, s empre segurando uma belíssima taça de champanhe. Foi rainha de Nova York e certamente é hoje rainha de alguma estrela de Ursa Maior. O legado foi saber ler a alma humana como poucos, dos poucos que sabem ou souberam, menos ainda foram os que brincaram com o pior dos seres humanos tendo um humor infernal. É o que falta nos dias atuais com essa invencionice do politicamente correto. Sua poesia é difícil de traduzir, mesmo tendo uma linguagem simples, de imagens fortes e diretas. Grande parte do seu charme reside em ser impecavelmente rimada e metrificada, a um ponto quase impossível de pre...

A BOLACHA DO RUY CASTRO E A SAUDADE DE WAGNER PARRA (por José Luiz Tahan)

Muitas são as histórias que vivo na companhia de escritores quando das suas vindas à minha cidade, Santos. Essas passagens acabam gerando alguma intimidade, ou em alguns casos um estranhamento.  Um autor de quem sou fã, leio cada palavra de seus textos boquiaberto, sempre observando seu jeito e pensando “queria escrever assim”, é o Ruy Castro. Sempre que estou com ele, afasto este pensamento de que ele é um craque, na tentativa de não me tornar um tiéte, que é um tanto desagradável, ainda mais sendo seu anfitrião. Numa oportunidade recebi o casal Ruy Castro e Heloisa Seixas para uma palestra, um encontro com os seus leitores santistas. Heloisa é também escritora das boas, seus romances têm um estilo próprio, sombrio e real, suas tramas nos guiam por entre os labirintos da nossa própria intimidade, causa um desconforto e um prazer ao longo da leitura. Já devo ter falado por aqui sobre o dia com os escritores -- uma maratona com direito a entrevistas em vários veículos...