Fugindo do rótulo polêmico que determina o que é "nouveau roman" -- estilo não muito claro para mim, cujo ponto de partida talvez tenha sido Nathalie Sarraute, ou Alan Robbe-Grille, ou Michel Simon -- acabo de ler "Passagem de Milão", um belo romance de Michel Butor que vem acompanhado do rótulo "nouveau roman". "Passagem de Milão" retrata a vida de um edifício em 24 horas. Nele, Butor aponta que a solidão é consequência de um mundo com valores em transformação. Mas, se ignorarmos até mesmo quem somos, como poderemos almejar o conhecimento do próximo e a compreensão recíproca? A impossibilidade do conhecimento do outro resulta na solidão irremediável dos homens, que Nathalie Sarraute já desenvolvera como tema, deixando uma reflexão ótima: Somos Planetas de um mesmo Sistema, mas absolutamente mudos uns com os outros. A insegurança, fruto da incapacidade de conhecer qualquer coisa em definitivo, faz com que o homemtome na...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO