Thursday, December 21, 2017

COMEMORAMOS COM 3 SEMANAS DE ATRASO O ANIVERSÁRIO DE UMA ATRIZ LINDA E NOTÁVEL

por Chico Marques


Julianne Moore nasceu Julie Anne Smith; em Fort, na Carolina do Norte, no dia 3 de dezembro de 1960, filha de um militar e de uma assistente social, e teve uma infância e adolescência bem equilibradas -- até porque seu pai não era um militar austero, como na maioria dos casos, e sua mãe não era permissiva demais.

Esse equilíbrio permitiu a Julianne descobrir o teatro com uma certa tranquilidade ainda na High School, para mais tarde seguir sua formação na Boston University.

É uma ruivinha linda e encantadora desde muito pequena, e permanece assim até hoje.
Julianne Moore começou sua carreira fazendo pequenos papéis em shows de TV.

De 1985 a 1988, fez parte do elenco de uma novela vespertina horrenda intitulada "As The World Turns".

Mesmo assim, conseguiu se sobressair no elenco da produção e acabou ganhando um Emmy por sua atuação naquele abacaxi.

Por pior que fosse aquilo tudo, o prêmio acabou facilitando seu acesso a produções melhores na TV e, finalmente, ao cinema.

Sua estreia no cinema aconteceu em "Tales from the Darkside: The Movie" (1990), e quase ninguém percebeu.

Mas logo a seguir ela já conseguiu papéis pequenos - como o da corretora de imóveis no thriller de Barbet Schroeder "A Mão Que Balança O Berço" (1992) e como a pintora na comédia dramática de Robert Altman "Short Cuts - Cenas da Vida" (1993).

Em pouco tempo, todos descobriram o potencial enorme que Julianne Moore iria nos oferecer nos anos seguintes.
Julianne Moore passou mais uns bons anos brilhando em pepéis como coadjuvante até conseguir se estabelecer como protagonista até ser chamada por Paul Thomas Anderson para fazer "Boogie Nights" (1997), sobre a cena pornô de Los Angeles dos Anos 70, onde ela faz uma estrela pornô amargurada que engata um filme após o outro, sempre movida por alcool e cocaína.

Logo depois desse filme, ela finalmente estreou como protagonista na belíssima adaptação de Neil Jordan para o romance de Graham Greene "Fim de Caso" (1998), onde ela contracena com Ralph Finnes.

A partir daí, Julianne começou a ser indicada constantemente para prêmios, e aparentemente seria apenas uma questão de (pouco) temppo até ela começar a levar para casa Oscars, Baftas, Golden Globes e Palmas de Ouro aos montes. 

Mas estranhamente isso não aconteceu.

Julianne passou a colecionar indicações aos montes.

Mas estatueta que é bom... nada!
Aclamada pela crítica, que a premiou diversas vezes, Julianne Moore passou nada menos que 15 anos sendo indicada todos os anos ao Golden Globe e ao Oscar mas voltando para casa com as mãos vazias.

Até que em 2015 ela finalmente conseguiu.

Foi pelo filme "Still Alice", onde ela interpreta a mais difícil das mulheres emocionalmente perturbadas que ele se especializou em fazer.

Levou prêmios de baciada naquele ano: Oscar de melhor atriz, Golden Globe de melhor atriz dramática, além do SAG, do BAFTA e dp Independent Spirit Awards de melhor atriz em cinema.
Além de atriz, Julianne Moore é também escritora de livros infantis.

Seu trabalho mais conhecido, "Freckleface Strawberry", é deliciosamengte autobiográfico e conta a história de uma menininha ruiva de 7 anos de idade que quer ser igual a todos os seus amigos que não possuem sardas.

Após uma série de tratamentos divertidos e de se disfarçar das mais diversas maneiras, a menininha encontra um amigo que a aceita e que lhe dá o apoio que ela precisa para chegar a ser uma pessoa maravilhosa que ela é única e sempre será.

Foi tão bem recebido pelo público que acabou ganhando uma continuação: "Freckleface Strawberry and the Bully Dodgeball", onde sua personagem de sete anos de idade encontra um tirano durante um jogo de queimada e precisa descobrir como enfrentar o valentão do playground.

Desde então, publicou outros dois livros, e é membro do Reach Out and Read, uma organização dedicada a alfabetização das crianças a educar os pais sobre a importância da leitura para os filhos.
O grande diretor Louis Malle dizia que Julianne Moore tinha o mesmo appeal magnético de Jeanne Moreau.

Já o grande diretor de teatro André Gregory dizia que ela sua interpretação tem a mesma sensualidade e a mesma urgência de Joan Crawford.

Ralph Finnes não poupa elogios a seu talento e profissionalismo, e disse certa vez no programa de TV "Inside The Actors Studio" que Julianne foi a parceira mais espirituosa e divertida com quem ele contracenou no cinema, e que adoraria voltar ser escalado a trabalhar com ela assim que fosse possível.
Julianne Moore é uma das pouquíssimas unanimidades de Hollywood.

Consegue ser uma estrela tanto na cena do cinema independente quanto no cinema mainstream.

Soube priviligiar ao longo de sua carreira convites de grandes realizadores com uma pegada mais autoral -- como os irmãos Coen e Tom Ford, para citar dois exemplos -- com propostas para atuar em produções voltadas ao grande público -- como a série de filmes "Jogos Vorazes", da qual faz parte do elenco.

Os frutos disso ela colhe agora, merecidamente.

Está em cartaz nos cinemas brasileiros com "Suburbicon", uma comédia surreal ambientada no final dos Anos 50 dirigida por George Clooney a partir de um roteiro genial de Joel & Ethan Coen, onde ela contracena com Matt Damon.

Julianne Moore possui uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood.
Celebramos os 57 anos de Julianne Moore escolhendo 6 filmes menos conhecidos de sua extensa filmografia, que merecem ser vistos.

Em comum entre eles, apenas o fato de estarem todos disponíveis para locação nas estantes da Paradiso Videolocadora.

Vamos a eles:
BOOGIE NIGHTS
(Boogie Nights, 1997, 156 minutos, direção Paul Thomas Anderson)

Eddie Adams (Mark Wahlberg), um lavador de pratos, transforma-se em Dirk Diggler, a estrela mais famosa do mundo pornô do final dos anos 70 graças ao diretor Jack Horner (Burt Reynolds). Mas a súbita fama pode ter seu preço. Constante clima de festa, com drogas e música disco , eles têm seus dramas, como o da atriz veterana Amber Waves (Julianne Moore), que tenta a guarda de seu filho na justiça, e do próprio diretor, que sonha em fazer arte mas percebe a mediocridade de seu trabalho. O filme acompanha a ascensão e queda dessas figuras e o mundo turbulento em que vivem, com humor sarcástico, personagens humanos e complexo. Julianne Moore está absolutamente maravilhosa como a deusa do sexo movida a álcool, cocaína e barbitúricos. Clássico.
FIM DE CASO
(The End Of The Affair, 1999, 102 minutos, direção: Neil Jordan)

Numa noite chuvosa de 1946, o novelista Maurice Bendrix (Ralph Fiennes) encontra Henry Miles (Stephen Rea), marido de sua ex-amante Sarah (Julianne Moore). Maurice e Sarah tiveram um tórrido caso dois anos antes, até que, sem qualquer explicação, Sarah terminou o romance. O encontro com Henry reacende a obsessão de Maurice por Sarah, num misto de ciúme e desejo em reencontrá-la. Para tanto, começa uma investigação, para poder entender o porquê do rompimento do romance entre os dois.
CHLOE - O PREÇO DA TRAIÇÃO
(Chloe, 2009, 96 minutos, direção: Atom Egoyan)

Catherine e David Stewart (Julianne Moore e Liam Neeson) são um casal com uma vida ecônomica estável e um filho adolescente. Mas a vida de Catherine começa a mudar quando ela percebe que está sendo traída por seu marido. Para testar a veracidade das suspeitas de que o seu marido a trai, Catherine decide contratar Chloe (Amanda Seyfried), uma prostituta de luxo, para seduzir o seu marido e testar sua lealdade. Remake de "Nathalie X" (2003), de Anne Fontaine, com Fanny Ardant, Gérard Depardieu e Emmanuelle Béart. O filme foi rodado em 37 dias na cidade de Toronto entre fevereiro e março de 2009. Vários famosos pontos de referência podem ser vistos como o Allan Gardens, Cafe Diplomatico, The Rivoli, Windsor Arms Hotel, Royal York Hotel, Royal Ontario Museum, CN Tower, Art Gallery of Ontario e o Ontario College of Art. Melhor que o original francês.
 A VIDA ÍNTIMA DE PIPPA LEE
(The Private Lives of Pippa Lee, 2010, 98 minutos, direção: Rebecca Miller)

Pode-se dizer que Pippa Lee (Robin Wright, explêndida) tem uma vida bem resolvida. Aos 50 anos, mora em uma boa casa, é casada com um editor de livros (Alan Arkin) 30 anos mais velho e é uma mãe orgulhosa. Até o dia em que seu marido decide que está na hora da aposentadoria e de sair de Nova York. Para embolar de vez, ele também arruma uma amante (Wynona Ryder) bem mais jovem do que ela. Mas as coisas realmente fogem ao controle quando ela começa a ter reações tão diferentes das que tinha quando levava uma vida pacata. E agora, seu mundo, sua vida tranqüila, sua família, tudo o que ela ama ameaça ruir. Uma pequena obra prima do cinema independente do Século 21.
MINHAS MÃES E MEU PAI
(The Kids Are Alright, 2010, 104 minutos, direção: Lisa Cholodenko)

Dois irmãos adolescentes, Joni (Mia Wasikowaska) e Laser (Josh Hutcherson), são filhos do casal Jules (Julianne Moore) e Nic (Annette Bening), concebidos através da inseminação artificial de um doador anônimo. Contudo, ao completar a maioridade, Joni encoraja o irmão a embarcar numa aventura para encontrar o pai biológico sem que as mães saibam. Quando Paul (Mark Ruffalo) aparece tudo muda, já que logo ela passa a fazer parte do cotidiano da família.
MAPAS PARA AS ESTRELAS
(Maps To The Stars, 2014, 111 minutos, direção: David Cronenberg)

Agatha Weiss (Mia Wasikowska) acabou de chegar a Los Angeles e logo conhece Jerome Fontana (Robert Pattinson), um jovem motorista de limusine que sonha se tornar ator. Eles começam a sair juntos e flertar um com o outro, por mais que Agatha mantenha segredo sobre seu passado. Não demora muito para que ela comece a trabalhar para Havana Segrand (Julianne Moore), uma atriz decadente que está desesperada para conseguir o papel principal da refilmagem de um sucesso estrelado por sua mãe, décadas atrás. Paralelamente, o garoto Benjie Weiss (Evan Bird) enfrenta problemas ao lidar com seu novo colega de elenco, já que é a estrela principal de uma série de TV de relativo sucesso. Entretanto, como esteve internado recentemente, está sob a atenção especial de sua mãe (Olivia Williams) e dos produtores da série, que temem um escândalo.






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