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DUAS OPINIÕES SOBRE O NOVO BLADE RUNNER DE RIDLEY SCOTT E DENIS VILLENEUVE

A CHUVA, A NEVE, O OCEANO, OS PRÉDIOS, OS PERSONAGENS: 30 ANOS DEPOIS DO BLADE RUNNER ORIGINAL, TUDO PERMANECE MÁGICO, QUASE TÓXICO, E DEFINITIVAMENTE ASFIXIANTE por Rui Miguel Tovar (de Lisboa) para NIT Volta e meia (que é como quem diz, umas quantas vezes por semana), vou ao YouTube, escrevo “Blade Runner” e deixo correr uma hora e tal de Vangelis com frases soltas do filme de 1982. Yup, é isso mesmo: enquanto trabalho, ouço Vangelis misturado com as vozes de Harrison Ford e Sean Young. Que pan-ca-da. True. Posto isto, o Blade Runner de Ridley Scott é claramente um dos meus filmes preferidos. O ambiente de 2019, o estilo Lucky Luke de Harrison Ford, a música de Vangelis, a chuva miudinha constante, as piruetas da Daryl Hannah, o emotivo “like tears in rain” do Rutger Hauer, o picante “is this testing whether I’m a Replicant or a lesbian, Mr Deckard” da Sean Young. Tudo é sensorial. Passam-se 35 anos e eis-nos de novo a saltar para um futuro distante, o de 2049. Pe...

ELIMINANDO DESAFETOS (uma crônica de Marcelo Rayel Correggiari)

Como todos bem sabem, essa iletrada Mercearia tem a ver com texto... ... e livros, por que não?! As vendas de tal artigo nesse modesto estabelecimento comercial poderiam estar mais aquecidas. Contudo (e apesar da crise!), nada que espante brilhante plateia de se enfronhar no que pensam autoras(es), escritoras(es) e demais operadoras(es) de tão nobre indústria. Sunday night at Guarany Theatre, Mesa 10 da IX Tarrafa Literária, a derradeira! Sob o nome de “Jornalismo do Agora e do Amanhã” e na batuta sempre esperta do mediador nota mil-bom papo Vladir Lemos (apresentador do Cartão Verde/TV Cultura), Cynara Menezes e o eternamente combativo José Trajano (ex-ESPN Brasil) vieram dar os seus ‘plás’. Ambos, hoje, fazem jornalismo fora daquilo que se costumou chamar de “grande mídia” (sob égides de grandes marcas de empresas jornalísticas renomadas). Nos canais alternativos atualmente apresentados pela web/internet (como blogs e hubs de vídeo/TV como o YouTube), os dois consagrados...

RIOS POR ONDE ESCORRE A VIDA (uma crônica de viagem de Ademir Demarchi)

O caminho para Águas de São Pedro tem uma parada obrigatória, em Piracicaba, à beira do rio que por ela ondula e dá nome à cidade e a marca de modo característico. É uma cidade que, além de sua terra escura, tem trechos que se parecem muito com Maringá, quando estamos às margens da cidade e a vemos de longe em sua formação de prédios, habitações menores que se mesclam a esses prédios, áreas verdes, plantações agrícolas. Resta-nos, em Maringá, o consolo de ter por perto um tímido Pirapó e um belo Ivaí que ainda não encontrou um gastrônomo que preste para fazer uma parada às suas margens, lá naquela curva depois de Floresta, que faça um peixe merecedor de quem viaje por lá. Digo isso porque a margem esquerda do Piracicaba foi ocupada por restaurantes e bares cuja vocação gastronômica é peixe assado na brasa, que se saboreia de olho na água barrenta e lenta do rio, ainda que os peixes já não venham dali... O Piracicaba já foi muito poluído, mas é crescente sua recuperação e se ...

ONDE SE GANHA O PÃO NAO SE COME A CARNE #1 (uma crônica de Carlão Bittencourt)

“Antes à tarde do que nunca” (Zózimo Barroso do Amaral) A máxima é uma das maiores lições que um profissional, de qualquer ramo, pode aprender. Desde cedo. O curioso é que, na propaganda, o sábio conselho não pegou. Aqui se ganha o pão e se come a carne. Sempre. As razões são muitas. Desde a pressão do trabalho (que mexe com a libido da moçada), até o clima de liberalidade que as agências cultivam. A verdade é que propaganda e sexo namoram desde o tempo do reclame. Como é de se esperar, isso rendeu grandes histórias. Uma melhor do que a outra. Como as moças. Vamos a algumas das mais engraçadas, dando ênfase aos detalhes picantes e particularmente escabrosos. Mas sem declinar nomes. Óbvio. AS GAROTAS DO RÁDIO Num famoso estúdio de jingles, a turma sacou que uma dupla de secretárias costumava desaparecer na hora do almoço. Estavam sempre juntas, grudadas e, de uma hora para a outra, sumiam. No ar. Apesar de serem praticamente meninas e do jeito ingênu...