Friday, June 30, 2017

CHARLES BUKOWSKI FALA SOBRE PUTAS QUE ROUBAM POEMAS EM "OS VERSOS SACÂNICOS"




PARA A PUTA QUE LEVOU MEUS POEMAS


Alguns dizem que nós devemos manter

um remorso pessoal dos nossos poemas,
manter-se abstrato, e até há certa
razão para isso, mas jesus!
Doze poemas se foram e eu não guardo cópias.
E você levou minhas pinturas também,
as melhores: é sufocante!
Você está tentando me esmagar, assim como o resto deles?
Porque você não levou o meu dinheiro? Elas geralmente levam
da minha calça de bêbado jogada no canto.
Da próxima vez leve meu braço esquerdo,
ou uma nota de $50,
mas não meus poemas: eu não sou Shakespeare,
mas em algum momento
não haverá mais nenhum, abstrato ou o que quer que seja;
Sempre existirão putas, dinheiro e bêbados,
até a última bomba,
mas como disse Deus, cruzando as pernas,
"Eu vejo que fiz vários poetas,
mas não muita poesia"







TO THE WHORE WHO TOOK MY POEMS

some say we should keep personal remorse from the poem,
stay abstract, and there is some reason in this, but jezus;
twelve poems gone and I don't keep carbons and you have my
paintings too, my best ones; its stifling:
are you trying to crush me out like the rest of them?
why didn't you take my money? they usually do
from the sleeping drunken pants sick in the corner.
next time take my left arm or a fifty
but not my poems:
I'm not Shakespeare
but sometime simply
there won't be any more, abstract or otherwise;
there'll always be mony and whores and drunkards
down to the last bomb,
but as God said,
crossing his legs,
I see where I have made plenty of poets
but not so very much poetry




Charles Bukowski nasceu na Alemanha,
no dia 16 de agosto de 1920.
Teve uma infância e adolescência sofridas,
pela falta de amigos e por ser
constantemente espancado por seu pai.
Com 15 anos escreveu seus primeiros poemas,
mas seu primeiro livro só foi publicado 20 anos depois.
Muitos de seus poemas
foram adaptados para o cinema
e estão presente em diversos álbuns,
músicas e letras de diversas bandas,
entre elas: Red Hot Chilli Peppers,
Anthrax, Apollo 440 e Bad Rádio.
Possui mais de 50 livros publicados.
Morreu em San Pedro, California,
no dia 9 de Março de 2004.


QUERIDA TIA EMMANUELLE...... ROLO DE FILME #12 (por Ariel Almada)



Na semana anterior, no rolo de filme #11, Tia Emmanuelle e eu circulamos por Pinheiros numa segunda feira e compramos velhos LPs, fomos ao cinema, fizemos sexo das maneiras mais diversas nos lugares mais improváveis e descobrimos que, a cada dia que passa, nos tornamos melhores amantes. É deste ponto em diante que começa este novo rolo de filme. Luz, Câmera, Ação!

Era terça-feira. Acordei por volta de 10 da manhã, depois de uma noite de sono mais do que merecida, já que o dia anterior havia sido muito intenso. Acho que cheguei ao limite das minhas forças de tanto que trepei com titia -- que, por sua vez, acordou cedo e deixou um recado afixado na geladeira com uma marca de batom avisando que precisava resolver algumas coisas na rua e que, como eu estava dormindo profundamente, não quis me acordar, mas que estaria de volta antes da hora do almoço.

Deixou na mesa café pronto numa garrafa térmica, uma baguette torradinha, manteiga fora da geladeira e -- last but not least -- a calcinha usada do último domingo em Lindoya, com um segundo bilhete explicando que "se sentir falta de mim, cheire, lamba, faça o que quiser... prometo que não demoro." Mas demorou. Cheirei a calcinha dela várias vezes. Quanto mais eu cheirava, mais meu pau enlouquecia. Nem me atrevia a encostar a mão no meu pau, pois sabia que se encostasse iria acabar gozando imediatamente, e não via a menor sentido em gozar sozinho enquanto estivesse com ela naquele apartamento, daí corri até a cozinha, peguei uma garrafa de água gelada, encostei meus dois pulsos nela e aguardei até que o frio reduzisse o tesão. Quando acalmei, disse para mim mesmo:

"Veja só o que essa mulher está fazendo comigo..." 

De repente, o telefone tocou. Era ela, numa videochamada:

"Bom Dia, meu anjo pirocudo"

"Bom dia, gostosona, estava pensando em você agora mesmo."

"Cheirou minha calcinha? Queria ter deixado uma mais recente, mas como não usei calcinha nenhuma ontem o jeito foi resgatar essa do cesto de roupa suja"

"Fiquei morrendo de tesão enquanto cheirava e lambia ela durante o café da manhã... meu pau quase explodiu, mas eu não deixei, não... quero explodir na sua boca quando você voltar... você não perde por esperar..."

"Eu estou no banco agora, resolvendo uns pepinos... tá de pau duro?"

"Desde que eu acordei... está meio jonjo agora, deu uma acalmada... quer ver como ele está tristonho?"

"Quero sim... mostra..."

"Olha aí..."

"Nossa, que desânimo..."

"Volta logo, que ele fica alegrinho novamente"

"Ah... dá uma animada nele aí para eu ver... eu mereço.. além do mais, fila de banco é um negócio muito chato"

"Não... contente-se com ele meio jonjo mesmo... e vê se volta logo pra casa... Anaconda está com saudades de você, titia"

"HaHaHa... Anaconda? Isso é nome pra piroca de 30 centímetros, bonitão. Uma jeba adorável de 17, 18 centímetros como essa sua -- ou melhor, essa nossa! -- merece um nome menos bandeiroso... Mas Anaconda não!"

"Tá bom, aceito o argumento... vou pensar no assunto... Estou mandando um nude pra você agora... feche os olhos, conte até dez e veja"

"Opa... agora sim, está melhorando..."

"Foi só ouvir sua voz que ele ficou todo arisco novamente..."

"Chegou o meu número. Vou desligar. Saindo daqui tenho só mais um assunto para resolver, mas é rápido e já volto para casa. Deixei recados para você pela casa toda, dê uma olhada. Um beijo, gostosão"

"Um beijo, gostosona... venha logo... Mr. Johnson e eu estamos esperando ansiosamente você"

"Tudo bem... Mr. Johnson é meio solene, mas é melhor que Anaconda... Está aprovado... Até mais tarde... Beijos"

Saí pela casa procurando pelos recados dela pela casa. No computador, ela deixou rolando um slideshow com dezenas de fotos com detalhes do seu corpo, além de um ensaio dela completamente nua em vários pontos da casa da Cantareira e outro ensaio dela fazendo topless na varanda de um apartamento de beira mar. Na TV da sala, rolava um outro slideshow bem mais comportado, com fotos dela desde criança até os dias de hoje. E pelo celular ela enviou um vídeo-selfie dela seminua batendo uma bela sirica no alto de um prédio, com a cidade de São Paulo logo atrás. De enlouquecer...

Ela demorou para voltar. Chegou já passava das 13 horas. Eu a recebi completamente nu, do jeito que acordei pela manhã. Antes de ficar nua também, ela desembrulhou o almoço: polpettones lá do Jardim de Napoli. Preparei um tagliarini para acompanhar os polpettones. Enquanto cozinhava o macarrão, ela disse:

"Com licença... eu tenho um presentinho para Mr. Johnson"

Ela se agachou e se posicionou entre minhas pernas, que estavam bem abertas diante do fogão, e pôs-se a mamar Mr. Johnson e as bolas do meu saco, deixando-os completamente babados. Tudo isso enquanto eu mexia o tagliarini na panela para não grudar no fundo dela. Não deu outra: gozei abundantemente na boca dela. Logo em seguida, ela me beijou dividindo comigo todo aquele semen que cozinhei por horas e horas enquanto ela não chegava em casa. 

Como o macarrão já estava cozido, desliguei o fogo, deitei tia Emmanuelle na bancada da cozinha e lambi loucamente seu cuzinho e sua bucetinha até vê-la estrebuchar de tesão e sentir seu gozo na minha boca. Ela pediu que eu a comesse de todas as maneiras possíveis, mas não naquele momento, e sim mais tarde, pois estava verde de fome.

Almoçamos, vimos um filme italiano na TV logo depois do almoço e decidimos retomar a fudelança só quando tivéssemos terminado a digestão. Foi quando Tia Emmanuelle resolveu me mostrar sua coleção de uniformes de estudante dos Anos 70 e 80, que ela manda confeccionar a partir de modelos bem surrados que ela vez ou outra encontra em brechós pela cidade. De repente, começou a rolar um desfile pela casa. Que delícia vê-la andando a passos largos prá lá e pra cá com uniformes vintage do Dante Alighieri e do Arquidiocesano. Mas enlouqueci mesmo quando a vi usando o uniforme do Colégio Stella Maris, de Santos, todo branco, com blusa e saia rodada entrelaçadas por uma longa faixa vermelha que terminava com um laço nas costas, na altura da cintura. Nem me ocorreu desembrulhar Tia Emmanuelle daquele uniforme, e a comi vestida mesmo. Limitei-me a arrancar sua calcinha, e nada mais. Chupei-a todinha, e a comi de todas as maneiras por quase duas enquanto rolava na TV o slideshow com imagens dela menininha. Que loucura...

Depois disso dormimos profundamente. Quando acordamos, tomamos um banho juntos, Tia Emmanuelle pediu para depilar meu saco, para evitar se engasgar com pentelhos que teimam em se alojar na garganta. Eu permiti, claro. Sempre depilo o saco quando chega o verão. Evito fazer isso nesta época do ano porque gosto de dormir pelado e, bem ou mal, os pelos ajudam a manter a temperatura sob controle nos países baixos. Mas por Tia Emmanuelle faço qualquer sacrifício.

Ela propôs que eu depilasse sua bucetinha, se eu assim o quisesse. Mas eu não quis. Gosto da mata atlântica quase loura de Tia Emmanuelle. Adoro sentir a espessura daqueles pelos ao redor de sua linda bucetinha. E não estou nem aí se me engasgo com um pelinho ou outro na garganta de vez em quando. Faz parte da brincadeira. Além do mais, me sinto meio pedófilo chupando ou fudendo bucetinhas imberbes. Logo me imagino na cadeia, ou numa corte sendo julgado por pedofilia. Não é uma sensação agradável.

Enquanto tomávamos banho perguntei a ela sobre aquele vídeo dela nua no telhado de um prédio. Ela disse que, se não chover no final da tarde de amanhã, ela me leva lá para fuder vendo o entardecer na grande cidade. Perguntei a ela também sobre aquele apartamento com varanda à beira-mar, e ela confirmou que é em Santos. É da mãe do Miguel, que morreu há dois anos. Disse que está precisando resolver algumas pendências com a Prefeitura e propôs que descêssemos a Serra na quinta feira. Adorei a ideia.

Depois do banho, saímos para beber vinho e comer uma pizza de calabresa de búfala na Speranza da 13 de Maio. Levamos uma segunda pizza margarita para viagem para comermos no café da manhã do dia seguinte. De lá, fomos dançar música latina no Velho Pietro, na mesma rua, só que alguns quarteirões acima, nas proximidades da 9 de Julho. Depois de suarmos muito, seguimos de volta para casa para um banho bem prolongado e, só para variar, dormimos vestidos, abraçados, rindo muito com "Eu, Eu Mesmo e Irene", com Jim Carrey e Renée Zellweger. Tia Emmanuelle dormiu antes de mim. Confesso que senti tanto prazer ao vê-la dormindo em meus braços quanto sinto ao fazer sexo com ela. E isso me levou a uma digressão curiosa, com a qual encerro esse comentário de hoje.

Quando eu era adolescente, e trocava impressões sobre sexo -- com absoluto desconhecimento de causa, diga-se de passagem -- com meus amigos de escola, todos nós tínhamos certeza absoluta de que bastaria enfiarmos nossos pintinhos nas bucetinhas das meninas para que elas ficassem completamente satisfeitas e saíssem nos amando enlouquecidamente para todo o sempre. Praticamente todos os filmes de sacanagem que tínhamos visto até então mostravam claramente que era assim que a coisa funcionava. As poucas prostitutas que havíamos "consultado" em nossas visitas mensais a uma certa casa meio afastada da cidade haviam nos ensinado que bastava um pinto duro e força para estocá-lo dentro delas o tempo que aguentássemos -- raramente conseguíamos passar dos 45 segundos -- para que elas gemessem sem parar e, ao final, nos olhassem com orgulho e nos chamassem de "tigrão". Eu, ao contrário de meus amigos, tive a sorte de não embarcar por muito tempo nessa ideia de que "enquanto tivéssemos nossos paus duros e em condições de penetrar nas bucetinhas delas, além de algum dinheiro no bolso, mulher não haveria de faltar na vida da gente". Devo isso às poucas, mas boas, conversas que tive com meu pai sobre o assunto. Foi ele quem me ensinou o que fazer e como fazer para levar uma mulher à loucura, e me deu o conselho mais precioso que já ouvi: "Filho, é muito importante saber foder bem, com pegada forte. Coma muito bem duas ou três mulheres que sejam formadoras de opinião e você jamais terá que se esforçar para comer outras mulheres, pois elas próprias se encarregarão de fazer propaganda a seu favor e mais cedo ou mais tarde virão esfregar suas bucetinhas na sua cara, só para checar se você é bom mesmo." Papai sempre foi um sujeito pacato, voltado para prover o que fosse necessário para manter a família, aparentemente fiel e submisso à minha mãe. Sempre rolaram fofocas de que, antes de se casar com minha mãe, ele havia pintado e bordado por aí. Namorou com duas mulheres mais velhas, ambas viúvas, que o sustentaram por anos. Depois de casado, manteve amantes fora da cidade. Sem contar que participava de surubas frequentes nos escritórios de seus ex-colegas de faculdade em Campinas. Um dia mamãe descobriu sobre as surubas, ameaçou largá-lo e ele, aparentemente, sossegou. Daí em diante, seus muitos e muitos anos de vida bandalha viraram coisa do passado. Perguntei a ele como ele conseguiu trocar essa vida movimentada por uma vidinha caseira e rotineira. Ele respondeu que estava muito cansado daquilo tudo, mas não conseguia cair fora. Estava torcendo para ser pego há anos. 

Assim como papai, sempre tive fixação por mulheres mais velhas. Assim como papai, sempre gostei de putas. Ao contrário dos meus amigos, não as procurava para me satisfazer sexualmente, e sim para que elas me ensinassem todo o amplo leque de safadezas que dominavam com maestria, para que eu pudesse usar com outras mulheres. Mulheres mais velhas, se possível, pois logo descobri que não tenho saco para ficar ensinando o beabá para garotas da minha idade pouco ou nada experimentadas. Vendo Tia Emmanuelle em meus braços, plenamente satisfeita comigo como homem, depois de ter tido sei lá quantos homens em sua vida, faz com que eu tenha a certeza de que até agora consegui fazer a coisa certa. E agora só quero ver até onde esse delicioso romance incestuoso vai nos levar. 



CONTINUA
NA TERÇA
QUE VEM



Ariel Almada nasceu em São Paulo,
e foi criado em Águas de Lindoya.
Engenheiro Elétrico por formação,
desistiu da profissão
ao montar a rede de lanchonetes
PAMONHARIA DA LUZ VERMELHA,
presente em Shoppings do interior
de São Paulo e de Minas Gerais,
onde garçonetes vestidas como prostitutas
servem aos clientes da casa
comidas, sucos e cervejas à base de milho.

 


CALLING DOCTOR LOVE: HIGIENE SENTIMENTAL PARA UMA VIDA SEXUAL SAUDÁVEL E SUPIMPA (#40)



Caro Dr. Love:
Nunca fui um cara muito "horny" em circunstâncias normais, nem mesmo na adolescência, em Governador Valadares MG. Passeava pelas páginas das revistas PLAYBOY de meu irmão mais velho e só uma foto ou outra conseguiam me deixar de pau duro. Até que um belo dia descobri o que realmente me despertava tesão: garotas loiras vestidas com peças de roupa com as cores da bandeira americana se esfregando em carros antigos. Como trabalho com carros usados, passei a colecionar carcaças de carros antigos desde então, e decorei meu escritório com elas. Uma vez por semana, chamo alguma putinha loira com jeitinho de "sweet sixteen" para a happy-hour, faço com que ela vista uma roupinha red white & blue de cheerleader e faça poledance e strip-tease para mim, aí eu enlouqueço na situação e fodo na loirinha por horas e horas e horas sem parar. Frequentei um psicólogo por alguns meses achando que havia algo de errado comigo, mas ele insistia que não. Dizia que eu era apenas um fetichista incurável, e que já tinha encontrado a chave do desejo em mim, para não me preocupar mais com isso. Só que eu não fiquei satisfeito com a explicação, e me dei alta. Tem algo de errado comigo, Doctor Love?
(Cadillac Joca, Tucson Arizona)

   
Caro Caddilac Joca:
Seu ex-psicólogo está certo.
Não há nada de errado com você.
Continue fudendo muito nessas cheerleaders loirinhas,
elas nasceram para levar rola mesmo.
Quanto ao tesão pelo design dos carros antigos
e pelas cores da bandeira americana,
lembre-se sempre que formas arredondadas
e cores primárias tem o poder de despertar
nossos instintos mais básicos e saudáveis.
Desejo um ótimo 4 de Julho a você,
além de muita fudelança e boa sorte!



Caro Dr. Love:
Sou baiano de Salvador e desde que vim morar aqui nos Estados Unidos vinte anos atrás sempre senti falta das morenas bundudas de minha terra natal. Com o passar do tempo, fui me acostumando ao padrão feminino daqui e acabei constatando que até branquelas peitudas sem bunda tem lá seus encantos. Mas então, um belo dia, vendo o programa das Kardashians na TV, descobri que se eu quisesse montar um puteiro só com lindas garotas baianas bem bundudas iria me dar bem. Daí, fiz uns contatos com alguns amigos em Salvador, que recrutaram moças interessadas em explorar o mercado daqui, e montei o negócio -- a princípio de forma tímida, com apenas 3 garotas operando, mas hoje com 25 garotas atendendo clientes em 5 cidades texanas: Houston, Austin, San Antonio, Dallas e Galveston, onde fica minha base operacional. Meu problema é que sou, de certa forma, apaixonado por todas elas, e sempre que uma ou outra se envolve emocionalmente com algum cliente e decide largar o métier para se casar, eu sofro demais. Gostaria de ser um cafetão sem coração, 100 por cento voltado para o lado business, mas não consigo. Sem contar que até conseguir importar uma nova garota baiana para dar a ela o treinamento devido, perco muito tempo. Como eu faço para ser diferente, Dr. Love?
(Torquato Doggy Dog, Galveston Texas)


Caro Torquato Doggy-Dog:
Tá entendendo agora porque
todo cafetão vira e mexe tem que
jogar pesado com suas meninas?
É que se ele não fizer isso,
elas fazem gato e sapato dele.
Pare com esse negócio de se apaixonar
por suas meninas, pois não dá certo.
Das duas uma: ou você aprende
a administrar emocionalmente
esse harém que você formou,
ou então caia fora desse ramo
antes que você se arrebente.
Desejo um ótimo 4 de Julho a você,
além de muita fudelança e boa sorte!


Caro Dr. Love:
Tenho 71 anos de idade, sou um dos poucos brasileiros que estiveram em Woodstock em 1969 e fiz questão absoluta de passar para meu filho Dalton os mesmos valores libertários e os mesmos ideais de vida que a mãe dele e eu cultivamos até hoje. Mas ele infelizmente não quis seguir nossos ensinamentos, se rebelou contra nós, e foi trabalhar na Wall Street, para nosso desgosto. Hoje, ele está na cadeia, sua mulher foi internada num manicômio e sua filha Wanda, que tem 22 anos de idade e sempre pensou parecido comigo e com sua avó optou por vir morar conosco aqui no campo. Wanda é socióloga, dublê de cantora e compositora, transa meninas e meninos, e todo 4 de Julho reúne um monte de amigos nus no quintal aqui de casa, onde lê o Bill Of Rights e promove um teatrinho divertido sobre a Independência com atores nus, que culmina numa surubinha básica ao som de discos clássicos de rock como "The Yes Album" e "Dark Side Of The Moon". Acho maravilhosa a iniciativa dela. Só não me conformo com o fato de Wanda torcer o nariz para que sua avó e eu participemos da atividade -- claro que nós participamos mesmo assim. Como eu faço para ajudá-la a se livrar de alguns conceitos de merda herdados do bostinha de seu pai que, por algum motivo, ainda permaneçam em sua cabeça, apesar de sua alma libertária?
(Country Joe Magalhães, Bearsville New York)


Caro Country Joe Magalhães:
Vá insistindo, não desista.
Qualquer ano desses ela cede
e acolhe vocês dois na boa
neste belo ritual que ela promove.
Desejo um ótimo 4 de Julho a todos vocês,
além de muita fudelança e boa sorte!




Odorico Azeitona vem escrevendo
sobre putaria e sacanagem
para LEVA UM CASAQUINHO
desde o início de 2014.
Expert gabaritadíssimo nesses assuntos,
decidimos convidá-lo para assinar
uma coluna de aconselhamento sexual
para nossos leitores mais atrapalhados.
Odorico não só adorou a ideia
como rapidamente se transformou
no conselheiro sexual menos ortodoxo
do lado de cá do Equador:
DOCTOR LOVE.



AS BOAZUDAS DOS ANOS DE OURO DO CINEMA BRASILEIRO #27: KATE LYRA


por Chico Marques


Nesse 4 de Julho, Dia da Independência nos Estados Unidos, resgatamos em 'As Boazudas dos Anos de Ouro do Cinema Brasileiro" uma atriz e cantora linda e talentosa que -- ironia das ironias -- acabou ficando famosa por conta de um bordão que usava num quadro cômico num programa humorístico da TV Globo onde sempre afirmava que “brasileiro é tão bonzinho”...

Não havia nada de muito original no bordão, que era derivado de um personagem que Jacqueline Myrna fazia na TV Record nos Anos 60, onde dizia, com um sotaque francês bastante carregado, que "morrava em "Arrarraquarra".


Mas serviu para tornar Kate uma figura conhecida nacionalmente.


Kate Lyra nesceu em Ray, Arizona no dia 3 de Julho de 1949. com o nome Katherine Lee Riddell Caughey.


Veio para o Rio de Janeiro bem jovem acompanhando a família, e trabalhou como modelo, cantora e tradutora e intérprete.


No final dos Anos 60, conheceu o cantor e compositor Carlinhos Lyra, se casou, e juntos tiveram uma filha uma filha talentosíssima, Kay Lyra, uma das novas vozes mais vitais da música brasileira.













Nos 34 anos em que esteve casada com Carlinhos Lyra, Kate tentou em diversas ocasiões emplacar como cantora, mas infelizmente nunca vingou.

Emplacou como atriz cômica no cinema a partir de 1972, em comédias sexy como "Um Edifício Chamada 200" e "A Banana Mecânica", e na TV um pouco mais adiante nos humorísticos "Praça da Alegria" e "Viva O Gordo".


Mas fez isso meio à contragosto, pois, na verdade, ela não aguentava mais fazer a americana ingênua que vivia dizendo "brasileiro é tão bonzinho...": queria mesmo era poder fazer papéis dramáticos.


As primeiras oportunidades só surgiram no final dos Anos 70, em filmes de Walter Hugo Khouri e Sílvio de Abreu, mas infelizmente seu sotaque carregado dificultou bastante sua escalação em novelas de TV -- e, por conta disso, ela permaneceu por muitos anos confinada aos programas de humor.


Kate só foi chamada para um papel dramático numa novela somente em 2010, em "Passione", de Sílvio de Abreu, onde fez uma personagem sintomaticamente chamada Myrna, que era secretária da personagem de Fernanda Montenegro, e rendeu extremamente bem no papel.


Mesmo assim, optou por se afastar da TV depois de se casar com Steve Solot, presidente da Rio Film Commission.


Permanece uma mulher extremamente bonita aos 68 anos de idade, fazendo juz à exuberância demonstrada 40 anos atrás nos ensaios fotográficos a seguir.
















Televisão
AnoTítuloPapel
2010PassioneMyrna
2008Faça Sua HistóriaRita
2007Amor e IntrigasPeggy
2006Minha Nada Mole VidaEwe
2005A DiaristaRuth
2003Brava GenteKate Brando[1]
1982Ninho da SerpentePietra
Estúdio A... GildoAndreia
1981Jogo da VidaDóris Gumm
Viva o Gordo
1977Praça da AlegriaGringa Ingênua

Cinema
AnoTítuloPapel
2012De Pernas pro Ar 2Madre Mary
Os PenetrasMãe Estrangeira
2005Sou Feia mas Tô na modaEla mesma
2003My Father, Rua Alguem 5555Jornalista
2000Bossa NovaRecepcionista da Escola
1992Kickboxer 3: The Art of Warmulher de Branco
1981Mulher ObjetoHelen
Eros, O Deus do AmorMiss Collins[2]
1980Convite ao PrazerMiss Harriet[3]
1979Uma Fêmea do Outro MundoMárcia
Nos Tempos da VaselinaLiz
1978O Prisioneiro do SexoHelen
1975A ExtorsãoLaura[4]
1974O Signo de EscorpiãoÂngela - Aquário
Banana MecânicaVera
1973Um Edifício Chamado 200Ana


SAUDAMOS A BELA KATE LYRA
NESTE QUATRO DE JULHO
RESGATANDO SEIS DE SEUS FILMES
MAIS CONHECIDOS:
OS DOIS PRIMEIROS SÃO COMÉDIAS LEVES
E OS OUTROS QUATRO DRAMAS SEXUAIS
MUITO INTENSOS E PREMIADOS.

ENJOY...