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SAUDAMOS OS 92 ANOS DE NASCIMENTO DA ETERNA BRIGITTE BARDOT (PARTE #1)

 

























Nunca houve uma mulher como Brigitte Bardot. No início, ela era apenas a versão francesa de Marilyn Monroe, mas com o passar dos anos foi-se transformando na ninfa absoluta do imaginário de todos os homens do Planeta Terra (sem nenhum exagero). Estreou no cinema em 1952, mas só explodiu em popularidade em "E Deus Criou A Mulher" (1956), filme clássico de Roger Vadim, com quem se casou. A partir daí, fez uma infinidade de comédias ligeiras com apelo sexy que enlouqueceram a libido da população masculina (e feminina também) do planeta. Mas Brigitte queria mais: queria ser também uma atriz dramática de respeito. Em 1963 foi dirigida por Louis Malle no intrigante "Vida privada" e voltou a brilhar no ano seguinte dirigida por Jean-Luc Godard em "O Desprezo". A partir daí, Brigitte passou a escolher bem os filmes que queria fazer. Trabalhava sempre com muito prazer ao lado do ex-marido Vadim, brilhou com Jeanne Moreau em "Viva Maria" (de Malle), se divertiu bastante fazendo "Boulevard do Rum" e "Colinot", e testou os limites da nudez no cinema na época em filmes como "As Mulheres", "As Noviças" e "Se Don Juan Fosse Mulher". Assim que se aposentou do cinema em 1974, posou para um ensaio a convite da Revista Playboy mostrando como permanecia linda aos 40 anos de idade recém-completados. Mas infelizmente, a beleza física abandonou Brigitte, e o que se vê nos últimos anos lembra em absolutamente nada a mulher exuberante que ela foi no passado. A outrora "devoradora de homens", que enjoava dos namorados com a mesma facilidade que os conquistava, já não existia mais. Pouco depois de deixar as telas, declarou à imprensa francesa que não sentia mais prazer em ser atriz, e que iria dedicar-se a defender a natureza e os animais. Passou a brigar pelo fim da venda de gatos e cachorros em anúncios classificados, pela proibição do uso de animais selvagens em circos, pelo final das touradas e das brigas de galo, e pelo fim da criação de animais para a fabricação de casacos de pele. Avessa ao assédio da Imprensa nos últimos 35 anos, andou concedendo algumas entrevistas este ano para promover seu livro de memórias: Tears of Battle: An Animal Rights Memoir. Detalhe: em 1962, Brigitte veio ao Brasil e se encantou com Búzios, RJ, onde passou uma longa temporada e voltou diversas vezes. Até hoje, existe na cidade uma escultura de Brigitte feita por um artista local. Definitivamente, nunca houve uma mulher como Brigitte Bardot. (Chico Marques) 















































































































































































































































































































































































































































































































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