Coutinho na área Futebol é coisa séria. O mundo para quando a bola rola. Aqui na cidade de Santos, de onde escrevo estas indecisas linhas, existe um sentimento especial com respeito ao esporte bretão. Foi aqui que nasceu e de onde partiu para o planeta o esquadrão mais cultuado e vitorioso de que se tem notícia. No Rio se vê, volta e meia, um famoso ator num restaurante, ou na praia. Aqui vemos os boleiros, a maioria com seus cabelos brancos – ou sem, caso do José Macia, o Pepe, apelidado de Pouca Pena – como Coutinho, o apelido mais conhecido de Antonio Wilson Honório. Sua mãe o chamava de Cotinho, de tão miudinho, lá em Piracicaba, sua cidade natal. O menino veio para Santos, foragido, saltando a janela e o muro de sua casa, enfeitiçado pelo time que o transformaria para sempre. Abraçado no alambrado ao lado do campo, o menino de treze anos viu Pagão, Pelé e Pepe, e a partir daí sabia o que queria fazer parte daquele time, daquela vida que se mostrava pela primeira vez...