Thursday, September 28, 2017

A LINDÍSSIMA GWYNETH PALTROW COMPLETA 45 ANINHOS, E NÓS AQUI CELEBRAMOS

por Chico Marques


Gwyneth Paltrow é, sem sombra de dúvida, uma das mulheres mais belas da história do cinema.

Nasceu em Nova York, mas cresceu em Los Angeles, California em berço hollywoodiano nobre: seu pai é o produtor John Paltrow, sua mãe é a atriz Blyth Danner, e seu padrinho de nascimento é ninguém menos que Steven Spieberg.

Desde cedo seu corpo esguio, sua beleza delicada, sua pele clara e seus longos cabelos louros chamaram a atenção de muita gente na Indústria.

E nos primeiros testes cênicos que fez, já deixou claro que era muito mais do que apenas mais um rostinho adorável.

Na verdade, Gwyneth é tão bonita que, mesmo sem os pistolões que ostenta, provavelmente teria vingado no métier.



Gwyneth herdou de seu pai a determinação judaica e de sua mãe a beleza e o talento como atriz, além do pragmatismo alemão e da emotividade irlandesa de seus ancestrais.

Começou a atuar aos 11 anos de idade influenciada pelo pai, e estudou teatro na Escola Feminina Spence em NYC, para em seguida mudar para a California estudar Arte na University of California Santa Barbara.

Estreou no cinema num pequeno papel em Shout: Dois Corações, Uma Só Batida (1991), e ao longo dos cinco anos seguintes participou de filmes bem variados como A Força de um Passado (1993), O Círculo do Vício (1994), Seven: Os Sete Crimes Capitais (1995), Jefferson em Paris (1995), O Jogo da Verdade (1995) e O Primeiro Amor de um Homem (1996).



Foi sua performance como protagonista em Emma (1996), clássico de Jane Austen, que abriu caminho para que a convidassem para papeis de mulheres enigmáticas.

Participou de Hard Eight (1997), soberbo filme de estreia de Paul Thomas Anderson, e no ano seguinte embarcou ao lado de Ethan Hawke no elenco de uma adaptação livre de Great Expectations (1997), clássico de Charles Dickens, sob a direção de Affonso (GravidadeCuarón

Daí para fazer a encantadora Viola em Shakespeare Apaixonado (1998) -- que lhe rendeu merecidos prêmios de Melhor Atriz no Golden Globe, no Screen Actors Guild e no Oscar -- foi um pulinho.

A partir daí, tornou-se uma estrela de primeira grandeza, e brilhou em filmes como O Talentoso Ripley (1999), Os Excêntricos Tennebaums (2001) e Sylvia (2003), e ainda participou da -- para alguns, não para mim (NE) -- ultrajante e divertidíssima comédia dos irmãos Farrelly O Amor É Cego! (2004), ao lado de Jack Black.



Gwyneth Paltrow tornou-se uma das mulheres mais odiadas do mundo quando se envolveu com Brad Pitt entre 1994 e 1997.

Assim que se separou dele, voltou a ser admirada pelas mulheres do mundo todo.

Namorou com Ben Affleck entre 1997 e 2000, e em 2002 casou com o cantor Chris Martin, do grupo Coldplay, com quem teve dois filhos. Separaram-se em 2016.

Tem trabalhado pouco nos últimos anos por motivos de saúde. Suas poucas aparições na tela nos últimos anos foram no divertido e injustiçado Mortdecai (2015), ao lado de Johnny Depp, e como Pepper Dots, a assistente-namorada de Tony Stark em vários filmes das séries Homem de Ferro, Os Vingadores e O Homem Aranha.



Celebramos o aniversário de 45 anos de Gwyneth Paltrow resgatando seus 12 melhores filmes.

Lembrando que todos eles estão disponíveis nas estantes da Paradiso Videolocadora.



JOGADA DE RISCO
(Hard Eight, 1996, 102 minutos, dir.: Paul Thomas Anderson)

Jogador expert Sydney Brown (Philip Baker Hall) ensina um iniciante em blackjack como se dar bem no jogo. Dois anos depois o veterano encontra seu pupilo John,e descobre que ele se tornou um excelente aluno, Ele também o ajuda a conquistar Clementine, jovem garota que trabalha como garçonete. John não se importa que, nas horas vagas, Clementine seja também uma prostituta. Até que um evento muda completamente a vida destas três pessoas.
GRANDES ESPERANÇAS
(Great Expectations, 1998, 111 minutos, dir.: Affonso Cuarón)

Modernização do clássico de Charles Dickens sobre o órfão Bell, seu amor pela bela e fria Estella, criada por senhora cruel que busca vingança contra os homens por ter sido abandonada beira do altar, e o misterioso benfeitor que muda o destino do rapaz.
SHAKESPEARE APAIXONADO
(Shakespeare In Love, 1998, 123 minutos, dir.: John Madden)

O jovem astro do teatro londrino William Shakespeare (Joseph Fiennes) sofre de bloqueio criativo e não consegue escrever sua peça. Um dia, ele conhece Viola De Lesseps (Gwyneth Paltrow), uma jovem que sonha em atuar, algo proibitivo no final do século XVI. Para burlar o preconceito e ter sua chance, Viola se disfarça de homem e começa a ensaiar o texto de Will, que começou a fluir e passou a dar vazão ao amor entre os dois. O que eles não contavam era com o casamento arranjado pela família entre Viola e Lorde Wessex (Colin Firth).
O TALENTOSO RIPLEY
(The Talented Mr. Ripley, 1999, 134 minutos, dir.: Anthony Minghella)

Tom Ripley (Matt Damon) possui um dom incomum: capaz de imitar, com perfeição, a asssinatura, a voz, o modo de se mexer, tudo numa pessoa. Graças a um casaco emprestado, conhece o empresário Herbert Greenleaf (James Redhorn), que lhe oferece mil dólares para ir Europa trazer de volta seu filho, Dickie (Jude Law). Ripley aceita a oferta e termina por desfrutar da boa vida e da amizade de Dickie e de sua namorada Marge (Gwyneth Paltrow), tornando-se hóspede de ambos. Entretanto, desconfianças pairam sob o passado de Ripley, criando situações contrárias aos seus interesses, o que o leva a matar Dickie e assumir sua identidade.
OS EXCÊNTRICOS TENENBAUMS
(The Royal Tenenbaums, 2001, minutos, dir.: Wes Anderson)

Royal Tenenbaum (Gene Hackman) e sua esposa Etheline Tenenbaum (Anjelica Huston) tiveram três filhos, Chas (Ben Stiller), Margot (Gwyneth Paltrow) e Richie (Luke Wilson), e logo depois resolveram se separar. Com o passar dos anos cada um dos filhos demonstrou talentos diferentes, tornando-se todos bem-sucedidos. Chas logo em sua adolescência resolveu investir em bens, demonstrando um dom natural para finanças, enquanto que Margot se tornou uma escritora de sucesso e Richie um tenista profissional de sucesso. Mas toda a história de sucesso dos três jovens Tenenbaums é esquecida quando seu pai resolve reatar os antigos laços e lutar pelo amor de Etheline, que está prestes a se casar com seu contador, Henry Sherman (Danny Glover).
O AMOR É CEGO!
(Shallow Al, 2001, 114 minutos, dir.: Bobby & Peter Farrelly)

Hal (Jack Black) é um homem que segue à risca o conselho de seu pai e apenas se interessa por mulheres que tenham um físico perfeito. Mas tudo muda quando ele por acaso se encontra com Anthony Robbins, um guru de auto-ajuda que o hipnotiza e faz com que ele apenas possa visualizar a beleza interior das mulheres, em detrimento de seu físico. Sem saber que está sob o efeito de hipnose, Hal então se apaixona por Rosemary (Gwyneth Paltrow), uma mulher obesa que é vista por ele como se fosse uma verdadeira deusa. Até que, após ser retirado da hipnose por seu amigo Mauricio (Jason Alexander), ele passa a ver como Rosemary é de verdade fisicamente e precisa tomar uma decisão sobre seu relacionamento com ela.
SYLVIA
(Sylvia, 2003, 110 minutos, dir.: Christine Jeffs)

A história de Sylvia Plath (Gwyneth Paltrow), uma das mais famosas novelistas da literatura norte-americana. Nascida em Boston durante a Grande Depressão, Sylvia ainda jovem tentou cometer suicídio, na casa de sua mãe. Ela viaja à Inglaterra para estudar em Cambridge e lá conhece o jovem poeta Ted Hughes (Daniel Craig), por quem se apaixona e vive um longo romance.
VOANDO ALTO
(View From the Top, 2003, 87 minutos, dir.: Bruno Barreto)

Donna Jensen (Gwyneth Paltrow) é uma garota pobre que desde criança tem um grande sonho: se tornar aeromoça e ter uma vida glamourosa, viajando pelos cinco continentes. Porém, logo ao entrar na Escola para Comissárias de Bordo ela percebe que a realidade será bem diferente do sonho que imaginava.

SKY CAPTAIN E O MUNDO DO AMANHÃ
(Sky Captain & The World Of Tomorrow, 2004, 106 minutos, dir.: Kerry Conran)


Em uma Nova York do final dos anos 1930, a repórter Polly Perkins (Gwyneth Paltrow) descobre que os cientistas mais famosos do mundo estão desaparecendo. Após a cidade ser atacada por imensos robôs voadores, ela resolve pedir ajuda ao piloto e aventureiro e seu antigo namorado Joseph "Capitão Sky" Sullivan (Jude Law) e Dex (Giovanni Ribisi), o fiel ajudante dele. A missão principal do grupo é localizar o megalomaníaco doutor Totenkopf (Laurence Olivier), que está escondido em algum lugar do Nepal e planeja destruir o mundo.
ONDE O AMOR ESTÁ
(Country Strong, 2010, 112 minutos, dir.: Shana Fest)

Kelly Canter (Gwyneth Paltrow) era uma estrela da música country, mas o vício da bebida destruiu sua carreira. Agora que ela saiu da clínica de reabilitação, seu produtor e marido James (Tim McGraw) a quer de volta aos palcos de onde nunca deveria ter saído. Porém, esse recomeço pode ser difícil para ela e, para sair em turnê, os dois contratam jovens artistas para novos trabalhos e abertura de shows. Assim, Beau Hutton (Garret Hedlund) e Chiles Stanton (Leigthon Meester) entram para a trupe. É quando alguns conflitos começam a surgir e o medo de uma recaída vem à tona, mas o brilho de uma estrela nunca se apaga.
TERAPIA DO SEXO
(Thanks For Sharing, 2012, 110 minutos, dir.: Stuart Blumberg)


Adam (Mark Ruffalo) e Phoebe (Gwyneth Paltrow) iniciam um relacionamento, só que quando ela quer apimentar um pouco as coisas, ele hesita pois não está pronto para contar a verdade: de que está passando por um tratamento contra o vício por sexo. Ao lado de Mike (Tim Robbins), Neil (Josh Gad) e Dede (a cantora Pink), Adam faz uma terapia de 12 passos contra essa dependência e compartilha frequentemente seus desafios, medos e confusões sobre o que está passando.
AMANTES
(Two Lovers, 2008, 120 minutos, dir.: James Gray)

Leonard Kraditor (Joaquin Phoenix) já tentou o suicídio diversas vezes. Ele não se recuperou do fim do noivado há dois anos, devido a uma doença, que ele e sua noiva possuíam, que faria com que seus filhos falecessem antes de completar um ano de vida. Seus pais, Reuben (Moni Moshonov) e Ruth (Isabella Rossellini), vivem preocupados com o filho e tentam fazer com que namore Sandra Cohen (Vinessa Shaw), filha de um casal amigo. Os dois se conhecem em um jantar na casa dos Kraditor, mantendo contato a partir de então. Dias depois Leonard conhece Michelle Rausch (Gwyneth Paltrow), sua vizinha, que está refugiada no corredor para evitar o mau humor de seu pai. Leonard oferece estadia em sua casa até que ele se acalme e logo demonstra interesse nela. Entretanto Michelle namora um homem casado, que sempre lhe promete que deixará a família mas nunca cumpre, e ainda tem problemas com drogas. Esta situação faz com que Leonard tenha que se decidir entre a paixão e o risco de viver com Michelle e o carinho e a tranquilidade oferecidos por Sandra.








COISAS DO BRASIL: CABRAL E SUAS MULHERES (por Álvaro Carvalho Jr.)

pinturas: DiCavalcanti


Susana Neves Cabral, funcionária da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e ex-esposa do ex-poderoso Sérgio Cabral, entrou com um pedido junto à Assembléia reivindicando um penduricalho econômico aprovado pelos nobres senhores-deputados-estaduais-cariocas conhecido por “Bolsa Reforço Escolar”. Isso significa que um dos três filhos que Susana teve com o ex-governador atualmente encarcerado, receberá a mísera quantia de R$1.136,50 mensalmente para pagamento da escola. Considerando-se, claro, que o rebento ainda não atingiu os 24 anos. Os outros dois, infelizmente, já perderam o prazo de validade.

A desfaçatez desse povo não tem limites. Com as contas arrebentadas e com milhares de funcionários -professores incluídos- sem receber um tostão, o governador do Rio, Pezão (esse é outro...), vive de chapéu nas mãos em Brasília para tentar arrumar algum. Claro, Susana vai afirmar de pés juntos que tem todo o Direito de receber o tal penduricalho, pois está na Lei. E ela está certa. Mas, existem momentos em que o Direito vem ferir diretamente a Ética, coisa que, para esse pessoal irresponsavel e sem a menor noção cívica, pouco importa.

Para início de conversa, a simples existência do penduricalho já mostra o nível de desleixo dos deputados da Alerje. Mostra, inclusive, que os digníssimos deputados não passam de um bando de bananas ao criar e aprovar uma maluquice dessas, claramente para amaciar seus funcionários. Dinheiro público é sagrado e precisa ser tratado com respeito infinito, coisa que neste país de políticos insanos é uma raridade. No período trágico de Sergio Cabral, os desmandos com dinheiro público chegaram a uma situação insuportável, preço que a população está pagando e pagará por muito tempo ainda.

O interessante é que, até agora, nenhum vereador, secretário municipal, prefeito, deputado estadual, secretário estadual, o governador e membros da Justiça reclamaram de atraso nos pagamentos dos salários. Ou o parcelamento. Claro, isso é para o funcionalismo, a polícia, professores. A raia miúda, enfim. Aos amigos do Rei e daqueles que mamam na mesma teta, tudo é possível. Esse mundo sujo e anti-ético, apesar de legal, espalha-se por todo País, atingindo seu ponto mais alto em Brasília, onde a viúva dá de mamar a 513 insaciáveis deputados e 81 senadores, sem levar em conta seus áulicos funcionários da Câmara e do Senado. Imaginem!, 81 senadores, 3 por Estado, um absurdo de assustar até o Quentin Tarantino. Ou o Stephen King.

Transformaram a vida política num enorme bordel, num vale tudo assustador que não nos mostra um pequeno sinal derradeiro. Vivemos tempos loucos, estranhos, dignos de um conto de Edgar Allan Poe. Tão tresloucado e insano que a segunda esposa de Sergio Cabral, a inacreditável e cara de pau Adriana Anselmo, atualmente cumprindo prisão domiciliar numa bela cobertura elegante na elegante Zona Sul do Rio de Janeiro, recebe seus drinques em casa do requintado restaurante Antiquário, um dos mais caros e sofisticados do país. Afinal, a pobre moça precisa cuidar dos filhos e, em consequência da prisão, não pode sair de casa. Oremos...


Não sei se Pelé quis realmente homenagear Cristiano Ronaldo ou se pretendia manter-se na mídia, mas a verdade é que ele enviou um twiter ao jogador português pelos 77 gols feitos pela Seleção Portuguesa. Não deixa de ser um feito de respeito. Cristiano chega, assim, ao mesmo nível de Pelé na Seleção Brasileira. Mas, aos que gostam de números, Pelé pode ter sido irônico: para atingir os 77 gols, Cristiano vestiu a camisa da seleção 144 jogos em tempos que existem bem mais campeonatos envolvendo seleções do que antigamente. Pelé precisou de 92 jogos. Então ficamos assim: Cristiano manteve uma média de 0,54 gols por jogo. Pelé atingiu impressionantes 0,84. Quase chega a 1 gol por partida. Não é mole não...

Álvaro Carvalho Jr. é jornalista aposentado
e trabalhou para vários jornais e revistas
ao longo de 40 anos de carreira.
Colabora com LEVA UM CASAQUINHO
quando quer e quando sente vontade,
pois, como dissemos acima,
Álvaro Carvalho Jr. é jornalista aposentado.

EDUARDO CAVALCANTI SAÚDA OS 70 ANOS DE STEPHEN KING EM PRÓXIMA PARADA



Eduardo Rubi Cavalcanti
é jornalista desde a década de 80.
Trabalhou em A TRIBUNA de Santos
e em várias outras publicações. 
É Mestre em Comunicação Social
pela Universidade Metodista de São Paulo
e leciona Jornalismo na Unisantos,
onde cursou sua graduação.
Publica domingo sim, domingo não,
em A TRIBUNA de Santos,
a página PRÓXIMA PARADA,
que reproduzimos aqui.

O JALECO E O HAMBURGER (uma crônica de Marcus Vinícius Batista)

ilustração: Osvaldo DaCosta 


Ariovaldo vestia todos os equipamentos de segurança para um trabalho de poucos riscos. Usava capacete branco, comum na construção civil, calça camuflada modelo militar, botas sete léguas, camisa escura e jaleco, além de luvas de borracha. Em silêncio, ele estava sozinho no combate. O exército de um homem só.

Embora veja como coletiva sua responsabilidade profissional, Ari prefere agir por si mesmo. Ele não consegue lutar em grupos. Prefere fazer o serviço isolado. Assim, o controla. Garante a eficiência, sem palpites de subordinados ou chefes! Não se importa com os comentários; afinal, comunica-se discretamente e transpira vergonha. Conversa? Apenas o necessário, pois o trabalho é infinitamente mais importante do que jogar palavras com qualquer um. Pode ser alguém que passa apressado. Pode ser alguém que trabalha por ali e o vê duas, três vezes por semana.

Depois de alguns segundos de reflexão, Ari se abaixou e recolheu um punhado de folhas. As luvas de borracha servem para isso: protegê-lo da água suja que se move lentamente na sarjeta. Abraçou, então, três caixas de papelão, que serviram para embalar cosméticos na farmácia em frente. Andou mais cinco metros e recolheu quatro caixotes de madeiras, daqueles que saíram do Ceagesp e encontraram destino final (até a chegada de Ari) no ponto de venda, um supermercado de bairro.

Aquele sujeito, de 30 anos, não é parte do mapa. Muda o relevo das imediações da Igreja da Pompéia, bairro nobre de Santos, mas não recebe o crédito. Para ele, crédito existe para quem tem os documentos do governo. Nem se parece com dinheiro. O trabalho dele é exatamente transformar em dinheiro mercadorias com ciclo encerrado na economia cotidiana, miúda até.

O jaleco atrai os olhares, mas afasta as aproximações curiosas. Preto, traz em verde fosforescente: agente ambiental. Esta é a missão que Ari impôs a si próprio. O dinheiro é conseqüência; o que o mantém animado é a mudança de cenário, a limpeza de um pedaço da praça, onde trabalhou por horas em mais um sábado de chuva.

Todo o material recolhido vai parar em uma carroça amarela, daquelas padronizadas e vistas – a desigualdade invisível – na rotina urbana. A carroça, organizada em compartimentos, é a casa e local de trabalho do agente ambiental. Ali, estão alimentos estocados, roupas de dormir, utensílios domésticos e os materiais que serão revendidos.

A chuva era contingência. Ari não diminuía o ritmo. O capacete, além da segurança, servia como improvisado guarda-chuva. Quando achou que o expediente terminara, com a carroça ajeitada, Ari esbarrou em um copo plástico à beira da calçada. E mais: outro copo boiava na água negra da sarjeta.

Ele balançou a cabeça negativamente e reclamou de que aquela tarefa parecia sem final. Foi à carroça, apanhou uma vassoura piaçava e varreu a água para o bueiro. Os copos foram parar na cestinha de lixo amarrada ao poste. Como alguém a três metros da cesta jogava dois copos no chão?

Ari não percebeu que era observado. Veio conversar com a objetividade dos diálogos de todo dia. E bombardeou com perguntas diretas:

- Eu peguei uma caixa de hambúrguer no lixo do supermercado. Venceu ontem. O que você acha? Tem problema?

Não tive tempo de responder. Ele se encarregou de completar o que poderia ser uma conversa:

- Olha, eu acho que não. Um dia só. Tenho a frigideira e o óleo. Você pode me ajudar a comprar o pão?

Com o dinheiro na mão, agradeceu e, quando ensaiava ir embora, notou que a praça precisava ser limpa novamente. O soldado verde não tinha munição para mudar a rotina da rua Euclides da Cunha. A produção de lixo era maior do que seu limite físico ou sua preocupação coletiva. Ao olhar para ele, fechado numa consciência ambiental particular, preferi não perguntar o porquê da vestimenta. Ele poderia se ofender diante de tamanha incompreensão.


(publicado originalmente em 31 de Outubro de 2008)

Marcus Vinícius Batista
é o cronista santista número um, ponto.
É autor de "Quando Os Mudos Conversam"
Realejo Livros),
coletânea de crônicas escritas
entre 2007 e 2015,
e mantém uma coluna semanal
no Boqueirão News
que é aguardada com avidez
por sua legião de leitores.
Atendendo a um pedido
de LEVA UM CASAQUINHO,
ele se dispôs a resgatar
algumas de suas crônicas favoritas
escritas nos últimos anos
para republicação no BAÚ DO MARCÃO.

CAFÉ & BOM DIA #76 (por Carlos Eduardo Brizolinha)


Essa de carimbar como credenciado por ter sido traduzido em 70 ou sei lá quantos países não significa qualidade. Poderia citar uma centena de exemplos, mas não vou perder tempo. Li alguns autores de ficção e confesso que apreciei poucos dos que surgiram, nem um novo Asimov, Clark, Verne. Não me apraz essa de monstros disformes, alienígenas, predadores do espaço e por ai vai. Ficção que me dá prazer tem que ter vértice de serem possíveis acontecer. Minha companheira é fã incondicional e lá vou eu me sentido chapado de ácido lisérgico, não aguento mais super-hérois, a contrapartida é tê-la ao lado assistindo filmes tal como "Amour" do Haneke, Nebraska que para ela é de uma monotonia tal que dá vontade de tomar cicuta. Nunca li nada de Margaret Atwood e me interessei face a insistência dela para que assistisse o seriado "The Handmaid’s Tale" que de certa forma avança como se fosse um filme dos que gosto e ela não. Baseado no "Conto da Aia" nos faz atravessar dentro de uma teocracia onde a peste ou sei lá o quê, não é explícito, torna infértil boa parte da população e a personagem Offrey face infertilidade mundial resultou no recrutamento das poucas mulheres fecundas remanescentes em Gileade, chamadas de "servas". Fui conferir a qualidade da literatura de Atwood e é realmente digna de ser levada a sério, principalmente pelo adorável livro de contos "Dicas da Imensidão"


UMA ESTAÇÃO EM ADEN é o que leio num dos meus arquivos. Phillipe Sollers revisa o livro de Jean Jacques Lefréve "Arthur Rimbaud" portentoso livro de 1 240 páginas. Outro livro que mapeia os passos de Rimbaud é "Rimbaud à Adem" de Hughes Berrou e Pierre Leroy, neste podemos apreciar as fotos de 1880. Não há uma única árvore, nem mesmo ressecada, grama, sequer uma gota de água doce. Aden é uma cratera de vulcão extinto cujo o fundo é recoberto de areia do mar. Não vê nem se toca absolutamente nada além de lava e areia. Nesse buraco assamos como estivéssemos num forno. Nesse ambiente Rimbaud não expressa nenhum romantismo, tensão, somente carrega objetivos financeiros, austeros e precisos. Enfastiado, não lê jornais, romances. Se esmera em ficar fluente em Árabe para vencer na sua atividade. Não fala da sua vida passada e, se alguém perguntar sobre criação poética, diz ter sido um período de embriaguez, absurdo, ridículo, repulsivo. Está distante da escola poética decadente. Onde vai o poema " Voyelles " ? Seu plano é ganhar dinheiro, voltar um dia, muito embora estar habituado a vida errante e aos climas quentes. Tudo menos literatura. Olho a fotografia de Rimbaud com cinco personagens coloniais e ele destoa zombando das animações culturais. Na foto exibem armas como se estivessem de volta de uma caçada. Vejo Rimbaud pousar sua mão no cano de seu fuzil. É Rimbaud numa região onde se massacram, pilham, mas é tratado com consideração devido aos seus procedimentos humano. O tempo vai levando para o passado "Une Saison en Enfer" Os poetas não matam, não massacram, não saqueiam. Os poetas são gentis, mas não tem peso. "Alfre Bardey que foi seu patrão nos oferece uma observação. "Sua caridade, discreta e ampla, foi provavelmente uma das muito poucas coisas que fez sem zombaria e sem aversão"


É encantadora a sensação quando encontramos num texto ideias tão renovadoras, revolucionárias, cuja a arma seja sensibilidade da alma. T S Eliot abriu uma estrada majestosa na literatura com dois livros. O primeiro "Prelúdios" e o segundo "A Canção de Amor de J Alfred Prufrock", ambas de 1917. Eliot buscou o doutorado em filosofia, mas foi a poesia que o convocou, nunca terminou seu curso. O destino se mostrou sábio pois seu legado deixa para a literatura um dos personagens arrebatadores. Na poesia, A Canção de Amor de J. Alfred Prufrock). O poema que foi descrito como um “drama de angústia literária” é um monólogo de um homem urbano frustrado nos seus desejos. Atravessamos a rua com um pateta redimido de sua boçalidade, faz jus a ironia na obra que é o arranque para sua expressiva vocação. Cinco anos depois veio "A Terra Desolada" com suas vozes articulando gemidos fantasmagóricos rogando renascimento. Revolucionário! Revolucionário com Joyce, Proust, Woodsworth. O pessimismo da obra de Eliot é um pessimismo que não passa, é o que sentimos agora. Eliot propõe um exercício intelectual que resulta numa estética nostálgica inovando na forma, suas associações, reciclagens, ainda que baseando se em "A Lenda do Rei Pescador" para "Terra Desolada" ou em outras que também são recicladas, é o caso de "Assassínio na Catedral". afinal (...) Poetas imaturos imitam, poetas maduros roubam.


Há dois mil e quinhentos anos, no dealbar do pensamento filosófico ocidental, Sócrates tinha reputação de ser o homem mais sábio da Grécia. Um dia, Gláucon, um jovem ateniense abastado, desafiou-o a responder a uma questão sobre como havemos de viver. O desafio constitui um elemento-chave na República de Platão, uma das obras estruturantes da história da filosofia ocidental. É também uma formulação clássica de uma escolha última. Segundo Platão, Gláucon começa por contar uma vez mais a história de um pastor que servia o soberano de Lídia. Um dia, estava o pastor com o seu rebanho quando se abateu uma tempestade sobre o local onde se encontrava e se abriu um abismo no solo. Ele desceu pelo abismo e, uma vez lá no fundo, encontrou um anel de ouro, que colocou no dedo. Alguns dias depois, sentado com outros pastores, calhou começar a brincar com o anel e, para seu espanto, descobriu que, quando girava o anel de determinada forma, tornava-se invisível aos olhos dos seus companheiros. Uma vez feita esta descoberta, arranjou maneira de ser um dos mensageiros enviados pelos pastores ao rei, para dar conta do estado dos rebanhos. Chegado ao palácio, usou o anel para seduzir a rainha, conspirou contra o rei, matou-o e, assim, obteve a coroa. Gláucon considera que esta história encerra uma visão comum sobre a ética e a natureza humana. A implicação da história é que qualquer pessoa que possuísse tal anel faria tábua rasa de todos os padrões éticos. De seguida, Gláucon desafia Sócrates a provar que esta opinião comum da ética é errada. Prova-nos, diz ele, que uma pessoa sensata que descobrisse o anel continuaria, ao contrário do pastor, a fazer o que era certo. Segundo Platão, Sócrates convenceu Gláucon e os outros atenienses presentes de que, seja qual for o lucro que a injustiça pareça proporcionar, só aqueles que agem de forma correta são realmente felizes. Que outra resposta poderíamos dar a Gláucon? Uma “resposta” que não é resposta alguma consiste em ignorar o desafio. Há muitas pessoas que o fazem. Vivem e morrem irrefletidamente, sem alguma vez se terem perguntado quais os seus objetivos e por que fazem o que fazem.


Era uma vez um pintor que tinha um aquário com um peixe vermelho. Vivia o peixe tranquilamente acompanhado pela sua cor vermelha até que principiou se a tornar se negro a partir de dentro. Um nó preto a partir atrás da cor encarnada. O nó desenvolvia-se alastrando e tomando conta de todo o peixe. Por fora do aquário o pintor assistia surpreendido ao aparecimento do novo peixe. O problema do artista era que obrigado a interromper o quadro onde estava o peixe vermelho e o vermelho do peixe. Não sabia que fazer da cor preta que o peixe lhe ensinava. Os elementos do problema constituíam-se na observação dos fatos e punham-se por esta ordem; vermelho pintor - sendo o vermelho o nexo entre o peixe e o quadro do pintor. O preto formava a insídia do real e abria um abismo na primitiva fidelidade do pintor. Ao meditar sobre as razões da mudança exatamente quando assentava na sua fidelidade, o pintor supôs que o peixe efetuando um numero de mágica, mostrava que existia apenas uma lei abrangendo tanto o mundo das coisas como da imaginação. Era a lei da metamorfose. Essa metamorfose é mais rapidamente percebida por quem está olhando o aquário e o peixe tem nos olhos do pintor o espelho.


BOM DIA PARA TODOS E CAFÉ QUENTINHO.


Carlos Eduardo "Brizolinha" Motta
é poeta e proprietário
da banca de livros usados
mais charmosa da cidade de Santos,
situada à Rua Bahia sem número,
quase esquina com Avenida Mal. Deodoro,

bem ao lado do Empório Homeofórmula,
onde bebe diversas xícaras de café orgânico
ao longo de seu dia de trabalho.



CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DESTE FIM DE SEMANA NA NONA TARRAFA LITERÁRIA




Wednesday, September 27, 2017

SAUDAMOS NOSSAS ANIVERSARIANTES VINTAGE DESTA SEMANA (25 a 28 de Setembro)

Textos por Chico Marques



CATHERINE ZETA-JONES
Swansea, Wales UK
September 25, 1961






De todas as atrizes surgidas na tela grande nos últimos 30 anos, nenhuma ostenta uma beleza clássica tão desnorteante quanto Catherine Zeta-Jones. É, sem dúvida, uma das mulheres mais lindas e talentosas do cinema em todos os tempos. Aos dez anos de idade, ela já cantava e dançava na companhia teatral de uma congregação católica em Wales. Aos 15 anos foi para Londres tentar fazer sucesso nos palcos. Estreou na TV num papel recorrente na série The Young Indiana Jones Chronicles, e em 1995 ganhou seu primeiro papel como protagonista na minissérie Catherine The Great, sobre a imperatriz russa Catarina II. No cinema, ela estreou em 1990 num pequeno papel no filme Les Mille et Une Nuits, de Philippe de Broca, e depois participou de uma notável sucessão de abacaxis cinematográficos, até que Steven Spielberg a viu, se encantou, e a indicou para contracenar com Antonio Banderas em A Máscara do Zorro. A partir daí, sua carreira no cinema finalmente começou a andar para a frente, em filmes como A Lenda de Zorro (novamente com Banderas), A Armadilha (com Sean Connery), Os Queridinhos da America (com Julia Roberts, Billy Crystal, John Cusack), Chicago (com Richard Gere e Renée Zellwegger, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2003), Traffic (com Michael Douglas e Benício Del Toro) e O Terminal (com Tom Hanks). Tem recebido poucos convites nos últimos anos, pois ficou com fama de "difícil" por atrasar cronogramas de produção. Foi quando descobriu que sofre de transtorno bipolar, e se recolheu. É casada com Michael Douglas há 19 anos, e tem dois filhos com ele: Dylan e Carys.







HEATHER LOCKLEAR
Westwood, California
September 25, 1961




Heather Locklear é a "good girl gone bad" por excelência. Linda, doce, maravilhosa, e talentosa, tudo parecia conspirar a seu favor.  Começou meio perdida no elenco de Dinastia, depois participou de P J Hooker ao lado de William Shatner, e então virou Amanda Woodward, a vilã mais adorável da América, na série Melrose Place (1993/1999). Quando finalmente se desvencilhou de um contrato de 15 anos com o produtor de TV Aaron Spelling, Heather sentiu que estava na hora de pular para o cinema. Mas não deu muito certo, e ela voltou rapidinho para a TV, onde reforçou o elenco de Spin City, contracenando primeiramente com Michael J Fox, e mais adiante com Charlie Sheen. De 2003 para cá, no entanto, nenhum de seus projetos emplacou, Heather quebrou financeiramente, e, para piorar, teve problemas com a polícia por dirigir perigosamente sob o efeito de tranquilizantes. Foi casada com o baterista Tommy Lee do grupo de rock farofa Mötley Crüe entre 1986 e 1993. Em 1994, ela se casou com o guitarrista Richie Sambora, do grupo Bon Jovi, com quem teve uma filha: a hoje modelo de sucesso Ava Sambora. Heather e Richie permaneceram juntos por 13 anos, até que se divorciaram em 2007. Nos últimos anos, tentou suicídio em duas ocasiões em meio a crises de ansiedade e de depressão.






LINDA HAMILTON
Salisbury, Maryland
September 26, 1961


Linda Hamilton é um daqueles casos curiosos de atrizes inegavelmente talentosas que jamais conseguiram papéis à altura de seus talentos, e acabaram perdendo o leme de suas carreiras. Desde criança, ela era uma menina prodígio. Devorou toda a biblioteca de sua família na adolescência. Depois foi uma das a,lunas mais aplicadas de Lee Strasberg em Nova York. Estreou na TV no novelão inclassificável Secrets of Midland Heights (1980/1981), onde despontou para o anonimato. Sua estréia no cinema aconteceu em 1982 em papéis pouco expressivos, que só foram ganhar relevo com O Exterminador do Futuro (1984, com Arnold Schwarzenegger) e Black Moon Rising (1986, com Tommy Lee Jones). Mas era pouco para suas expectativas, e ela decidiu retornar à TV, onde fez dois seriados de muito sucesso; Murder, She Wrote (com Angela Lansbury) e A Bela e A Fera (com Ron Pearlman). Desde então, Linda ela se alterna entre papéis no cinema e na TV, onde sempre dá demonstrações inegáveis de talento. Casou-se três vezes: com Peter Horton (1979/1980), depois Bruce Abbott (1982/1989), e por último com o diretor de cinema James Cameron (1997/1999), que lhe rendeu um acordo de divórcio avaliado em 50 milhões de dólares. Tem trabalhado muito pouco nos últimos dez anos, e, assim como Catherine Zeta-Jones, sofre de transtorno bipolar.



