Angela Kay Everhart foi uma das
modelos mais exuberantes vindas dos Estados Unidos em todos os tempos. Ninguém
resistia a seus implacáveis 1m83 de absoluta gostosura, sem contar seus longos
cabelos ruivos e seu olhar penetrante. Nascida em 7 de setembro de 1969, em
Akron, Ohio, começou como modelo aos 16 anos de idade, incentivada por sua mãe,
e em 1987 ela já estava morando em Nova York e
trabalhando para agências como Ford e, mais adante, Elite – sem contar a Agência
Klein e a Agência Karin, em Paris, que abriram as portas da Europa para ela.
Num universo de louras e morenas, ela reinava absoluta como ruiva natural de
porte atlético. Tudo isso somado a sua determinação para vingar num mercado
extremamente competitivo fizeram de Angie Everhart um nome respeitado
internacionalmente, e isso num espaço relativamente curto de tempo.
Mas o que tornou Angie Everhart um ícone sexual para
a maioria dos marmanjos foram seus ensaios magníficos para a Sports Illustrated
Swimsuit Issue, onde ela posou em cinco ocasiões diferentes, entre 1991 e 1996,
e que serviram como passaporte para Hollywood, isso num momento em que o meio
da moda exigia modelos cada vez mais magras, o que não agradava Angie. Os papéis
que lhe ofereciam podiam não ser lá grande coisa, mas serviam como um começo
esperançoso para uma nova carreira. Mas, por mais exuberante e fotogênica que
Angie fosse, seus talentos dramáticos sofríveis sabotavam seus esforços. Logo
ela descobriria que só conseguiria papéis como protagonista naqueles filmes
eróticos soft que celebrizaram atrizes igualmente ruins (mas lindas) como Shannon
Tweed e Pamela Anderson.
A partir de um ensaio de nu artístico para a
PLAYBOY em 2000, Angie mergulhou de cabeça em filmes B derivados de “9 ½ Semanas”.
Virou estrela e símbolo sexual instantâneo por uns poucos anos. Logo, o excesso
de músculos e de próteses de silicone – ideia infeliz de seu então marido
Sylvester Stallone -- começaram a prejudicar sua carreira, que rapidamente embarcou
num beco sem saída. Em 2015, sua carreira como atriz e sex-symbol estava
praticamente encerrada. Depois disso, ela virou empresária no setor
alimentício, teve câncer, declarou falência, embarcou na execração pública de
Harvey Weinstein alegando ter sido estuprada por ele em seu iate, tentou se
reerguer como apresentadora de reality-shows e sumiu do olho público nos
últimos anos.
O que se pode dizer dela é que, aos 57 anos de
idade, continua uma bela mulher e uma ruiva de cair o queixo. Para quem gosta
de ruivas, Angie é um colírio para os olhos. (Chico Marques)
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