Nirvana
“Nevermind”
Foi
um choque! Acho que todos temos esse momento, com uma canção, com um
acontecimento, com um filme. Uma espécie de mudança decisiva. Este disco, em particular, foi essa mudança,
esse choque, para muita gente da minha geração. Nunca mais nada foi igual. E
era inevitável ouvir o tema “Smells Like Teen Spirit” vinte vezes por dia.
Falava-nos direto à rebeldia da adolescência! Foi o primeiro disco que me fez
andar para a frente, sem primeiro ir para trás. Claro que depois também fui às
raízes, mas naquela época já só queria avançar. Com os Nirvana fui parar a
Smashing Pumpkins, Alice in Chains ou a Stone Temple Pilots. E depois percebi
que os Pixies tinham tido aqui uma enorme interferência. E os Sonic Youth
também. E os Jane’s Addiction. E, de repente, estava tudo ligado à música que
eu já ouvia. O “Nevermind” aqueceu-nos o inverno de 91/92, mas aqueceu-nos
ainda mais o verão de 1992! Foi o primeiro verão em que trabalhei a sério, num
bar de piscina ao pé de casa. Esta cassete estava sempre a tocar! Nessa altura
eu ainda não tinha o disco e acho que a cassete que tocava era a do meu amigo
Clive, que nesse verão também me pôs a ouvir o “Use Your Illusion II” dos Guns
N’ Roses e o “Unplugged” do Eric Clapton, mas que não tiveram grande
consequência nas minhas escolhas musicais. Já o “Nevermind” teve enormes
consequências, que depois se prolongaram em Temple of the Dog, Soundgarden,
Pearl Jam, Screaming Trees, e depois em QOTSA, e depois em Arctic Monkeys e
depois…



Comments
Post a Comment