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SAUDAMOS A MEMÓRIA DE ANITA EKBERG (Malmo Suécia 29 Setembro 1931 - Rocca Di Papa Italia 11 Janeiro 2015)



























 Apesar de nascida na Suécia, a opulenta Anita Ekberg viveu por muito tempo na Itália, país que lhe deu fama mundial graças a sua participação marcante em “La Dolce Vita”, de Federico Fellini, ao lado de Marcello Mastroianni. A cena em que a ela, vestida com um vestido preto, com os braços abertos, chama "Marcello" continua sendo uma das imagens mais famosas da história do cinema.

 

Seu corpo curvilíneo e vida social glamourosa a tornaram alvo constante da imprensa sensacionalista nas décadas de 1950 e 1960. Ela se casou duas vezes, mas nunca teve filhos – fato do qual se arrependeu mais tarde na vida. Algumas revistas de fofoca a chamavam de "Iceberg" em referência à sua origem escandinava. Puro despeito. 90% dos homens do Planeta Terra sabia bem que de gelada ela não tinha absolutamente nada.

 

Estranhamente, mesmo depois de se tornar um dos produtos de exportação mais famosos da Suécia, Ekberg manteve uma relação problemática com seu país natal. Ela nunca estrelou um filme sueco e frequentemente se desentendia com jornalistas suecos, que a criticavam por deixar o país e a ridicularizavam por adotar um sotaque americano.

 

Nascida em 29 de setembro de 1931, na cidade de Malmö, no Sul da Suécia, Ekberg cresceu com sete irmãos. Em 1951, ela venceu o concurso Miss Suécia, após ser recomendada por organizadores que a viram na rua, e seguiu para os Estados Unidos para competir pelo título de Miss Universo. Não venceu. Mas também não voltou para a Suécia. Virou modelo em Hollywood, e depois começou a aceitar pequenos papéis de atriz.

 

Seu papel em "La Dolce Vita", de Federico Fellini – onde interpretou uma estrela de cinema – a catapultou imediatamente ao estrelato. O filme foi um sucesso colossal e passou a definir os dias selvagens e despreocupados do início dos anos 1960.

 

Ekberg comentou certa vez que, ao contrário do que muitos imaginam, a famosa cena da Fonte de Trevi foi filmada na Cinecittá, em Roma. Foi filmada em fevereiro, a água da fonte estava muito fria, e, para piorar, Marcello Mastroianni caiu várias vezes na fonte, bêbado de vodka.

 

"E lá estava eu. Eu estava congelando", disse Anita. "Eles tiveram que me tirar da água porque eu não sentia mais minhas pernas. Eu já vi essa cena algumas vezes. Talvez vezes demais. Não aguento mais assistir, mas era linda na época", ela disse.

 

Ekberg permaneceu na Itália por anos, aparecendo em dezenas de filmes, muitos esquecíveis. Ela retornou em dois filmes de Fellini: "Os Palhaços" e "Intervista". Casou com o britânico Anthony Steel em 1956, mas se divorciou dele quatro anos depois. Em 1963, casou novamente com o ator Rik van Nutter, mas esse casamento também não foi longe. Ela era fogosa e inquieta demais, incapaz de sustentar por muito tempo uma relação duradoura com um único homem.

 

Numa entrevista, publicada na ocasião de seu 75º aniversário, Anita, já doente,  disse que não tinha medo da morte.

 

"Estou apenas com raiva porque não vou ter a chance de contar aos outros sobre a morte, para onde vai a alma e se haverá vida depois".

 

"Não sei se paraíso ou inferno existem, mas tenho certeza que o inferno é mais legal." (Chico Marques)






























































































































































































































































































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