Nos anos 90, aconteceu a mudança de chave na minha cultura musical com a chegada da Sun Records em Santos loja criada pelo colecionador apaixonado Armindo Monteiro e seu sócio Fernando, advindo de uma das lojas mais tradicionais de títulos de Jazz e Blues da cidade, durante as intermináveis greves universitárias que ocorreram no período e em algumas férias em que conseguia voltar a Santos (estudava em Cuiabá – MT), a Sun era o refúgio e minha desintoxicação sonora, pois bombava o grunge, as bandas enfadonhas que eram divulgadas na MTV e a praga do sertanejo que dominava as festas e repúblicas de frequentava em Cuiabá. Olhando as paredes da Sun recheadas de bandas e artistas que estavam fora do mainstream ou que nunca conseguiram chegar a ele, bandas que se dissolveram há muito tempo, fui desbravando um oceano de “velhas novidades” principalmente pela oportunidade de conhecer colecionadores mais experientes e verdadeiros arqueólogos musicais que moldaram minha formação cultural enquan...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO