Skip to main content

SOPRAMOS 95 VELINHAS PARA ANGIE DICKINSON (Kulm North Dakota 30 Setembro 1931)

 




















A maioria das pessoas lembra de Angie Dickinson já loira e balzaquiana, correndo atrás de bandidos com um revólver na mão e exibindo seu corpo espetacular em biquínis amarelos e brancos simplesmente sensacionais na série de TV "Police Woman" na TV Tupi em meados dos Anos 70.

 

A série foi um sucesso estrondoso na época, pois inseria dois novos elementos no então já cansado segmento de séries policiais: uma mulher linda como protagonista que, além de gostosíssima, era tudo menos frágil. Graças “Police Woman”, os Departamentos de Polícia das cidades americanas passaram a contratar mais mulheres para compor seus quadros de policiais.

 

Angie nunca tinha conseguido ser estrela no cinema, e acabou virando estrela na TV. Foi capa da revista "Ms.", da jornalista Gloria Steinem, e apresentada como exemplo a ser seguido do que hoje chamamos de "empoderamento feminino". Mostrou a toda uma geração de mulheres de meia idade que os 40 eram os novos 30, e os 50 eram os novos 40. Jogou Balzac para escanteio, em grande estilo.

 

Mas o caso é que a carreira de Angie já vinha de 20 anos. Ainda ruiva, foi uma das mulheres mais sensuais do cinema americano nos Anos 60, em hoje clássicos do cinema como "Rio Bravo" de Howard Hawks, "Os Assassinos" de Don Siegel, "Caçada Humana" de Arthur Penn e "À Queima Roupa" de John Boorman. Seus casamentos -- sempre turbulentos -- com o jogador de futebol Gene Dickinson (1952/1960) e com o compositor, arranjador e maestro Burt Bacharach (1965/1981) não a impediram de seguir namorando quem bem entendesse, e sempre acabaram muito mal. Reza a lenda que ela nunca mandou homem nenhum para o Bispo.

 

A partir de "Vestida Para Matar" (1980), de Brian De Palma, Angie, já cinquentona, decidiu aproveitar que seu corpo ainda estava com tudo em cima e começou a fazer papéis em filmes com alta voltagem erótica. Infelizmente, escolheu mal os filmes, e isso quase detonou sua carreira.

 

Depois de pequenas participações em filmes como "Sabrina" de Sidney Pollack e "Até As Vaqueiras Ficam Tristes" de Gus Van Sant, Angie começou a se recolher, até porque não estava envelhecendo tão bem quanto gostaria. Seu último papel marcante no cinema foi no drama "A Corrente do Bem", com Kevin Spacey.

 

Na TV, ngie Dickinson ainda aparece de tempos em tempos fazendo participações especiais em séries. Mas agora está aposentada. Ela pode não ter sido uma das mulheres mais bonitas do showbiz americano em todos os tempos -- mas foi uma das mais gostosas e insinuantes, sem a menor sombra de dúvida. Mulherão. (Chico Marques)








































































































































































Comments