Thursday, December 7, 2017

DE SEXTA ATÉ DOMINGO, TODAS AS MANEIRAS DE PRODUZIR CULTURA NO LITORAL PAULISTA EM DEBATE NO 6º CULTURALMENTE SANTISTA


PROGRAMAÇÃO

SEXTA-FEIRA, 8 DE DEZEMBRO

Abertura
18h30
Início da feira cultural e criativa
Local: Térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão.

19h30
Show Banda Cigarra Elétrica + Carla Mariani (jazz, blues, soul)
Local: Térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão.

20h30
Rogério Baraquet (MPB, pop)
Local: Térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão.

SÁBADO, 9 DE DEZEMBRO

11h
Início das atividades
Feira cultural e criativa
Local: Térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão

11h às 13h
Oficina “A Câmera que Dança”, com Eduardo Ferreira (continua domingo, no mesmo horário) – 30 vagas
Local: Térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão

11h às 12h
Bate-papo – Crowdfunding (campanhas colaborativas online), com Marcus Vinicius Batista (Ateliê das Palavras) e Rodrigo Simonsen (editora Simonsen)
Local: Sala de projeção do Museu da Imagem e do Som de Santos

14h às 16h
Debate “Cultura na Baixada: Momento, Reflexão e Perspectivas”, com Secretários de Cultura da região
Local: Térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão.

16h30 às 18h30
Oficina formativa “Os Fios da Narrativa”, com Camila Genaro
30 vagas
Local: Museu da Imagem e do Som de Santos (área das exposições).

16h30
Bate-papo “Momentos Históricos de Santos Registrados em Filmes”, com Carlos Oliveira (“Como é Bom Ser Bom”) e Fabiano Keller (“Legado em 4 Cordas”)
Exibições dos curtas-metragens antes do bate-papo.
Local: Sala de projeção do Museu da Imagem e do Som de Santos.

DOMINGO, 10 DE DEZEMBRO

10h
Início das atividades
Feira cultural e criativa
Local: Térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão

11h às 12h
Vivência “Histórias Femininas: mulheres e o reconhecimento de suas trajetórias através da escrita criativa e afetiva”, com Suzane Frutuoso
Local: Sala de projeção do Museu da Imagem e do Som de Santos.

11h às 13h
Oficina “A Câmera que Dança”, com Eduardo Ferreira (segunda parte) – 30 vagas
Local: Térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão

14h às 15h
Palestra “Alimentação na Sociedade Contemporânea”
Local: Sala de projeção do Museu da Imagem e do Som de Santos.

15h30
Bate-papo ao vivo “Cidades Criativas”, pelo telão via Skype, com representantes de Santos/Brasil (Cinema), Denia/Espanha (Gastronomia), Óbidos/Portugal (Literatura), Amarante/Portugal (Música) e Duran/Equador (Artesanato).
Local: Sala de projeção do Museu da Imagem e do Som de Santos.

16h30 às 17h30
Espetáculo de contação de histórias “Dentro do Mar Tem Rio... e Histórias”, com Camila Genaro
Local: Térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão.

17h30
Bate-papo “Cultura geek também é Cultura”, com Claudio Roberto Brasílio e Renatinho Santos (Santos Comic Expo)
Local: Sala de projeção do Museu da Imagem e do Som de Santos.


6º CulturalMente Santista
Fórum Cultural e Criativo de Santos
8 a 10 de dezembro (sexta a domingo)
Sexta-feira, 8 de dezembro, 18h30 (início dos shows às 19h30
Sábado, 9 de dezembro, 11h às 19h
Domingo, 10 de dezembro, 10h ás 18h
Centro de Cultura Patrícia Galvão – Avenida Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias



O CulturalMente Santista – Fórum Cultural de Santos é um fórum cultural itinerante surgido a partir do site www.culturalmentesantista.com.br
pioneiro ao publicar dezenas de longas entrevistas biográficas com artistas e agentes cultuais da região desde 2011

Mais de 300 artistas e agentes culturais já participaram do evento em suas edições anteriores que ocuparam dezenas de espaços da cidade.

A 6º edição é realizada pelo CineZen Cultural, com apoios do Escritório de Inovação Econômica (Secretaria de Governo) e Secretarias de Cultura e Turismo.

Apoios de Orvalho Produções, Lobo Estúdio e Shake Burger.

Maiores informações:





Wednesday, December 6, 2017

CELEBRAMOS OS 32 ANOS DA ÓTIMA AMANDA SEYFRIED REVENDO SEUS 6 MELHORES FILMES

por Chico Marques

A linda, linda, linda Amanda Michelle Seyfried nasceu em 3 de dezembro de 1985 em Allentown, Pensilvânia, filha de um farmacêutico e de uma psicóloga.

Começou sua carreira artística como modelo aos 11 anos, e aos 15 se tornou atriz, desempenhando papéis pequenos onde ela conseguiu, de alguma maneira, se sobressair.

Estreou no cinema ao lado de Lindsay Lohan e Rachel McAdams na comédia “Meninas Malvadas”, e aos poucos foi ganhando papeis mais relevantes em filmes como “Questão de Vida” (2005) e “Alpha Dog” (2006).

Já na televisão, fez participações marcantes em séries de sucesso como “Veronica Mars” e “Big Love”, ambas com várias temporadas produzidas.




A grande virada na carreira de Amanda Seyfried aconteceu em 2008, quando recebeu uma proposta o elenco da versão cinematográfica do musical “Mamma Mia!” (2008), com canções do grupo sueco ABBA, onde ela interpretou a filha da personagem de Meryl Streep.

O filme foi um sucesso tão grande que arrecadou mais de 600 milhões de dólares no mundo inteiro, prestando um grande serviço às carreiras de todos os envolvidos.

Mas Amanda brilhou para valer em "Chloe - O Preço da Traição” (2009), drama psicológico barra pesada de Atom Egoyan, onde contracena com Liam Neeson e Julianne Moore, o filme é dirigido por Atom Egoyan.e

Sua personagem é uma prostituta de luxo que se envolve perigosamente na vida de um casal, elaborando um jogo que remete diretamente a "Teorema" de Pier Paolo Pasolini.

As tórridas cenas de sexo do filme fizeram dela uma das atrizes mais quentes do cinema americano no início deste novo Século.




De 2010 em diante, Amanda Seyfried deu início a uma sequência bem sucedida de filmes românticos, como “Querido John”, e “Cartas para Julieta”. 

Brilhou recentemente no filme “Lovelace” (2013), onde interpretou a pornstar pioneira Linda "Deep Throat" Lovelace, e também em “Enquanto Somos Jovens” (2015), filme do grande por Noah Baumbach, onde contracena com Ben Stiller, Naomi Watts e Charles Grodin.

É uma atriz que ainda está na primeira fase de sua carreira, e que certamente ainda há de nos surpreender muito com seu takento e sua beleza.



Amanda Seyfried completou 32 anos no último dia 3 de Dezembro, e nós aqui decidimos homenageá-la reunindo os 6 melhores filmes que ela fez até agora.

Desnecessário dizer que esses 6 filmes estão disponíveis nas estantes da Paradiso Videolocadora.

 
ALPHA DOG
(Alpha Dog, 2006, 117 minutos, direção: Nick Cassavettes)

O filme conta a história de Johnny Truelove (Emile Hirsch) que, na década de 1990, tornou-se a pessoa mais jovem a entrar na lista dos mais procurados pelo FBI. Traficante de drogas, seqüestra Zack (Anton Yelchin) para pressionar o irmão mais velho do garoto, o violento Jake (Ben Foster), a quitar uma dívida. No entanto, as coisas saem do controle. Baseado na história real do seqüestro e assassinato do jovem de 15 anos Nicholas Markowitz por Jesse James Hollywood, um jovem traficante de classe média da Califórnia. Filmaço de Nick Cassavettes, talvez o melhor filme de sua carreira como diretor até o presente momento.
CHLOE - O PREÇO DA TRAIÇÃO
(Chloe, 2009, 96 minutos, direção: Atom Egoyan)

Catherine e David Stewart (Julianne Moore e Liam Neeson) são um casal com uma vida ecônomica estável e um filho adolescente. Mas a vida de Catherine começa a mudar quando ela percebe que está sendo traída por seu marido. Para testar a veracidade das suspeitas de que o seu marido a trai, Catherine decide contratar Chloe (Amanda Seyfried), uma prostituta de luxo, para seduzir o seu marido e testar sua lealdade. Remake de "Nathalie X" (2003), de Anne Fontaine, com Fanny Ardant, Gérard Depardieu e Emmanuelle Béart. O filme foi rodado em 37 dias na cidade de Toronto entre fevereiro e março de 2009. Vários famosos pontos de referência podem ser vistos como o Allan Gardens, Cafe Diplomatico, The Rivoli, Windsor Arms Hotel, Royal York Hotel, Royal Ontario Museum, CN Tower, Art Gallery of Ontario e o Ontario College of Art. Melhor que o original francês.
O PREÇO DO AMANHÃ
(In Time, 2011, 109 minutos, direção: Andrew Niccol)

No mundo de "O Preço do Amanhã", o tempo virou moeda. As pessoas param de envelhecer aos 25 anos. Os ricos conseguem "ganhar" décadas de uma só vez, podendo até se tornar imortais. Os outros têm de pedir esmolas, pegar emprestado ou roubar mais horas para chegarem vivos até o final do dia. Ao ser falsamente acusado de ter roubado todo o "tempo" de um homem, o que teria provocado sua morte, Will Salas (Justin Timberlake), morador da periferia, terá de provar sua inocência e descobrir uma maneira de destruir o sistema, tendo como aliada Sylvia Weis (Amanda Seyfried), raptada por Will depois de terem se encontrado na cidade dos ricos pelos Guardiões do Tempo. Filme muito interessante, que merece ser visto.
12 HORAS
(Gone, 2012, 100 minutos, direção: Heitor Dhalia)

Quando a sua irmã desaparece, Jill (Amanda Seyfried) está desconfiada de que o assassino em série que a sequestrou dois anos atrás retornou. Ignorada pela polícia, ela inicia uma investigação por conta própria. Filme tenso, extremamente bem realizada. Estréia de Dhalia em Hollywood, num filme satisfatório, e quase tão bom quanto os que ele realizou aqui no Brasil.
LOVELACE
(Lovelace, 2013, 93 minutos, direção: Rob Epstein e Jeffrey Friedman)

Conta a vida de Linda Boreman, mais conhecida como Linda Lovelace, atriz que se tornou estrela internacional do cinema pornográfico na década de 1970. Amanda Seyfried estrela como Linda, e Peter Sarsgaard interpreta seu marido Chuck Traynor. A produção de "Deep Throat", que transformou Linda Lovelace numa celebridade internacional, é mostrada com destaque. Mas o roteiro traz uma narrativa não linear e divide o foco principal em duas partes: na primeira, mostra a ascensão de Linda, vinda de uma criação difícil com mãe repressora e pai distante até o sucesso alcançado no meio pornográfico com o apoio do marido Chuck Traynor. Na segunda parte, porém, alguns fatos mostrados são recontados, destacando-se agora a série de intimidações, abusos e violências que a atriz teria sofrido nas mãos do marido. Belo filme.
ENQUANTO SOMOS JOVENS
(While We're Young, 2015, 97 minutos, direção: Noah Baumbach)

Cornelia (Naomi Watts) e Josh Srebnick (Ben Stiller) são casados há anos. Incomodados com o envelhecimento, estão cansados da maneira conservadora como vivem. Jamie (Adam Driver) e Darby (Amanda Seyfried) se aproximam dos dois e Josh, encantado com o estilo de vida e o ânimo da dupla, sonha voltar a ser jovem. Comedia romântica indie muito simpática, delicada, envolvente e inteligente de Noah Baumbach, definitivamente um original americano.






THOMAS PYNCHON ESTÁ DE VOLTA COM MAIS UM DE SEUS CALHAMAÇOS CALEIDOSCÓPICOS.

por Chico Marques


Não é de hoje que aquele conceito clássico do romance com mais de 500 páginas -- que por anos e anos foi regra entre os editores americanos -- deu lugar a volumes menores, mais ou menos com a metade deste tamanho.

Num mundo em que as pessoas escrevem de forma cada vez mais sintética, e qualquer romance, por mais interessante e apelativo que seja, precisa brigar para conseguir permanecer no foco do leitor mais interessado, ficam as perguntas:

Que futuro pode ter hoje no mercado editorial uma romance do tipo "saga familiar" feito aqueles que por muitos e muitos anos dominaram as listas de best-sellers?

Que leitor adulto nos dias de hoje ainda tem paciência e tempo sobrando para poder mergulhar numa aventura assim?



Claro que estão excluídos deste questionamento aquelas intermináveis trilogias e tetralogias de livros juvenis que mesclam elementos de romance com terror (para as meninas) e de sci-fi com aventura (para os meninos).

Claro que nada disso que eu disse serve para os leitores habituais de Thomas Pynchon, grande escritor americano pós-modernista autor de calhamaços sempre enigmáticos e irremediavelmente envolventes. Sua legião de admiradores sempre estranha quando algum de seus romances possuí menos de 600 páginas, menos de cem personagens e menos de duas dezenas de histórias paralelas rolando ao mesmo tempo. 


Cruzamos logo de cara em "O Último Grito", seu mais novo romance, com pelo menos duas figuras muito curiosas. Um deles é Otto Kugelblitz, um pioneiro da psicanálise que foi expulso do círculo mais íntimo de Freud, emigrou para o Upper West Side de Manhattan e encheu a burra cuidando da psique de ricaços. O outro é Nicholas Windust, agente da CIA que atuou em ditaduras latino-americanas, e, segundo Sérgio Augusto, é um avatar de Dan Mitrione, o torturador justiçado pelos tupamaros que Yves Montand interpretou no filme "Z", de Constantin Costa-Gavras.


A CIA está sempre no cerne de todo romance de Pynchon. Ele adora o universo da Guerra Fria, e adora fazer um belo rocambole com a infinidade de fraudes, conspirações e golpes que sempre envolvem a Agência. Diz ele que "a paranoia é o alho na cozinha da vida”. De onde se concluí que para gostar de Pynchon, é preciso ter um paladar aguçado para cultura pop e fôlego intelectual para suportar tramas complexas e caleidoscópicas.




"O Último Grito" foca na vida americana do final do segundo governo Bill Clinton até o início da era George W Bush, culminando com o apocalipse de 11 de Setembro. O eixo principal da trama é Maxine Tarnow, mais uma da extensa galeria de "femme fatales" dos romances de Pynchon. Pilantra como ela só, ela está envolvida em inúmeros escândalos que levaram ao estouro da bolha da indústria ponto-com na virada do século. Até o golpe financeiro de Bernie Madoff entra na dança. Sem contar que todos os indicativos dos rumos que o mundo tomaria de lá para cá -- o neo-obscurantismo, o avanço da violência e as contra-Refroamas comportamentais -- estão espalhados por suas páginas, formando um "big picture" espetacular.


É um romance que vai tomar pelo menos uma semana da sua vida, mas vale a pena. A narrativa de Pynchon é deliciosa e desperta em seus leitores uma compulsão curiosa para tentar descobrir quais são as referências em que ele se baseou para criar seus personagens. Esse quebra-cabeças sempre foi estimulado pelo próprio autor desde seu primeiro romance, "V" (1963), mas principalmente a partir de "O Arco Íris da Gravidade" (1972), que é para muitos sua obra máxima.

Muitos tentaram imitá-lo nesses últimos 50 anos. Nunca conseguiram. Pynchon é, novamente segundo Sérgio Augusto, "o mais recluso escritor americano à esquerda de Salinger e o mais conspiratório à direita de Don DeLillo. Sua ficção não é para a hermenêutica de um Carpeaux ou de um George Steiner, por exemplo, mas para a erudição pop de um John Leonard, de um Ivan Lessa, e de quem mais tenha acesso ao chaveiro de suas paródias e de seus pastichos. E os possa ler no real mccoy, ou seja, no original." Claro que quem não tiver condições de ler no original em inglês, a tradução encomendada pela Cia das Letras para Paulo Henriques Brito dá conta do recado, e muito bem.

Não tenha medo. Embarque no universo deste octogenário novaiorquino delirante e sempre arrebatador. Thomas Pynchon merece uma semana de sua vida. Pelo menos.



O ÚLTIMO GRITO
Autor: Thomas Pynchon
Tradução: Paulo Henriques Britto
Editora: Companhia das Letras
(584 páginas, R$ 79,90)


O FILME DA SEMANA CHEGA COM UMA PENCA DE PRÊMIOS INTERNACIONAIS A TIRACOLO

por
Sérgio Prior
para
SÉTIMA ARTE.iron.com


O silêncio e o frio dão o tom do filme do roteirista dos ótimos "HELL OR HIGH WATER - CUSTE O QUE CUSTAR" e "SICÁRIO - TERRA DE NINGUÉM".

Taylor Sheridan aprecia os limites da existência humana, seja no aspecto geográfico, seja nos limites psicológicos.

"WIND RIVER", que é o título em inglês, é uma vasta área de reserva indígena no estado de Wyoming. Cory Lambert (Jeremy Renner) encontra o corpo de uma jovem indígena enquanto estava à caça de um leão da montanha que vinha matando ovelhas de algumas fazendas da região.


Como a jovem supostamente havia sido assassinada e violentada, o FBI foi chamado a intervir na situação através da agente Jane Banner (Elizabeth Olsen).

Ela que não tinha o mínimo de conhecimento daquela região, até mesmo não sabia como deveria estar vestida para enfrentar aquele frio insuportável.

Jane recorre ao auxílio de Cory para entender aquela comunidade e como conseguir entrevistar as pessoas que poderiam levar às informações que ela tanto necessitava para resolver o caso.


O próprio Cory acaba a ajudar na investigação por duas razões.

A primeira como uma forma de vingar a morte de sua filha adolescente, também vítima de estupro antes de ser assassinada. Isso parece ter destruído o seu casamento.

A segunda razão que fica implícita foi uma possível paixão pela bela agente do FBI.

Muito embora a temperatura do casal não se eleva de forma explícita, a forma como Sheridan conduz toda a investigação, com o desfilar dos suspeitos, torna este thriller psicológico obrigatório de ser visto.

Renner, Olsen, a neve, o silêncio e Sheridan brilham no filme.

Nota do Editor: Taylor Sheridan ganhou nada menos que a Palma de Ouro de Melhor Diretor no Festival de Cannes deste ano. Quer melhor indicação do que esta?


TERRA SELVAGEM
(Wind River, 2017, minutos)

Roteiro e Direção
Taylor Sheridan

Elenco
Elizabeth Olsen
Jeremy Renner
Kelsey Chow

Cotação


MACACOS ME MORDAM (uma crônica de Marcelo Rayel Correggiari)


Um dia desses, essa animalesca Mercearia trombou com imagens (acho que no ‘Livro de Róstos’ do (Alcides) Mesquita) de pequenos saguis perambulando nas imediações do Municipal.
Vídeos de mensageiros instantâneos com saruês passeando pelas gôndolas frigoríficas do Assai. Certamente, uma freguesia não escolhida ‘a dedo’.
O testemunho da presença dos pequenos símios percorre os quatro cantos da cidade. Quem é morador do Morro do Marapé já se acostumou com o furto de ovos protagonizado pelos pequenos bichos nos ninhos da passarinhada das adjacências.
Corre-se à boca pequena que entre o Primo Ferreia e o Maria Emília Reis, na Vila Belmiro, os danados dos saguis estão desfilando só no ‘grand jeté’: definitivamente, a macacada não está para brincadeiras.
Macacos arteiros: em busca de alimento, vão presepando aqui e acolá.
No caso dos saruês, vale o registro no jardim do solar desse desanimado merceeiro: um filhote da espécie que passou alguns dias hospedado entre as folhagens. Batizei-o de Lo-Rez (salve William Gibson!).
Lo-Rez, por ser filhote, só se atrevia a passear pelos muros da vivenda ao longo da madrugada. Talvez com medo dos gatos, maiores e mais fortes. Sua beleza não era lá seu forte, mas valia a ‘fofice’ de sua tenra idade.
Não sabendo o que fazer, meu irmão ligou para os bombeiros. Foi deles a informação de que os saruês estavam a invadir a cidade chegados pelos caminhões de bananas do Vale do Ribeira e que abastecem as feiras-livres de nossa região.
Nessa Mercearia, não temos o hábito de comercializar animais silvestres, mas coube versarmos sobre a presença inusitada desses moradores cidade afora.
Quem já foi à Índia, sabe a mão-de-obra e dor-de-cabeça que macacos dão: furtam carteiras, máquinas fotográficas, bolsas... comida. Já não bastasse o punguista nosso de cada dia, em breve, teremos mais essa pelo andar da carruagem.
No caso de furto, cabe B.O.?! Na delegacia de polícia civil... ou ambiental?!
Do jeito que a coisa vai, sairíamos, como diz Flávio Viegas Amoreira, de “Dubai do Brejo” para nos tornarmos a “Nova Delhi do Lagamar”

Marcelo Rayel Correggiari
nasceu em Santos há 48 anos
e vive na mítica Vila Belmiro.
Formado em Letras,
leciona Inglês para sobreviver,
mas vive mesmo é de escrever e traduzir.
É avesso a hermetismos
e herméticos em geral,
e escreve semanalmente em
LEVA UM CASAQUINHO