BROOKE ADAMS
New York City, NY
September 26, 1949



Quando surgiu no cinema fazendo uma pequena participação em O Grande Gatsby (1973), de Jack Clayton, Brooke Adams já vinha de uma série de montagens de muito sucesso na Broadway e Off-Broadway nos Anos 1970 ao lado de amigos como Stanley Tucci e Tony Shalloub (com quem viria a se casar em 1993, e ter 3 filhos). Brooke começou a atuar aos 6 anos de idade no grupo de teatro de seu pai, em Michigan, e nunca mais parou. No cinema, começou a aparecer para valer em 1978 no magnífico Cinzas do Paraíso, de Terrence Malick, e na impressionante refilmagem de Philip Kaufman para o clássico de Don Siegel Os Invasores de Corpos ao lado de Donald Sutherland e Leonard Nimoy. Infelizmente não teve a sorte de participar de filmes tão bons quanto esses nos anos que se seguiram. Por conta disso, pouco a pouco Brooke foi-se retirando da cena cinematográfica e se dedicando apenas à TV e ao Teatro na condição de atriz e diretora. É uma artista no sentido mais amplo e pleno do termo.




OLIVIA NEWTON-JOHN
Cambridge, UK
September 26, 1948



A família Newton-John emigrou em 1954 para Melbourne, Austrália, onde o pai de Olivia começou a trabalhar como professor na faculdade de Ormond, na universidade de Melbourne. Com quatorze anos, ela formou uma banda de garotas, Sol Four, com três colegas, e logo estava aparecendo regularmente nas rádios e nos shows de televisão australianos. Entrou em um concurso de talentos no programa de televisão, Sing Sing Sing, e ganhou a competição. Como prêmio, recebeu um convite de trabalho na Inglaterra. Gravou seu primeiro single pela gravadora inglesa Decca Records, em 1966, mas seu primeiro album solo viria somente em 1971: If Not For You, fazendo da canção título escrita por Bob Dylan seu primeiro hit internacional. A partir daí, pouco a pouco, sua carreira como cantora começou a emplacar nas paradas pop do mundo todo -- e uma carreira paralela no cinema veio naturalmente, através de filmes musicais como Grease e Xanadu. Mas Olivia nunca conseguiu ser levada a sério como atriz, e quando ela percebeu que o cinema não estava ajudando em nada sua carreira como cantora, focou no que sabia fazer de melhor: cantar. Nesses últimos 15 anos, Olivia trocou o repertório pop de outras épocas por canções religiosas e canções de Natal, e não parece mais interessada em perseguir o sucesso artístico. Hoje ela é uma linda senhorinha muito bem comportada de 69 anos de idade.





CARRÉ OTIS
San Francisco, California
September 28, 1968








A modelo californiana Carré Otis é uma linda mulher desde a adolescência. Aos 16 foi descoberta pelo presidente e director criativo da Elite Model Management, John Casablancas. Queimou etapas na carreira, trabalhou desde cedo com fotógrafos famosos como Bruce Weber e Herb Ritts, e antes dos vinte anos brilhou nas capas de Elle, Vogue, Harper's Bazaar, Cosmopolitan, Allure, Mirabella e Marie Claire, além do Pirelli Calendar, da Sports Illustrated Swimsuit Millennium Edition e da Playboy, onde foi capa oito vezes. Estreou no cinema em Orquídea Selvagem (1990), filme erótico bem duvidoso de Zalman King, ao lado de seu namorado Mickey Rourke, com quem manteve uma relação extremamente turbulenta por quase dez anos, abastecendo a imprensa de celebridades com uma infinidade de incidentes pitorescos. Quando assumiu que era dependente química, teve que abrir mão de sua carreira, pois ninguém iria mais contratá-la. Com a ajuda de Rourke, livrou-se da heroína em 1994. Sua luta para livrar-se de outras substâncias continuou até 1996. Mickey e ela se separaram em 1998, pois um não aguentava mais olhar na cara do outro. Ainda em boa forma física, Carré Otis retomou no mesmo ano sua carreira num esquema mais low-profile. Em 2005, largou a carreira para se casar com Matthew Sutton, um cientista ambiental, e os dois hoje vivem no Colorado com suas duas filhas: Jade e Kaya. A autobiografia de Carré Otis, Beauty Disrupted: A Memoir, foi lançada em outubro de 2011.