Julio Cruz Neto começa seu livro O caranguejo do Saara – Memórias de um jornalista brasileiro no Rally Paris-Dakar passando a sensação ao leitor de que não vai conseguir transmitir o que foi sua experiência de participar representando o extinto Jornal da Tarde na cobertura de dois rallys Paris-Dakar. Com 21 anos naquela época, um foca iniciante na redação, de cara ele pegou uma incursão pelo rally dos Sertões (São Paulo a Natal) para sacolejar em jipes por estradas esburacadas. Foi a senha para, em seguida, nove meses depois, o acaso de novo o levar a cair em Granada e enveredar pela África para atravessar o deserto do Saara passando por Marrocos, Mauritânia, Senegal, Mali, Burkina Faso, Níger, Líbia e Egito, em 1999 no percurso Granada-Dakar e em 2000 no percurso Dakar-Cairo. Passadas as sessões de vômitos e turbulências, a sensação inicial da narrativa se dissipa e o leitor se vê em meio à areia e aos tipos mais bizarros, viajando com o autor pela realidade crua...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO