Tuesday, October 31, 2017

QUERIDA TIA EMMANUELLE .... ROLO DE FILME #24 (um folhetim erótico de Ariel Almada)



E então lá estava eu num flerte aberto com o tédio absoluto numa terça feira cinzenta como poucas. Eu estava de volta a Campinas. De volta à minha República, aos meus (pouquíssimos) amigos e à minha vidinha modorrenta de estudante de Engenharia Elétrica. Depois de quase duas semanas de sexo tórrido e emoções intensas ao lado de Tia Emmanuelle, internado em sua Toca da Batgirl em São Paulo, era difícil imaginar algo mais brochante que retornar à minha vidinha habitual.

Enquanto tomava um banho, bati uma punheta recordando os boquetes deliciosos que Tia Emmanuelle ministrava na minha jebinha sempre muito agradecida quando estávamos debaixo do chuveiro. Estávamos separados há apenas uma hora e eu já morria de saudades dela. Que droga poderosa é a paixão...

Parei num boteco perto da PUC antes de entrar na aula. Tomei dois cafés espresso e uma cachacinha para ver se acordava daquele torpor. Imaginei que, ao chegar na PUC, as pessoas viriam perguntar por onde  eu andei esses dias todos. Tinha até inventado uma história sobre uma visita a um tio fazendeiro em Mato Grosso, pois não queria contar a verdade e acabar caindo na boca do povo como um "ladies' man". Mas nada disso foi necessário. O fato é que ninguém estava interessado em mim. E eu, francamente, também não fazia a menor questão em pertencer àquele meio. Mais zero a zero, impossível.

Tentei assistir as aulas, mas não consegui prestar atenção em coisa alguma. Tudo o que me vinha à cabeça era a imagem nua de Tia Emmanuelle. Como não enlouquecer com aquela pele clara que ficava vermelhinha sempre que eu dava uns chupões bem gostosos nela? Como não ir ao delírio diante daquela bucetinha extremamente úmida e toda rosinha, que parecia uma bucetinha de adolescente, e não a bucetinha de uma mulher de 35 anos? E o que dizer daquela bundinha deliciosa, com algumas pequenas estrias e uma celulitezinha absolutamente encantadora? E aqueles seios fartos e aconchegantes, que não eram grandes nem pequenos, mas simplesmente majestosos? Como viver sem tudo aquilo por perto? Como?

Na hora do almoço, me ocorreu dar uma passadinha na Secretaria para buscar informações sobre uma eventual transferência para a PUC-São Paulo, alegando mudança de cidade. Achei que seria inviável, mas não custava nada tentar. Então, para minha surpresa, descobri que não só era viável como havia um aluno da Elétrica de São Paulo pleiteando uma vaga em Campinas, o que tornaria a permuta muito mais fácil e rápida do que poderia imaginar. Perguntei o que era necessário para efetuar a transferência, e me disseram que a própria PUC cuidaria disso. Eu só precisaria trazer uma requisição assinada por meu pai com firma reconhecida e um comprovante da nova residência para justificar o pedido. Perguntei se uma conta de telefone serviria, e a resposta foi sim. Imediatamente, liguei para a minha operadora e transferi o endereço para entrega da conta do meu celular da minha República em Campinas para o endereço de Tia Emmanuelle em São Paulo -- sem que ela soubesse, claro!

Pronto: o primeiro passo para mudar para São Paulo já estava dado. Faltava agora convencer meu pai de que a mudança para São Paulo seria o melhor para mim, o que não seria um problema. Teria também que procurar uma vaga numa República nos arredores da PUC-SP, o que também não seria complicado. Ficar na órbita de Tia Emmanuelle era tudo o que importava para mim a essa altura do campeonato. Só teria que tomar cuidado para não dar bandeira de minhas verdadeiras intenções diante de meus pais.

Decidi que naquela tarde mesmo iria até Lindoya conversar com meu pai e pedir a ele que redigisse a tal requisição, para correr com o processo. Peguei o carro de um amigo emprestado, enchi o tanque e segui até a casa deles. Cheguei a tempo de pegar o almoço de mamãe, que ficou felicíssima em me ver depois de duas semanas ausente. Contei a eles o que pretendia fazer. Meu pai me deu apoio imediato. Minha mãe ficou meio preocupada comigo solto em São Paulo, mas acabou concordando. Então corremos até o Cartório onde ele tem firma reconhecida e formalizamos o pedido naquela tarde mesmo. Me despedi dos dois, prometi voltar com calma no fim de semana, e segui para Campinas para entregar o documento na PUC antes do final da tarde. Deu tudo certo.

De volta a Campinas, cheguei no meu quarto, tomei outro banho e deitei na cama para ver o Jornal Nacional. O telefone toca. Eu atendo:

"E aí, meu sobrinho gostoso... Você está bem?"

"Morrendo de saudades de você? Sabe abstinência de crack? Um pouquinho pior..."

"Pois eu estou batendo uma siririca pensando no seu pau me rasgando toda daquele jeitinho gostoso que só você sabe fazer."

"Então continua, que eu vou bater uma punheta aqui pensando na sua boca de veludo. Com um pouco de sorte nós dois gozamos juntos à distância."

Alguns gemidos e gritos mais tarde, retomamos nossa conversa.

"Tenho novidades para te contar"

"Tem nada, bobinho. Eu já sei de tudo. Sua mãe me ligou contando. Fiquei surpresa... você agitou tudo isso num único dia?"

"Na verdade, a ideia veio na hora do almoço, na Secretaria da PUC. Quando percebi que a mudança era viável, corri com os preparativos, e deu tudo certo... Que pena que ela contou, queria fazer uma surpresa pra você..."

"E você pretende morar aonde?"

"Em alguma República perto da PUC, na região da Pompéia. Na sexta, quando for até aí te encontrar, aproveito a deixa e já saio procurando."

"Pois eu tenho uma novidade. Sua mãe está com medo de você ficar sozinho aqui em São Paulo e me pediu para hospedar você aqui em casa. Eu fiz que relutei um pouco, aleguei que você talvez não se sentisse bem aqui morando comigo, mas ela insistiu, insistiu, insistiu... E eu acabei concordando."

Rimos muito dos dois lados da linha...

"Quer dizer que eu vou viver maritalmente com você com a bênção da minha mãe?"

"Pois é...  Incesto consentido. Quer coisa melhor que isso, meu sobrinho pirocudo?"

"Quero. Comer você o quanto antes. Estou tão louco por você que acho que vou chamar uma puta e foder nela pensando em você."

"Boa ideia. Acho que vou fazer a mesma coisa."

Ficou um silêncio no ar.

"Então tá"

"Então tá. Depois me conta como foi com você, tá?"

"Sim, conto, e quero saber como foi com você também..."

Outro silêncio.

"Seu bobinho... Achou mesmo que eu iria ligar para um bofe de aluguel?"

"Achei. Pode chamar um bofe. Porque eu vou chamar uma puta sim. Preciso foder. Estou ficando louco aqui. Punheta não resolve meu problema. Me acalma por meia hora, e olhe lá... depois vem o desespero."

"Ah, a juventude... Então tá, chame sua puta, eu chamo um bofe, depois compartilhamos impressões sobre nossas trepadas com estranhos. Um beijo, querido."

"Um beijo, meu amor. Quinta à noite a gente se vê"

Mal ela desligou o telefone, a campainha da República tocou. Era Tia Emmanuelle. Não tinha voltado para São Paulo. Passou o dia inteiro circulando por Campinas fazendo compras. Olhou profundamente nos meus olhos e disse:

"Não precisa chamar puta nenhuma, seu bobinho. Vem comigo até o flat que aluguei. Quero que você me arregace toda. Quero ser sua putinha. Vem me foder. Vim aqui pra isso."


CONTINUA
NA TERÇA
QUE VEM



Ariel Almada nasceu em São Paulo,
e foi criado em Águas de Lindoya.
Engenheiro Elétrico por formação,
desistiu da profissão
ao montar a rede de lanchonetes
PAMONHARIA DA LUZ VERMELHA,
presente em Shoppings do interior
de São Paulo e de Minas Gerais,
onde garçonetes vestidas como prostitutas
servem aos clientes da casa
comidas, sucos e cervejas à base de milho.



Sunday, October 29, 2017

CALLING DOCTOR LOVE: HIGIENE SENTIMENTAL PARA UMA VIDA SEXUAL SAUDÁVEL E SUPIMPA (#53)



Caro Dr. Love:
Sou casado com uma bela mulher, que enviuvou tragicamente em seu primeiro casamento. Desde que começamos a sair juntos, ela logo deixou claro para mim que eu jamais substituiria seu primeiro marido, e que, com um pouco de sorte, com o passar do tempo, talvez conseguisse me equiparar a ele. Me disse também que eu teria que ser tolerante com ela pois em algumas datas deles dois, ela me deixaria de lado para se dedicar a fazer contato com ele. Eu concordei. Amar é, entre outras coisas, respeitar as maluquices da sua parceira. Só que uma dessas maluquices me preocupa. Minha mulher tem o hábito de ir ao cemitério todo Dia de Finados, deitar nua diante da campa do marido e transar com ele sensorialmente. Resultado: todo Dia de Finados eu tenho que buscá-la na Delegacia, acusada de praticar atentado ao pudor. Ela se recusa a frequentar um psicólogo, e insiste que não há nada de errado no que ela está fazendo. O que eu faço, Dr. Love?
(Raul Julio, Vitória ES)
   
Cara Raul:
Deixa ela, não interfira.
Esteja sempre pronto para socorrê-la,
mas não julgue em momento algum
isso aí que ela faz.
Quem sabe um dia ela cansa e percebe
que está perdendo os melhores anos da vida dela
com uma pessoa que já morreu.
Enquanto isso, pegue umas putas por aí
só para não ficar tão na órbita dela assim
e bola pra frente, bonitão.
Boa sorte!



Caro Dr. Love:
Sou fazendeiro em Palmas e casei com uma vedete que conheci no Rio de Janeiro alguns anos atrás. Ela me prometeu fidelidade, mas deixou claro que jamais abriria mão de sua condição de diva, e que continuaria usando roupas mínimas e provocantes e mantendo a mesma atitude desinibida que sempre teve. Eu concordei com tudo que ela propôs. Mas concordei com um certo receio, pois conheço bem o povo daqui e acho que uma atitude ou outra dela pode eventualmente ser mal interpretada. Moramos na cobertura de um prédio de apartamentos, e ela, de uns tempos para cá, deu para fazer shows eróticos à beira da piscina muito aplaudidos pelos moradores dos prédios vizinhos. O que eu faço para convencer essa mulher de que palmas não é Copacabana, Dr. Love? (Paulo Nillman, Palmas TO) 


Caro Paulo:
Vedete nasce vedete, e não muda jamais.
A melhor coisa para você fazer é
segurar a bucha e deixar a moça se divertir.
Aproveite e tente se divertir um pouco também
embarcando como convidado especial
nos shows eróticos que ela faz
para os moradores dos prédios vizinhos.
O que você tem a perder com isso?
Boa sorte!


Caro Dr. Love:
Eu deveria ser a pessoa mais feliz do mundo, pois casei com a mulher com a bunda mais linda de todos os tempos. Mas infelizmente não sou feliz. Ela é linda, mas é chata pra caralho. Ela fode de uma maneira meio cenográfica que me parece fake demais, e divido que goze de verdade comigo. Para piorar, ela só me deixar dar beijinhos na bunda dela, e olhe lá. Tapinhas, nem pensar, Beliscões, fora de questão. E já anunciou em alto e bom som que jamais irá dar o cu para mim, pois meu pau é muito grosso e ela não quer ficar arrombada por conta dele.Não me deixa nem mesmo curucar com a chapeleta a entrada do seu cuzinho. O que eu faço para que essa cavala maravilhosa deixe de viadagem e libere seu cuzinho para que eu possaa, enfim, ser plenamente feliz com ela? (João Cavalo Jr, Itu SP)

Caro João:
Quer um conselho?
Vai insistindo.
E num dia que ela estiver bebaça,
meta rola no cu dela sem piedade.
Nada de tapas ou violência de qualquer espécie.
Só rola.
No cu dela.
Até ela não aguentar mais.
Faça a coisa do jeito que deve ser feita
e ela para de te encher os culhões.
Boa sorte, bonitão!





Odorico Azeitona vem escrevendo
sobre putaria e sacanagem
para LEVA UM CASAQUINHO
desde o início de 2014.
Expert gabaritadíssimo nesses assuntos,
decidimos convidá-lo para assinar
uma coluna de aconselhamento sexual
para nossos leitores mais atrapalhados.
Odorico não só adorou a ideia
como rapidamente se transformou
no conselheiro sexual menos ortodoxo
do lado de cá do Equador:
DOCTOR LOVE




POESIA PURA: sábios versos sacânicos de RUBENS RODRIGUES TORRES FILHO


No álbum dos nossos momentos felizes
nunca me esquecerei daquela vez
que você gozou tão gostoso, junto comigo,
lá no sofá do apartamento da Mourato
que peidou. Soltou um peido alto,
de prazer? De gratidão? E foi lindo
que aí você me olhou e sorriu encabulada.
Então peido não é amor?
Se vem do cu é menos expressão?
Mais sonoro e sincero poema
de amor, juro: estou para ouvir


 


Rubens Rodrigues Torres Filho
nasceu em Botucatu SP, em 1942.
Formou-se bacharel em Filosofia
na Universidade de São Paulo em 1963;
concluiu o Doutorado em Filosofia
na mesma universidade, em 1967.
Seu primeiro livro de poesia,
Investigação do Olhar,
foi publicado em 1963.
Entre 1965 e 1994 lecionou
História da Filosofia Moderna
e Filosofia Clássica Alemã,
na Universidade de São Paulo.
Por volta de 1970,
participou na criação da revista
Almanaque: Cadernos de Literatura e Ensaio.
Nos anos seguintes traduziu
textos clássicos de filosofia
de Fichte, Kant, Schelling e Nietzsche
para a coleção Os Pensadores (Ed. Abril),
além de textos de Walter Benjamin e Novális.
Publicou os livros de ensaios
O Espírito e a Letra,
Ensaios de Filosofia Ilustrada,
Dogmatismo e Antidogmatismo:
Kant na Sala de Aula,
e a tese O Espírito e a Letra:
A Crítica da Imaginação Pura em Fichte.
Em 1981 recebe o Prêmio Jabuti,
pelo livro O Vôo Circunflexo.
Sua obra poética, de tendências contemporâneas,
inclui os livros A Letra Descalça (1985),
Figura (1987), Poros (1989),
Retrovar (1993) e Novolume (1997).
Para a crítica Sônia Régis,
"a elaboração poética de Rubens Rodrigues Torres Filho
libera uma bem-humorada ludicidade verbal,
recolhendo os sinais mais vulneráveis da cultura
para deles utilizar-se como arcabouço
de algumas formas transgressoras".





AS BOAZUDAS DOS ANOS DE OURO DO CINEMA BRASILEIRO:#40: CYNIRA ARRUDA

por Chico Marques

É complicado definir uma profissional polivalente como Cynira Arruda. Filha da radialista Virginia de Moraes e do jornalista Mario Moraes, ela nasceu em São Paulo em 22 de Abril de 1943, e desde muito jovem sempre esteve envolvida com rádio e TV. Começou como modelo fotográfico, para logo em seguida fazer figuração na TV Tupi e na TV Excelsior. Nunca foi exatamente uma atriz, mas participou do elenco fixo da Família Trapo como Xantipa, a namorada de Sócrates (Ricardo Corte-Real), e fez alguns filmes para o cinema como Janaína, A Virgem Proibida (1972, com Ronnie Von) e Efigênia Dá... Tudo O Que Tem (1975, com Ricardo Petraglia e Nádia Lippi). Nunca foi uma artista gráfica de renome, mas ficou conhecida por ter sido responsável pela arte de capa de alguns LPs dos Mutantes e de Ronnie Von no final dos Anos 60 e início dos Anos 70. Sem contar que foi jornalista de variedades por muitos anos nas revistas Intervalo e Contigo, e migrou para a TV apesar de ter uma voz fina, rouca e totalmente inadequada ao veículo -- deficiência que ela conseguiu transformar em uma marca personalizada. Paralelo a isso, resolveu tentar também a fotografia. Se empenhou e acabou virando uma fotógrafa muito requisitada, passando a assinar editoriais de moda para a Revista Cláudia e ensaios de nu para a Revista do Homem (e depois para a Playboy Brasil). Apesar de ter trafegado com certa destreza por todos esses fronts na Indústria do Entretenimento, foi uma surpresa quando, em 1976, já nacionalmente conhecida como jurada do Programa Flávio Cavalcanti, do Programa Sílvio Santos e do programa do Chacrinha, Cynira decidiu posar nua para as lentes do especialista Luiz Trípoli. E o resultado dessa aventura são essas fotos que mostramos a seguir, que permanecem muito bonitas 41 anos depois de terem sido clicadas.

















SAUDAMOS CYNIRA ARRUDA RESGATANDO
EFIGÊNIA DÁ... TUDO O QUE TEM
UMA COMÉDIA MUITO SIMPÁTICA
QUE, POR SORTE,
ESTAVA DANDO SOPA NO YOU TUBE.

DIVIRTAM-SE.






LAURITA A CUNHADA CAMARADA (um catecismo clássico de Sir Carlos Zéfiro)





































Carlos Zéfiro (1921-1992)
é o pseudônimo
do funcionário público carioca
Alcides Aguiar Caminha,
que ilustrou e publicou
durante as décadas de 1950 a 1970
histórias eróticas em quadrinhos
que ficaram conhecidas por "catecismos",
educando sexualmente pelo menos
três gerações de brasileiros
das mais diversas faixas etárias.
Muito antes do advento
das revistinhas suecas,
da Ilha do Sol de Luz del Fuego,
e dos filmes de Ron Jeremy.